FESTIVAL CCBB (RIO DE JANEIRO) — QUANTO MAIS TROPICÁLIA, MELHOR
10 de agosto de 2017

(As atrações do festival “Quanto Mais Tropicália, Melhor”)

 

 

(Pato Fu)

(Céu)

(Pedro Luís e A Parede — PLAP)

(Tom Zé)

(Paulo Sabino)

(Na revista Isto é: “Quanto Mais Tropicália, Melhor”, “Tropicália, Um Disco Em Movimento” e “Somos Tropicália”)
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(Texto da produção do festival)

 

O CCBB Rio vai homenagear os 50 anos do tropicalismo com o “Festival CCBB Quanto Mais Tropicália, Melhor”, a ser realizado nos dias 18 e 19 de agosto na Praça do Centro Cultural Correios.

Com patrocínio do Banco do Brasil, curadoria de Monica Ramalho e direção geral da Baluarte Cultura, serão quatro shows: Pato Fu, Céu, Pedro Luís e A Parede (PLAP) e Tom Zé. No roteiro, clássicos tropicalistas e sucessos de cada artista.

SHOWS na sexta, 18 de agosto:
Pato Fu
Céu

SHOWS no sábado, 19 de agosto:
Pedro Luis e a Parede (PLAP)
Tom Zé

Nos intervalos dos shows, o poeta super querido Paulo Sabino vai recitar textos da época e contemporâneos — um deles, escrito pelo designer Rogério Duarte —, com figurino e projeções, sim, senhor!

“Sou um grande fã de tudo o que representa a Tropicália e estou feliz por fazer parte do festival ao lado dessas feras todas, e do Tom Zé, um tropicalista nato. Tudo divino-maravilhoso”, exulta Sabino, que está à frente de outra homenagem ao movimento desde fevereiro (e até dezembro): o ‘Somos Tropicália’, realizado mensalmente no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em Ipanema.

Local: Praça do Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro

Abertura dos portões: 22h
Início dos shows: 23h

Ingressos:
R$ 20 (inteira)
R$ 10 (meia entrada)
A venda na bilheteria do CCBB e pelo site www.eventim.com.br
Vendas a partir do dia 7 de agosto

Classificação indicativa: 18 anos

SEREIA
15 de agosto de 2012

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Dia desses, lendo de frente para o mar, percebi como a minha leitura poética é facilitada (assim me parece) pela música marinha.

Porque, perto do mar, próximo da sua voz líqüida, notei que a capacidade de apreensão do que leio aumenta, a leitura ocorre com maior fluidez.

Adoro este canto aqui. Um canto feito por Céu à sereia do mar.

O canto que segue virou o meu mantra de encontro com o tal do canto que traz, para bem perto, nosso bem-querer: o tal do canto que traz: a música marinha.

A sereia que canta no mar é célebre por atrair, com o seu canto hipnotizante, os seus amantes, os homens do mar, os aventureiros que se dispõem às suas águas.

Sereia do mar, me conta o segredo do seu canto tão bonito, canto que traz, para bem perto, o nosso bem-querer…

(Sereia do mar, me conta o seu segredo, o segredo do seu canto tão bonito, prometo não espalhar…

Sereia do mar, também sou fruto d’água. Vim, do rio doce, aprender o tal do canto que traz, para bem pertinho, o nosso bem-querer.

O tal do canto que traz para bem perto nosso bem-querer…)

Beijo todos!

Paulo Sabino.

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(autora: Céu.)

 

SEREIA

 

Sereia do mar

Me conta o seu segredo

Do teu canto tão bonito

Prometo não espalhar

 

Sereia do mar

Também sou fruto d’água

Vim do rio doce aprender

O tal do canto que traz

Pra bem perto nosso bem-querer

 

O tal do canto que traz

Pra bem perto nosso bem-querer

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(do site: Youtube. áudio extraído do cd: Caravana Sereia Bloom. artista & intérprete: Céu. gravadoras: Urban Jungle e Universal Music.  canção: Sereia. autora da canção: Céu.)

MINHA MEDIDA
16 de setembro de 2009

queridos,
 
abaixo, um poema que amo, que acho a minha cara, feito sob medida (rs).
 
poema que aponta para este lindo e decidido verso de vinicius de moraes: meu tempo é quando, não medido (apenas) por relógio, por tempo aprisionado em caixas digitais; não mesmo. tempo, o que é meu, muito mais medido pelo pulsar do peito, o tempo do pulso, o batimento sempre à frente, angariando todo resto, compulsivo. 
 
como nos versos de um poema-canção integrante do novo trabalho da cantora e compositora céu, trabalho intitulado vagarosa
 
olho  aberto
papo  reto
o  peito  como  bússola
 
(“bubuia”, parceria de céu, anelis assumpção e thalma de freitas)
 
meu espaço: o dia-a-dia nosso de cada dia, conduzido, quer pelos pássaros de mar e montanha, quer pelo tráfego que me traga às avenidas desta nossa avenida brasil. nos percursos: olhos voltados para o belo, para a festa, e também para a fome feia, a fome desamparada, a fome que sustenta a bomba de tempo que almejo ver, um dia, desarmada. 
 
seguem as linhas com o desejo de um ótimo dia, de uma boa vida para todos nós (sem os nós desnecessários, nós que amarram, que impedem, que atravancam).
 
cuidemos das delicadezas.
 
beijo grande!
o preto.
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(poema extraído do livro Toda Poesia – Ferreira Gullar, editora José Olympio)
 
MINHA MEDIDA
 
Meu espaço é o dia
                             de braços abertos
tocando a fímbria de uma e outra noite
o dia
que gira
colado ao planeta
e que sustenta numa das mãos a aurora
e na outra
um crepúsculo de Buenos Aires
          
             Meu espaço, cara,
             é o dia terrestre
quer o conduzam os pássaros do mar
ou os comboios da Estrada de Ferro Central do Brasil
                                                                      o dia
medido mais pelo pulso
do que
pelo meu relógio de pulso
 
            Meu espaço — desmedido —
            é o nosso pessoal aí, é nossa
            gente,
de braços abertos tocando a fímbria
de uma e outra fome,
                               o povo, cara,
que numa das mãos sustenta a festa
e na outra
               uma bomba de tempo