SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 7° CICLO: DAÍRA, CLAOS MÓZI E GIRAS GERAIS

(Fotos: Floriza Rios)

(Os participantes desta edição: Daíra + Claos Mózi + Giras Gerais)
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*** Para comemorar os 50 anos da Tropicália o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresentará uma série de encontros poético-musicais ao longo de 2017 ***

*** Nesta edição, a cantora Daíra e a banda Giras Gerais apresentarão músicas do repertório tropicalista, além de canções que compõem os seus repertórios, e o poeta, compositor e cantor Claos Mózi, um dos integrantes da Giras Gerais, dará o tom poético da noite com vários dos seus poemas e outros tropicalistas ***

Nos dias 30 e 31 de agosto (quarta e quinta-feira), a partir das 19h30, acontece a sétima etapa do ciclo de encontros Somos Tropicália – 50 anos do movimento, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em homenagem aos 50 anos da Tropicália: as surpreendentes e eletrificadas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Festival da TV Record em 1967 são consideradas o marco inicial do movimento na música, que se consolidou com a gravação de “Tropicália Ou Panis Et Circenses”, álbum-manifesto lançado no ano seguinte.

Para esta edição de agosto, o projeto tem como participantes a cantora Daíra e a banda Giras Gerais, que tem Claos Mózi, um dos integrantes da banda, como o poeta convidado. Para esta celebração poético-musical inédita, os artistas foram convidados a montar um roteiro no qual interpretarão alguns clássicos da Tropicália, sem deixar, é claro, de incluir obras autorais que se inspiram ou conversem com as influências do movimento. Junto às canções, poemas onde percebemos o legado constituído pelo Tropicalismo.

Cantora, criada nas praias oceânicas de Niterói, Daíra começou sua carreira ainda criança, cantando na TV – no programa semanal “Gente Inocente” (TV Globo), ganhando o primeiro lugar em sua primeira aparição em rede nacional – e no teatro musical. Também foi premiada em concursos e festivais até a adolescência. Aos 21 anos, foi considerada atriz revelação como protagonista no musical “Baby (broadway)”, sendo aclamada pela crítica e pelo público. Hoje se destaca na cena de música brasileira com seu disco de estreia “Flor” (2014), selecionado no Prêmio da Música Brasileira de 2015, e seu novo show só com canções de Belchior, em parceria com o selo Porangareté. Sua voz e interpretação expressivas arrebataram grandes mestres da música internacionalmente incensados, entre eles, Roberto Menescal, com quem gravou uma série de discos para o Japão e logo a convidou para gravar no programa “Som Brasil”, ao seu lado; e o maestro Arthur Verocai, que a escalou para ser sua cantora principal em seus shows dentro e fora do Brasil. Lançou recentemente uma série de vídeos ao vivo do seu show de estreia, “Flor pela Estrada”, hoje está rodando com o show “Daíra canta Belchior” e prepara dois discos para o ano que vem. “Tropicalismo foi o que eu comi no café da manhã das minhas pesquisas musicais na adolescência, e ainda almoço Gal, Bethânia e Caetano”, declara a artista.

A banda niteroiense Giras Gerais aposta num som mesclado: faz bricolagem de sons histórico-mundiais com forte influência do rock e do samba. Mantém claramente um diálogo com seus antecessores e mestres de formação: Milton Nascimento, Novos Baianos, Secos e Molhados, Caetano, Gil, Mutantes, Tom Zé, Jorge Ben, Jards Macalé, Itamar Assumpção. As poesias de Claos Mózi, porém, recriam novas paisagens sonoras e imagéticas. É formada, desde 2007, pelos seguintes componentes: Claos Mózi, compositor e cantor (e o poeta desta edioção); Ivo Vargas, cantor e violonista; Nando Rocha, cantor e guitarrista; Raphael Buzunga, baixista; Ivan Farah, cantor, percussionista, flautista e saxofonista; Pedro Brum, baterista e Elias Rosa, percussionista. Conta também com a presença quase frequente da cantora Júlia Vargas, uma importante novidade da MPB atual, apadrinhada por Ivan Lins e Milton Nascimento. Giras Gerais passou por palcos importantes como Circo Voador, Teatro Odisséia, Sesc Niterói, Godofredo Rio, entre outros. Participou de programas de TV, festivais e diversos eventos, como o projeto “Mola” e o Encontro Regional dos Estudantes de Arquitetura (EREA). O trabalho autoral consiste numa mistura das influências musicais, não devendo ser enquadrada em apenas um estilo, mas concretizando a sua propriedade no hibridismo e na originalidade musical. “Acolhemos o convite do Paulo Sabino para participar do ‘Somos Tropicália’ com muita alegria e consentimento artístico, tendo em vista o processo destrutivo por qual passa nossa cultura, sendo achatada pela indústria cultural e ignorada e coibida pelo Estado. As vozes não podem se calar! Um espaço a mais de ampliação da cultura e mostra dos novos artistas, inspirados ou não na Tropicália, é sempre uma excelente arma de resistência a tudo isso”, disparam os integrantes da Giras Gerais.

Até dezembro serão programados encontros poético-musicais que ressaltam a importância da Tropicália na música popular brasileira, com influências que reverberam até hoje no cenário do cancioneiro contemporâneo. As noites vão misturar leituras de poemas e participações musicais em releituras do repertório tropicalista por artistas e poetas de diferentes gerações – entre novos e consagrados – que de alguma forma ecoam a Tropicália em seus trabalhos e carreiras.

O projeto, sob coordenação, curadoria e produção do jornalista Rafael Millon e do poeta Paulo Sabino (também jornalista), é realizado em parceria com o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, e estreou oficialmente em fevereiro, reunindo a cantora Mãeana, o músico e compositor Bem Gil, e o poeta e agitador cultural Jorge Salomão. Em março o projeto recebeu os cantores e compositores Lila e Matheus VK junto com o ator e poeta Eber Inácio. Em abril se apresentou o quarteto composto pela cantora Juliana Linhares junto com cantor e compositor Mihay, o ilustre poeta Salgado Maranhão e o músico Hélio Moulin. Em maio foi a vez de Letícia Novaes e Arthur Braganti, dupla integrante da recém extinta banda “Letuce”, junto com o poeta e jornalista Luis Turiba. Em junho, o projeto recebeu a atriz cantora e compositora Mari Blue, o multi-instrumentista e pesquisador musical Marcelão De Sá, o poeta, cantor e compositor João Bernardo e o baterista, percussionista e regente Lourenço Vasconcellos. Na mais recente edição, a de julho, o projeto contou com os cantores e compositores Aline Lessa, Pedro Mann e Grillo e com a poeta, atriz e performer Betina Kopp.

Serviço:
Gabinete de Leitura Guilherme Araújo
SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento
Agosto (7ª edição): com Daíra, Claos Mózi e Giras Gerais / Pocket-show e leitura de poesias
Dias 30/08 (4ª-feira) e 31/08 (5ª-feira)
A partir das 19h30
Rua Redentor, 157 Ipanema
Tel infos. 21-2523-1553
Entrada: R$ 1,00
Lotação: 60 lugares
Classificação: livre

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