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SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 6° CICLO: ALINE LESSA, BETINA KOPP, PEDRO MANN E GRILLO
17 de julho de 2017

(Todas as fotos: Elena Moccagatta)

(Aline Lessa)

(Betina Kopp)

(Pedro Mann)

(Grillo)

(A trupe na companhia de Guilherme Araújo)
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***Para comemorar os 50 anos da Tropicália o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresentará uma série de encontros poético-musicais ao longo de 2017***

***www.facebook.com/somostropicalia/***

***Nesta edição, os cantores, compositores e instrumentistas cariocas Aline Lessa, Pedro Mann e Grillo apresentarão músicas do repertório tropicalista, além de canções autorais, na companhia da poeta, performer e atriz Betina Kopp, que apresentará ao público a sua poesia sempre acompanhada de suas performances pra lá de tropicalistas***

Nos dias 19 e 20 de julho (quarta e quinta-feira), a partir das 19h30, acontece a sexta etapa do ciclo de encontros “Somos Tropicália – 50 anos do movimento”, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em homenagem aos 50 anos da Tropicália: as surpreendentes e eletrificadas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Festival da TV Record em 1967 são consideradas o marco inicial do movimento na música, que se consolidou com a gravação de “Tropicália Ou Panis Et Circenses”, álbum-manifesto lançado no ano seguinte.

Para esta edição de julho, o projeto tem como participantes a cantora, compositora e instrumentista Aline Lessa, os também cantores, compositores e instrumentistas Pedro Mann e Grillo, e a poeta, performer e atriz Betina Kopp. Para esta celebração poético-musical inédita, os artistas foram convidados a montar um roteiro no qual interpretarão alguns clássicos da Tropicália, sem deixar, é claro, de incluir obras autorais que se inspiram ou conversem com as influências do movimento. Junto às canções, poemas e performances onde percebemos o legado constituído pelo Tropicalismo.

Aline Lessa, cantora, compositora e instrumentista carioca, lança pela gravadora Biscoito Fino e pelo selo Garimpo, ainda em 2017, o seu segundo álbum autoral, que contou com a produção de Domenico Lancellotti. Com uma pegada que transita entre o rock, o pop e o experimental, o disco foi construído, conceitualmente, com o auxílio de artistas de outros segmentos – do teatro e das artes visuais – e contou com músicos como Bem Gil, Elisio Freitas, Lourenço Vasconcellos, Alberto Continentino, Pablo Arruda, entre outros. Integrou por seis anos, e foi responsável por boa parte das composições, a banda de rock alternativo “Tipo Uisque”, onde também tocava teclado e fazia backings. A partir de 2014, deu um tempo nas composições em inglês e se enveredou pela carreira solo, entregando-se às influências caseiras e serestas que ouvia com o seu pai. Em 2015, nasceu seu primeiro álbum solo, que leva o seu nome, e em português. Bem recebido por crítica e público, o trabalho figurou em algumas listas de melhores do ano e recebeu atenção de veículos especializados. Também produziu o projeto “Fio”, ao lado de Elisio Freitas, onde reinterpretava canções de Chico Buarque e Vinicius de Moraes. Os videos do projeto, lançados com exclusividade pela página “Brasileiríssimos”, alcançaram milhões de visualizações.

Cantor, compositor e instrumentista, o carioca Pedro Mann vem traçando um caminho único e plural no cenário da música brasileira. Pedro é baixista há alguns anos, tendo já acompanhado e dividido o palco com Gilberto Gil, Roberta Sá, Geraldo Azevedo, Forróçacana e Pedro Luís. É fundador do “Bondesom”, grupo que vem inspirando o cenário da música instrumental carioca há mais de uma década. Com a banda tem três discos lançados: “Bondesom” (2007), “Procurando Lola” (2011) e “Três” (2014). O lado autor ganhou força e Mann começou a ser gravado por cantores como Matheus VK, Thaís Gulin, Angelo Paes Leme e Antonia Adnet. Em 2013 lançou o seu primeiro disco solo, “O Mundo Mora Logo Ali”, apresentando canções autorais e autobiográficas. No segundo semestre de 2016, Pedro Mann iniciou a turnê de seu segundo disco, “Cidade Copacabana”, produzido por Lucas Santtana e Duani. O disco representa uma expansão da consciência musical do compositor, trazendo uma sonoridade mais urbana e eletrônica. “Fiquei muito feliz com o convite para participar desse resgate estético musical. Sinto que a Tropicália influencia muito a minha arte porque é um jeito de ver o mundo com ousadia, integrando as nossas polaridades num caldeirão alquímico e transformando a mistura em algo genuíno. Acho que o resgate do espírito tropicalista é de extrema importância nos dias de hoje, onde a intolerância está dando as caras”, dispara.

Depois de seu primeiro CD e DVD “História de Samba”, o cantor e compositor carioca Grillo assume agora o rótulo de “MPB pra dançar” e lança este ano seu novo EP autoral “O Baile Chegou”. Neste trabalho, as suas referências de samba e bossa nova se misturam a ritmos como soul, charme e rap. Sopros e beatboxes se entrelaçam às percussões de mestre Marçal sob a produção musical do DJ Meme. As canções falam sobre gratidão, festas e amores perdidos. Exaltam o empoderamento feminino e celebram a diversidade e o amor. “Na minha visão o movimento da Tropicália representou um marco na história da música brasileira. A introdução de guitarras, a ousadia das letras super antenadas com a política da época e as cores nas roupas, cenários e artes de capa, revelavam o nascimento de uma atitude comportamental de liberdade cultural da qual os jovens podiam finalmente se apropriar sem perder o seu sotaque tupiniquim”, avalia o artista.

Betina Kopp é poeta, performer, apresentadora e atriz formada pela CAL. Artista múltipla, criou as performances “Corpinturadas”, “PQP – Poesia Que Para”, “Poesia Para Degustar” e “Poiesis”, apresentando-se nos mais variados lugares, como em festivais de arte e cultura na Bahia e em Pernambuco, no Complexo do Alemão (Rio de Janeiro) e na PUC de diversos estados (RJ, PR, RS). No teatro, participou de trabalhos onde se destacam “Diálogos com Lorca”, dirigida por Lu Grimaldi, “Contos de amor e morte”, dirigida por José Luiz Junior, e “Vão Paraíso” e “Escola de Molières”, ambas dirigidas por Amir Haddad. Integrante da Companhia Bando, atua no espetáculo de dança-teatro “Revoada”. Fez participações em variadas produções de televisão (programas, séries e novelas). Integrante do grupo “Voluntários da Pátria”, coletivo que promove o projeto dinâmico que mistura música e poesia para jovens e que circulou por 11 estados do país, Betina Kopp gravou os áudio-livros “Baú do Raul”, “A cabeça de Medusa” e “Morangos Mofados”, além de ter publicado seu livro de poesia “Beco” (Rubra Editora). “O Tropicalismo permanece vivo, ecoa inspirações e alimenta criações. Participar desta homenagem é uma honra. Rever nossa história é necessário, vibrar as influências e fazer reverberar a resistência que é ser artista em qualquer época”, afirma a artista.

O projeto, sob coordenação, curadoria e produção do jornalista Rafael Millon e do poeta Paulo Sabino (também jornalista), é realizado em parceria com o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, e estreou oficialmente em fevereiro, reunindo a cantora Mãeana, o músico e compositor Bem Gil, e o poeta e agitador cultural Jorge Salomão. Em março o projeto recebeu os cantores e compositores Lila e Matheus VK junto com o ator e poeta Eber Inácio. Em abril se apresentou o quarteto composto pela cantora Juliana Linhares junto com cantor e compositor Mihay, o ilustre poeta Salgado Maranhão e o músico Helio Moulin. Em maio foi a vez de Letícia Novaes e Arthur Braganti, dupla integrante da recém extinta banda “Letuce”, junto com o poeta e jornalista Luis Turiba. Em junho, a mais recente edição recebeu a atriz cantora e compositora Mari Blue, o multi-instrumentista e pesquisador musical Marcelão De Sá, o poeta, cantor e compositor João Bernardo e o baterista, percussionista e regente Lourenço Vasconcellos. 

Aguardamos vocês!

Serviço:


Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresenta —

SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento

Julho: com Aline Lessa, Pedro Mann, Grillo e Betina Kopp / Pocket-show e leitura de poesias
Dias 19/07 (4ª-feira) e 20/07 (5ª-feira)
A partir das 19h30
Rua Redentor, 157 Ipanema
Tel infos. 21-2523-1553
Entrada: R$ 1,00
Lotação: 60 lugares
Classificação: livre

Link do evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/133368910584620/
Página do projeto no Facebook: http://www.facebook.com/somostropicalia/

SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 4º CICLO: LETÍCIA NOVAES, ARTHUR BRAGANTI E LUIS TURIBA — JÓIA (CAETANO VELOSO)
24 de maio de 2017

(Letícia Novaes — Foto: Ana Alexandrino)

(Arthur Braganti — Foto: Ana Alexandrino)

(Luis Turiba — Foto: Ana Alexandrino)

(Os participantes + Caetano Veloso, Guilherme Araújo e Gal Costa — Foto: Ana Alexandrino)

(Nota na coluna “Gente Boa”, do caderno cultural do jornal O Globo)
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*** Para comemorar os 50 anos da Tropicália o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresentará uma série de encontros poético-musicais ao longo de 2017 ***

*** www.facebook.com/somostropicalia/ ***

Nos dias 31 de maio e 01 de junho (quarta e quinta-feira), a partir das 19h30, acontece a quarta etapa do ciclo de encontros “Somos Tropicália – 50 anos do movimento”, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em homenagem aos 50 anos da Tropicália: as surpreendentes e eletrificadas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Festival da TV Record em 1967 são consideradas o marco inicial do movimento na música, que se consolidou com a gravação de “Tropicália Ou Panis Et Circenses”, álbum-manifesto lançado no ano seguinte.

Nesta edição de maio o projeto tem como participantes a cantora, compositora e atriz Letícia Novaes, o músico e compositor Arthur Braganti, o poeta e jornalista Luis Turiba. A noite também conta com a participação especial de Natália Carrera, guitarrista e produtora musical do novo álbum de Letícia, “Letrux Em Noite de Climão”, que será lançado em breve.

Para esta celebração poético-musical inédita os artistas foram convidados a montar um roteiro com sabor tropicalista no qual misturam textos, canções e referências de diferentes épocas e estilos e no qual entrarão sucessos de Caetano, Mutantes, Carmem Miranda, Torquato Neto e Edu Lobo e até Berlin (aquela do Take My Breath Awaaaay, hit do New Wave nos anos 80). Sem deixarem, é claro, de incluir músicas e poesias autorais que se inspiram ou conversem com as influências do movimento, como o samba “Mistura Tropicalista”, enredo que o Turiba compôs para o carnaval do bloco Mistura de Santa.

Letícia e Arthur são destaques da cena da música independente. Até pouco tempo atrás Letícia foi líder da recém extinta banda “Letuce”, um dos principais grupos deste cenário na última década, e do qual Arthur também foi integrante nos últimos anos. Multiartista reconhecida e de personalidade marcante, Letícia sempre demonstrou ter espírito tropicalista, conferindo uma assinatura própria aos resultados. “Minha carreira sempre foi uma miscelânea curiosa entre literatura, teatro e música. Sempre brinquei com as coisas mais tradicionais e ‘clássicas’ brasileiras, como o próprio pagode, que fiz versões dentro da ‘nova mpb’. Sempre me utilizei de referências cinematográficas ou teatrais, mesmo para fazer um show musical. E além disso, nunca tive nenhum temor às referências ‘gringas’, pelo contrário, abraço tudo que me emociona, seja na língua mãe ou numa língua amiga”, se diverte a artista.

E Turiba, que possui cinco livros de poesia publicados, entre eles o mais recente, “QTais”, é ganhador de dois prêmios “Esso de jornalismo”, e é um importante nome da literatura e do jornalismo brasileiros. Entusiasta e freqüentador de saraus poéticos, suas atuações em leituras de poesias são sempre potentes e cativantes, transmitindo a alegria e a animação que lhe são características. Seu bloco de carnaval no Rio de Janeiro, o “Mistura de Santa”, desfilou em 2016 com o enredo “Mistura Tropicalista”, um samba de sua autoria que ele apresentará ao público do projeto. Além disso, ele também é idealizador do Café Tropicália na 33ª Feira de Livro de Brasília, em 2017. “O Tropicalismo foi o mais importante movimento cultural da última metade do século passado. Combateu a ditadura esteticamente e revolucionou a linguagem poética brasileira com Torquato Neto à frente, como letrista de Gil, Caetano, Edu Lobo. Foi um movimento que misturou tudo: passado, presente, cinema, teatro, poesia e artes plásticas. Foi reprimidíssimo, durou pouco, mas seus ecos podem ser ouvidos até hoje”, explica Turiba.

Em junho o projeto, que tem entrada franca e se realiza sem qualquer tipo de apoio ou patrocínio, receberá a cantora Zabelê e o cantor, compositor e poeta Moraes Moreira.

Venham todos!

 

Serviço:

Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresenta –

SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento

Letícia Novaes, Arthur Braganti e Luis Turiba – part.: Natália Carrera / Pocket-show e leitura de poesias
Dias 31/05 (4ª-feira) e 01/06 (5ª-feira)
A partir das 19h30
Rua Redentor, 157 Ipanema
Tel infos. 21-2523-1553
Entrada franca c/ contribuição voluntária
Lotação: 60 lugares
Classificação: livre

Link do evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/1948758825346169/
Página do projeto no Facebook: http://www.facebook.com/somostropicalia/

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(do livro: Sobre as letras. organização e notas: Eucanaã Ferraz. comentários: Caetano Veloso.)

 

JÓIA

Deu título ao disco. É um negócio pequeno mas bonito. Fala de uma menina específica, Claudinha O’Reilegh. A gente ia ver o sol nascer em Copacabana todo dia de manhã, antes de dormir, e ela tomava coca-cola.
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jóia: objeto de material valioso trabalhado com esmero, com todo o cuidado e atenção; pessoa ou coisa muito querida ou boa; algo bacana, bonito, excelente.

uma jóia da vida: uma cena da vida: beira de maré na américa do sul. um selvagem (diz-se daquele que vive nas selvas, afastado dos aglomerados urbanos) levanta o braço, abre a mão e tira um caju para seu deleite: um momento, uma cena da vida, de grande amor: uma jóia existencial. o prazer de viver um momento de grande amor: deliciar-se com um caju colhido ao pé da árvore, ao alcance da mão.

uma jóia da vida: uma cena da vida: copacabana — palavra indígena, o nome de um bairro movimentadíssimo, além de muito extenso, na cidade do rio de janeiro; copacabana, a princesinha do mar: louca total, completamente louca, princesinha agitada, tumultuada, o avesso do que se imagina nas selvas, lugares de palavra indígena. em copacabana, ao nascer do sol, de frente pro mar (beira de maré na américa do sul), a menina, muito contente, feliz, satisfeita, toca a coca-cola na boca: um momento, uma cena da vida, de puro amor: uma jóia existencial. o prazer de viver um momento de puro amor: deliciar-se com uma coca-cola enquanto assiste ao nascer do sol.

uma jóia da vida: uma cena da vida: seja na selva, seja na cidade; seja um selvagem (diz-se daquele que vive nas selvas, afastado dos aglomerados urbanos), seja a menina de um grande centro urbano; seja um caju, fruto da natureza, seja uma coca-cola, fruto da indústria: vivenciar momentos, cenas, de grande e puro amor: eis a grande jóia da vida.

beijo todos!
paulo sabino.
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(do livro: Letra só. seleção e organização: Eucanaã Ferraz. autor: Caetano Veloso. editora: Companhia das Letras.)

 

 

JÓIA

 

Beira de mar
Beira de mar
Beira de maré na América do Sul
Um selvagem levanta o braço
Abre a mão e tira um caju
Um momento de grande amor
De grande amor

Copacabana
Copacabana
Louca total e completamente louca
A menina muito contente
Toca a coca-cola na boca
Um momento de puro amor
De puro amor
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(do site: Youtube. áudio extraído do álbum: Jóia. artista e intérprete: Caetano Veloso. canção: Jóia. autor: Caetano Veloso. gravadora: PolyGram.)

OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (9ª EDIÇÃO) — ABEL SILVA E CONVIDADOS — O EVENTO & FOTOS
19 de maio de 2017

(Antes do início da apresentação, enquanto o público que não lotou, mas abarrotou a casa, se acomodava — Foto: Elena Moccagatta)

(O coordenador do projeto, Paulo Sabino — Foto: Chico Lobo)

(Foto: Rafael Roesler Millon)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Paulo Sabino e Antonio Cicero — Foto: Elena Moccagatta)

(Antonio Cicero — Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Antonio Cicero e Tessy Callado — Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Tessy Callado — Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Christovam de Chevalier — Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Elisa Lucinda — Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(André Trindade Silva — Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(O grande homenageado da noite, o poeta e letrista Abel Silva — Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Abel Silva e Zé Carlos — Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Um dos grandes parceiros do homenageado, Geraldo Azevedo — Foto: Elena Moccagatta)

(Foto: Elena Moccagatta)

(Os participantes + o homenageado + o poeta-compositor Ronaldo Bastos, um dos ilustres da platéia — da esquerda para a direita: Paulo Sabino, Christovam de Chevalier, André Trindade Silva, Abel Silva, Elisa Lucinda, Zé Carlos, Antonio Cicero, Tessy Callado, Ronaldo Bastos e Geraldo Azevedo — Foto: Rafael Millon)

(Da esquerda para a direita: Paulo Sabino, Christovam de Chevalier, André Trindade Silva, Abel Silva, Elisa Lucinda, Zé Carlos e Antonio Cicero — Foto: Elena Moccagatta)

(Da esquerda para a direita: Abel Silva, Elisa Lucinda, Zé Carlos, Antonio Cicero, Tessy Callado, Ronaldo Bastos e Geraldo Azevedo — Foto: Elena Moccagatta)

(Após o evento: Geraldo Azevedo e Elisa Lucinda — Foto: Elena Moccagatta)

(Elisa Lucinda, Tessy Callado, Paulo Sabino e Christovam de Chevalier — Foto: Rafael Millon)

(Geraldo Azevedo e Paulo Sabino — Foto: Elena Moccagatta)

(Paulo Sabino, Geraldo Azevedo e Abel Silva — Foto: Elena Moccagatta)

(Paulo Sabino, Geraldo Azevedo, Abel Silva e Elisa Lucinda — Foto: Elena Moccagatta)

(Matéria de página inteira na revista “Zona Sul” do jornal “O Globo”)

(Destaque na página do “Rio Show”, caderno cultural do jornal “O Globo”)

(Destaque na coluna “Gente Boa”, caderno cultural do jornal “O Globo”)
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Caramba, caramba, caramba! Até agora meio zonzo, meio astronauta, depois da noite de 15 de maio, segunda-feira, na 9ª edição do projeto Ocupação Poética, no teatro Cândido Mendes de Ipanema, em homenagem ao poeta e letrista da música popular brasileira Abel Silva.

A casa não estava lotada; estava abarrotada de gente. Público quente, participativo, generoso, interessado e muito querido. Tanta coisa, tanta coisa, que nem sei… Agora, aqui no peito, só agradecimento e contentamento. A única coisa que desejo é produzir a próxima Ocupação Poética o mais rápido possível! Quero mais! Preciso de mais! Valeu por tudo!

Agradecer demais a todos que tornam possível este acontecimento que me é tão feliz: aos administradores do espaço, Fernanda Oliveira e Adil Tiscatti; ao meu super assessor de imprensa, que consegue nos colocar nos melhores espaços da mídia (jornais, rádios, sites), Rafael Millon; à fotógrafa do projeto, a querida Elena Moccagatta; ao artista plástico Chico Lobo, por fazer sempre as camisetas que utilizo nos meus projetos; ao técnico de som e luz, Pedro Paulo Thimoteo; a toda equipe do teatro; aos queridos e super participantes: Christovam de Chevalier, André Trindade Silva, Elisa Lucinda, Zé Carlos, Antonio Cicero, Tessy Callado e Geraldo Azevedo; ao grande homenageado da noite, o poeta, letrista e querido amigo Abel Silva. Ao público, que lotou a casa para nos prestigiar e prestigiar a poesia.

A vocês, de presente, um poema que, por problema de esquecimento do livro, não pôde ser lido na noite por mim.
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não é à base de instrumentos e ferramentas que demandem força, dor, susto, brutalidade, que armo a minha mão à feitura do poema. à feitura do poema, armo a minha mão a toque singelo, toque suave, delicado — um sopro de maresia, um susto de lucidez e luz no silêncio. pois é justamente o toque delicado, suave, singelo — um sopro de maresia, um susto de lucidez e luz no silêncio — que faz cantar na travessia, que é a nossa passagem pelo mundo, aquilo que é mudo, aquilo que não fala, que não diz, aquilo que apenas cala: o mundo, a realidade que nos cerca: a planta, o bicho, a água, a pedra, nenhum elemento natural nos diz, nos responde, nada sobre a existência, nada sobre o estar no mundo. ainda assim, cantamos — em verso e prosa — a existência, cantamos o mundo em poesia, crônica, conto, romance. eis a magia da palavra.

beijo todos!
paulo sabino.
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(do livro: poemAteu. autor: Abel Silva. editora: 7Letras.)

 

 

NASCIMENTO DO POEMA

 

Não é a esmeril
serrote ou formão
que armo a minha mão
à espera da poesia

nem a fórceps como nasci
placento de pavor
pra luz daquele dia

mas a toque singelo
sopro de maresia
susto no silêncio

que faz a ponte pênsil
do mudo em seu flagelo
cantar na travessia

OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (9ª EDIÇÃO) — ABEL SILVA E CONVIDADOS
9 de maio de 2017

(O convite para a próxima edição do projeto)

(O homenageado desta edição — Abel Silva)

(Antonio Cicero)

(Geraldo Azevedo)

(Tessy Callado)

(Paulo Sabino e Christovam de Chevalier)

(Elisa Lucinda e Paulo Sabino)

(André Trindade Silva)
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“Conheço há bastante tempo o blog do Paulo Sabino e acompanho o entusiasmo, a competência e o conhecimento que ele tem das atividades literárias e musicais. Estou feliz em participar de um encontro com leitores e colegas poetas e compositores, num evento de respeito e amor pela literatura e pela música popular brasileira. Espero que haja surpresas com a presença de parceiros e amigos e dos desconhecidos que passarão a ser conhecidos.”

(Abel Silva)

 

 

Dia 15 de maio (segunda-feira), a partir das 20h, acontece a 9ª edição do projeto OCUPAÇÃO POÉTICA no teatro Cândido Mendes de Ipanema, que tem o prazer de receber como homenageado o grande poeta e letrista da música popular brasileira ABEL SILVA!

O Abel Silva, pra quem não sabe, é o letrista responsável por clássicos do nosso cancioneiro como “Festa do Interior” (música do Moraes Moreira e grande sucesso na voz da Gal Costa), “Simples Carinho” (música do João Donato e grande sucesso na voz da Ângela Ro Ro), “Quando o amor acontece” (música do João Bosco e sucesso na voz do próprio João), “Jura Secreta” (música da Sueli Costa e um super hit na voz da Simone), entre outros.

Na noite, leitura dos seus poemas além de algumas canções deste requintado poeta-compositor que serão apresentadas ao violão. Guardamos uma surpresinha pro público!

Para esta 9ª edição, a alegria de receber este timaço na homenagem ao Abel Silva:

– o filósofo, poeta e letrista ANTONIO CICERO (foto);
– o cantor e compositor GERALDO AZEVEDO (foto);
– a atriz, escritora e jornalista TESSY CALLADO (foto);
– o poeta e jornalista CHRISTOVAM DE CHEVALIER (foto);
– a poeta, atriz, cantora e dramaturga ELISA LUCINDA (foto);
– o violonista ANDRÉ TRINDADE SILVA (foto);
– o poeta e coordenador do projeto, PAULO SABINO (foto);
– e, é claro, o grande homenageado da noite, ABEL SILVA (foto).

Aguardamos vocês para esta festa de poesia e música!

SERVIÇO:
Ocupação Poética (9ª edição)
Coordenação: Paulo Sabino
Participantes: Abel Silva e convidados especiais
Teatro Cândido Mendes
Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
Tel: (21) 2523-3663
Data: 15/05 SEGUNDA-FEIRA
Horário: 20h
Entrada: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)***
Vendas antecipadas na bilheteria
Classificação livre
Link do evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/1824165584571094/
*** Deixe o seu nome nos “comentários” desta publicação e pague meia entrada (R$ 10,00)

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(do livro: O gosto dos dias. autor: Abel Silva. editora: 7Letras.)

 

 

 

O GOSTO DOS DIAS

 

O tempo confere
o gosto dos dias
o tempo apura
o açúcar e o sal,
e remedia
o que não tem remédio
e lambe ou cura
a ferida a cal.

O tempo não tira
de mim um pedaço
mas soma e acresce
o que cabe a mim,
o tempo abastece
o que sou e o que faço
e vem sempre comigo
que me levo a pé.

O rumo, presumo,
segue indecifrado
às vezes labirinto
outras, avenida,
atento às pedras
e aos pedágios da vida,
a pouca bagagem
seu peso não sinto,
e o fim do caminho
não sei quando é.

SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 2° CICLO: LILA, MATHEUS VK & EBER INÁCIO — MANIFESTO PAU BRASIL (OSWALD DE ANDRADE)
29 de março de 2017

(Foto: Elena Moccagatta)

(Na foto, os participantes desta edição — Eber Inácio, Lila & Matheus VK)
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“Querido Paulo,

Acompanho com alegria o seu trabalho de poeta e de defensor da poesia.

E a mãezinha, está bem?

Beijo os dois,
Nélida Piñon”.

(Nélida Piñon — escritora integrante da Academia Brasileira de Letras — ABL)

 

 

É chegada a hora! É dia de estréia!

Hoje, quarta-feira (29/03), e amanhã, quinta-feira (30/03), acontece o 2° ciclo de encontros do projeto “Somos Tropicália”, em homenagem aos 50 anos do Tropicalismo, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, o grande empresário dos tropicalistas e um dos artífices do movimento, com a presença deste trio poderoso e vitaminado: do cantor e compositor Matheus VK, da cantora e compositora Lila (tanto a Lila quanto o Matheus cantam no bloco “Fogo e Paixão”), e do poeta, escritor e ator Eber Inácio (da trupe que monta e encena os já célebres espetáculos teatrais no Buraco da Lacraia, na Lapa).

O repertório das noites está incrível e os participantes, felizes da vida com o ensaio! Venham todos!

 

Serviço:

Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresenta –

SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento

Lila, Matheus VK e Eber Inácio / Pocket-show e leitura de poesias
Dias 29/03 (4ª-feira) e 30/03 (5ª-feira)
A partir das 19h30
Rua Redentor, 157 Ipanema
Tel infos. 21-2523-1553
Entrada franca c/ contribuição voluntária
Lotação: 60 lugares
Classificação: livre

Link do evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/1832965360359979/
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De presente, excertos de um manifesto que compõe o repertório de leitura das duas noites desta edição do projeto e que inspirou deveras os tropicalistas.

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(excertos do texto: Manifesto Pau Brasil. autor: Oswald de Andrade.)

 

 

MANIFESTO PAU BRASIL

 

“A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.

“O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.

“Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.”

(…)

“A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança.”

(…)

“Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das idéias.

“A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.”

(…)

“Uma única luta – a luta pelo caminho.”

(…)

“A invenção

“A surpresa

“Uma nova perspectiva

“Uma nova escala.

“Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil.”

(…)

“A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.

“Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres.”

(…)

“Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas; nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil.

“Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.”

(…)

“A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.

“Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.

“Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.”

SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 2º CICLO: LILA, MATHEUS VK E EBER INÁCIO
14 de março de 2017

(Fotos de divulgação — Todas as fotos: Elena Moccagatta)

(Nas fotos, os participantes do 2º ciclo de encontros: Eber Inácio, Lila e Matheus VK)

(Eber Inácio)

(Lila)

(Matheus VK)
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Para comemorar os 50 anos da Tropicália, o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresentará uma série de encontros poético-musicais ao longo de 2017

 

Nos dias 29 e 30 de março (quarta e quinta-feira), a partir das 19h30, acontece a segunda etapa do ciclo de encontros “Somos Tropicália – 50 anos do movimento”, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em homenagem aos 50 anos do Tropicalismo: as surpreendentes e eletrificadas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Festival da TV Record em 1967 são consideradas o marco inicial do movimento na música, que se consolidou com a gravação de “Tropicália Ou Panis Et Circenses”, álbum-manifesto lançado no ano seguinte.

Para este mês de março, o projeto tem o imenso prazer de ter como participantes o ator e poeta Eber Inácio, a cantora e compositora Lila e o músico, cantor e compositor Matheus VK. Ambos, além de primos, possuem um trabalho autoral que conversa com ecos do tropicalismo, são vocalistas do bloco “Fogo e Paixão”, e Matheus é dono de sucessos como “La Malemolência” e “Pélvis”. E Eber é um dos integrantes do divertidíssimo grupo do Buraco da Lacraia, na Lapa. Juntos nas duas noites, o trio prepara uma “geléia geral” inspirada nas músicas e poesias tropicalistas que ganharão suas assinaturas em arranjos e interpretações!

 

Somos Tropicália

 

Até dezembro serão programados encontros poético-musicais que ressaltam a importância do tropicalismo na música popular brasileira, com influências que reverberam até hoje no cenário do cancioneiro contemporâneo. As noites vão misturar leituras de poemas e participações musicais em releituras do repertório tropicalista por artistas e poetas – entre novos e consagrados – que de alguma forma ecoam o movimento em seus trabalhos e carreiras.

Os encontros ocorrerão, justamente, no primeiro andar da casa onde morou o irreverente e festivo Guilherme Araújo, célebre empresário e produtor musical dos baianos no final da década de 60, considerado uma espécie de co-criador do Tropicalismo. Por vontade do próprio Guilherme, após sua morte a casa foi transformada em gabinete de leitura, funcionando também como centro cultural.

O projeto, sob coordenação, curadoria e produção do jornalista Rafael Millon e do poeta Paulo Sabino (também jornalista), é realizado em parceria com o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, e estreou oficialmente em fevereiro, reunindo a cantora Mãeana, o músico e compositor Bem Gil, e o poeta e agitador cultural Jorge Salomão, também em duas noites.

 

Serviço:

Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresenta –

SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento

Lila, Matheus VK e Eber Inácio / Pocket-show e leitura de poesias
Dias 29/03 (4ª-feira) e 30/03 (5ª-feira)
A partir das 19h30
Rua Redentor, 157 Ipanema
Tel infos. 21-2523-1553
Entrada franca c/ contribuição voluntária
Lotação: 60 lugares
Classificação: livre

SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — MÃEANA, BEM GIL & JORGE SALOMÃO — O EVENTO: FOTOS & VÍDEO
22 de fevereiro de 2017

(Fotos de divulgação: Elena Moccagatta)

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(Fotos de divulgação dos convidados-participantes: Jorge Salomão, Bem Gil & Mãeana)

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(A iluminação para o projeto — Foto: Rafael Millon)

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(Casa cheia, público quente — Foto: Paulo Sabino)

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(A primeira noite do projeto: Bem Gil, Mãeana & Jorge Salomão — Foto: Thereza Eugênia)

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(Foto: Elena Moccagatta)

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(Mãeana — Foto: Elena Moccagatta)

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(Bem Gil — Foto: Elena Moccagatta)

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(Jorge Salomão — Foto: Elena Moccagatta)

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(Foto: Elena Moccagatta)

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(Bem Gil, Paulo Sabino, Rafael Millon, Mãeana & Jorge Salomão — Foto: Elena Moccagatta)
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Gente querida: a estréia do projeto “Somos Tropicália – 50 anos do movimento”, sexta-feira (17/02), no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, foi um axé, um arraso, maravilha total! Ficamos todos muito felizes e surpresos com a noite, porque, muito sinceramente, esperávamos que fosse bonita mas não a lindeza que foi.

Casa lotada, público quente, participativo e emocionado. Os convidados/ participantes fizeram um show pra ninguém botar defeito!

Alegria imensa pensar que nesta quinta-feira (23/02) tem mais Mãeana, Bem Gil e o poeta Jorge Salomão!

Agradecer demais a todos os envolvidos nesta empreitada: ao Alessandro Boschini a sua luz linda & delicada, ao músico & compositor George Israel a aparelhagem de som, ao Vitor Kruter o registro audiovisual, à Elena Moccagatta o registro fotográfico, e ao Gabinete de Leitura Guilherme Araújo o apoio por abrigar o projeto.

Vem geral na quinta-feira (23/02) porque tá valendo muito!

De presente aos interessados, videozinho, de 3 minutinhos, da estréia do projeto “Somos Tropicália – 50 anos do movimento”, com trechos da noite e depoimentos dos convidados participantes (Mãeana, Bem Gil e Jorge Salomão) e dos coordenadores e curadores (Rafael Millon e Paulo Sabino).

Serviço:

Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresenta –

SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento

Mãena, Bem Gil e Jorge Salomão / Pocket-show e leitura de poesias
Dia 23/02 (5ª-feira)
A partir das 19h30
Rua Redentor, 157 Ipanema
Tel infos. 21-2523-1553
Entrada franca c/ contribuição voluntária
Lotação: 60 lugares
Classificação: livre

Venham!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do site: Youtube. projeto: Somos Tropicália. participantes: Mãeana, Bem Gil & Jorge Salomão. local: Gabinete de Leitura Guilherme Araújo. data: 17/02/2017. imagens & edição: Vitor Kruter. coordenação & curadoria do projeto: Rafael Millon & Paulo Sabino.)

OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (8ª EDIÇÃO) — MARIA REZENDE & CONVIDADOS
28 de novembro de 2016

 

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(O convite para a edição com a Maria Rezende)

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(A homenageada da noite, a poeta, performer, montadora de cinema & tv & celebrante de casamentos, Maria Rezende)

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(Pedro Mann)

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(Emílio Dantas)

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(Elizeu Braga)

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(Cristina Flores)

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(Renata Corrêa)

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(Renato Farias)

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(Mariza Leão)
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Anotem na AGENDA, espalhem a NOTÍCIA, compartilhem ESTA PUBLICAÇÃO!

Dia 5 DE DEZEMBRO (segunda-feira), às 20H: a 8ª edição do projeto OCUPAÇÃO POÉTICA, coordenado por ESTE QUE VOS ESCREVE, PAULO SABINO, no teatro CÂNDIDO MENDES (Ipanema – Rio de Janeiro), com leituras baseadas na obra da poeta, performer, montadora de cinema & televisão & celebrante de casamentos MARIA REZENDE.

Além da participação da poeta homenageada & da participação deste que vos escreve, o evento contará também com as participações pra lá de ESPECIAIS:

– do cantor, compositor & instrumentista PEDRO MANN (banda BONDESOM);
– do ator EMÍLIO DANTAS;
– do poeta, ator & curador da ARIGÓCA, de Porto Velho (Rondônia), ELIZEU BRAGA;
– da atriz & diretora CRISTINA FLORES;
– da roteirista & escritora RENATA CORRÊA;
– do ator & diretor da Cia de Teatro Íntimo RENATO FARIAS;
– da produtora cinematográfica & mãe da homenageada MARIZA LEÃO.

5 DE DEZEMBRO (segunda-feira), às 20H, no teatro CÂNDIDO MENDES (Ipanema – Rio de Janeiro): a 8ª edição do projeto OCUPAÇÃO POÉTICA.

Homenageada: MARIA REZENDE.
Coordenação do projeto: PAULO SABINO.

Esperamos todos!

SERVIÇO

Ocupação Poética (8ª edição)

Coordenação: Paulo Sabino

Participantes: Maria Rezende e convidados especiais

Teatro Cândido Mendes

Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema

Tel: (21) 2523-3663

Data: 05/12 SEGUNDA-FEIRA

Horário: 20h

Entrada: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)*

Vendas antecipadas na bilheteria

Classificação livre

*Para quem não tem carteirinha de estudante, de professor, a carteirinha do Cine Santa ou acima de 65 anos, nomes na lista-amiga. O nome na lista-amiga não garante o ingresso na bilheteria; garante o valor da meia-entrada (R$ 10,00). Caso queira o seu nome na lista-amiga, deixe o seu nome nos comentários desta publicação.

LEITURA DRAMATIZADA — “BOCA DE OURO” (NELSON RODRIGUES) — FOTOS, VÍDEO & TRECHO
2 de novembro de 2016

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(Casa lotada, público quente)

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(Simone Vidal, Vanessa Gerbelli Ceroni & Andre Martins)

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(Juliana Martins)

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(Gustavo Ottoni)

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(Thiago Lacerda)

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(Thiago Lacerda & Paulo Sabino)

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(Juliana Martins, Thiago Lacerda & Paulo Sabino)

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(Stella de Paula, Juliana Martins, Thiago Lacerda, Vanessa Gerbelli Ceroni, Gustavo Ottoni, Paulo Sabino, Rose Abdallah & Elvis Fidelle)

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(Da esquerda pra direita, de pé: Rose Firmino, Simone Vidal, Vanessa Gerbelli Ceroni, Juliana Martins, Stella de Paula, Thiago Lacerda, Paulo Sabino, Rose Abdallah, Rafael Millon & Gustavo Ottoni / Da esquerda pra direita, embaixo: Elvis Fidelle, Eduarda Senise, Andre Martins & Enildo Dellatorre)
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Gente,

Que delícia a noite de segunda-feira, 31/10, quanta magia, quanta coisa linda recebida!

Casa lotada, pessoas em pé, público quente, na minha estréia no teatro, fazendo a leitura dramatizada da peça “Boca de Ouro”, do genial Nelson Rodrigues, na companhia dos grandes & generosos atores Thiago Lacerda (como o “Boca de Ouro”), Gustavo Ottoni (como o “repórter Caveirinha”), Juliana Martins (como a “dona Guigui”), Vanessa Gerbelli Ceroni (como a “grã fina Maria Luísa”) & este que vos escreve (como o “preto”), a convite do grupo de teatro “Queridos de Guilherme” & da diretora Rose Abdallah.

Muitíssimo obrigado! Rose amada, agora fui mordido pelo vírus do teatro & quero mais! Responsabilidade sua! Mais & mais leituras, mais & mais personagens!

Ainda sob o estado de “graça” que o palco, o teatro, é capaz de proporcionar.

Acima, algumas fotos da noite. Abaixo, um vídeo, com trechos da leitura, realizada no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, e, ao final, depoimento dos convidados — Vanessa Gerbelli Ceroni, Thiago Lacerda, Juliana Martins, Gustavo Ottoni & Paulo Sabino — sobre a participação neste lindíssimo projeto. Abaixo do vídeo, o trecho da peça relativo à minha participação.

Espero estar com todos — convidados + “Queridos de Guilherme” — em breve! Valeu! Foi bom demais!

Paulo Sabino.
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(do site: Youtube. trechos da leitura dramatizada da peça: Boca de Ouro. autor: Nelson Rodrigues. diretora da leitura: Rose Abdallah. elenco: Queridos de Guilherme. convidados & depoimentos: Vanessa Gerbelli Ceroni, Thiago Lacerda, Juliana Martins, Gustavo Ottoni, Paulo Sabino. local: Gabinete de Leitura Guilherme Araújo. Data: 31/10/2016. imagens, edição & direção do vídeo: Vitor Kruter.)


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(trecho da peça: Boca de Ouro. autor: Nelson Rodrigues.)

 

 

BOCA DE OURO — Preto, tu me conhece?

PRETO — Conheço, sim, senhor!

BOCA DE OURO — Como é meu nome, preto?

PRETO — Vossa Senhoria é o “Boca de Ouro”, sim, senhor!

BOCA DE OURO — E que mais?

PRETO — O povo também diz que “Boca de Ouro” paga o caixão dos pobres!

BOCA DE OURO — Escuta, negro sem-vergonha! Eu vim aqui porque… eu não sei, eu nunca “sub” quem foi a minha mãe… Por isso, diziam que eu não nasci de mulher… Está ouvindo, preto?

PRETO — Sim, senhor!

BOCA DE OURO — Até que ontem, o Zezinho. Tu conhece o Zezinho?

PRETO — O da perna dura?

BOCA DE OURO — O da perna dura. Zezinho, que é vidente, médium vidente, o Zezinho me disse que tu viste minha mãe! Negro, tu viu a minha mãe?

PRETO — Eu?

BOCA DE OURO — Tu!

PRETO — Vi.

BOCA DE OURO — Viu. Agora diz: e como era? Bonita?

PRETO — Alegre!

BOCA DE OURO — Magra?

PRETO — Gorda!

BOCA DE OURO — Gorda! Diz o resto. Conta tudo. Tudinho. Muito gorda?

PRETO — Teve bexiga!

BOCA DE OURO — Ah, a minha mãe tinha o rosto picado de bexiga?

PRETO — Picadinho! Suava muito! Era gorda e suava muito, sim, senhor!

BOCA DE OURO — Tu viu minha mãe rindo, preto?

PRETO — Gostava de uma boa pândega!

BOCA DE OURO — E ria, minha mãe ria, não ria?

PRETO — Ria!

BOCA DE OURO — E, depois, ficava triste, negro?

PRETO — Alegre!

BOCA DE OURO — Preto, que fim levou minha mãe?

PRETO — A falecida morreu!

BOCA DE OURO — Morreu?

PRETO — Riu até morrer, morreu tão alegre!

BOCA DE OURO — E os bacanas foram ao enterro?

PRETO — Só de Jacarezinho, fui eu, o Biguá e o “Cabeça de Ovo”!

BOCA DE OURO — Toma, negro!

PRETO — Quinhentão!

PRETO — “Seu” “Boca de Ouro”!

BOCA DE OURO — Fala.

PRETO — Quando eu morrer, o distinto paga um cachão legal pra o negro?

BOCA DE OURO — Tu é vivo!

PRETO — Negro quer ser enterrado nu como um santo…