SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 10° CICLO: CLARA GURJÃO, BRUNO COSENTINO E PAULO SABINO — FOTOS, TEXTO SOBRE O EVENTO E POEMA (PAULO SABINO)

(Todas as fotos: Luciana Queiroz)

(Os participantes desta edição acompanhados de Gal Costa e Caetano Veloso: Paulo Sabino, Clara Gurjão e Bruno Cosentino)

(Os participantes acompanhados de Guilherme Araújo)

(Copos de leite compondo o ambiente — Foto: Paulo Sabino)
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*** Nesta edição, a cantora e compositora Clara Gurjão une-se ao também cantor e compositor Bruno Cosentino apresentarão músicas do repertório tropicalista misturadas às autorais, com intervenções do poeta Paulo Sabino ***
 
No dia 22 de novembro (quarta-feira), a partir das 20h, acontece a décima (10ª) etapa do ciclo de encontros “Somos Tropicália – 50 anos do movimento”, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em homenagem aos 50 anos da Tropicália: as surpreendentes e eletrificadas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Festival da TV Record em 1967 são consideradas o marco inicial do movimento na música, que se consolidou com a gravação de “Tropicália Ou Panis Et Circenses”, álbum-manifesto lançado no ano seguinte.
 
Para a nova edição, inédita, desta celebração poético-musical, os artistas foram convidados a montar um roteiro no qual interpretarão alguns clássicos da Tropicália, incluindo, também, obras autorais que se inspiram ou conversem com as influências do movimento. Junto às canções, poemas onde percebemos o legado constituído pelo Tropicalismo.
 
Para esta edição de novembro, o projeto traz a cantora e compositora Clara Gurjão, que considera a Tropicália uma das suas grandes fontes de inspiração e aprendizado. “A Tropicália foi provavelmente o movimento artístico que mais me ensinou e me formou enquanto pessoa e enquanto artista. De Zé Celso Martinez a Tom Zé, de Hélio Oiticica a Torquato Neto, em todas as áreas em que a Tropicália se manifestou eu sentia a presença de um fogo vital que me atraia de maneira inexplicável, e continua atraindo”, declara a artista. Clara é uma cantora que por isso é detentora de grande intimidade com a obra dos tropicalistas; em seu trabalho autoral, ela canta “Muito”, do Caetano Veloso, e possui uma versão toda sua de uma canção mais recente do baiano, “Abraçaço”, mas com o espírito tropicalista já no título. “Cresci ouvindo de tudo um pouco em casa: admirava Tom e a bossa-nova, os cantores do rádio e seus sambas-canções e boleros românticos, curtia o pagode e o pop radiofônico dos anos 1990, mas o que me instigava mesmo era a irreverência, a ousadia e a liberdade estética de Caetano, Gil, Gal e seus companheiros”, recorda-se a artista.
 
Junto com ela estará o cantor e compositor Bruno Cosentino, que, assim como a Clara, tem o movimento tropicalista como uma grande escola em termos estético, comportamental e musical. E Bruno, que também gravou Caetano no seu trabalho autoral, a canção “Tem que ser você”, acredita que precisamos continuar o legado e o aprendizado da Tropicália: “Um dos aspectos principais da Tropicália e negligenciado hoje em dia foi sua negatividade mordaz. Precisamos então negá-la para fazê-la recuperar o brilho intenso do seu centro. A nova canção brasileira deve vir a ser 50 anos depois a Retropicália”, dispara o artista.
 
Com eles, fazendo as intervenções poéticas, estará o poeta e jornalista Paulo Sabino, idealizador e produtor do Somos Tropicália com o jornalista Rafael Millon. Além de textos e poemas tropicalistas e que inspiraram o movimento, Sabino lerá alguns dos seus poemas, fazendo uma costura entre as músicas apresentadas e os textos e poemas escolhidos: “queria deixar no projeto, além da minha assinatura como produtor e idealizador, a minha assinatura como poeta e admirador de um movimento que me formou”.
 
 
Serviço:
Gabinete de Leitura Guilherme Araújo
SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento
Novembro (10ª edição): com Clara Gurjão, Bruno Cosentino e Paulo Sabino/ Pocket-show e leitura de poesias
Dia 22/11 (4ª-feira)
A partir das 20h
Rua Redentor, 157 Ipanema
Classificação: livre
R$ 1,00
 
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Aos interessados, um modo qualquer de apreender a vida, de fazer valer a existência, em meio a tantas turbulências e tantos desafios; apesar de todas as pedras no meio do caminho. Um modo qualquer de encarar dores e dissabores a fim de deixá-los para trás, de não pesarem a bagagem de vivências que carregamos mundo afora, alma adentro. Um modo qualquer. Que, por qualquer, pode servir a alguém.
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.
 
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(autor: Paulo Sabino.)
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