TRIBUTO AOS CAMALEÕES — PEDRO BIAL, CLAUFE RODRIGUES & LUIZ PETRY — SESC COPACABANA
13 de julho de 2018

(Paulo Sabino — o novo camaleão da noite do Rio)

(Os Camaleões — os verdadeiros: Pedro Bial, Luiz Petry e Claufe Rodrigues)

(Os Camaleões em cena)

(Na parte de cima, os Camaleões; na parte de baixo, o camaleãozinho)

(Pedro Bial e Paulo Sabino)

(Claufe Rodrigues e Paulo Sabino)

(Paulo Sabino e Luiz Petry)

(O meu exemplar de “O livro dos camaleões” devidamente autografado pelo trio camaleônico)

(A capa de “O livro dos camaleões”)
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Na matéria que o Jornal do Brasil, no seu caderno de cultura (foto), fez sobre o meu trabalho, carinhosamente a jornalista Mônica Riani, na chamada, me intitulou “o novo camaleão da noite do Rio”, numa referência direta aos Camaleões, trio de poetas, formado por Claufe Rodrigues, Pedro Bial e Luiz Petry (foto), que incendiou as noites cariocas na década de 80 com a potência e irreverência dos seus recitais. Depois de 20 anos, os Camaleões voltaram para mais uma apresentação, ocorrida na quinta-feira (12/07), às 20h30, no Sesc Copacabana.
 
Reverberando na memória e no coração a linda e divertida noite de Tributo aos Camaleões.
 
Partilhar uma coisa com vocês: quanta alegria essa relação com a poesia tem me trazido! Quantos encontros felizes, quantos momentos incríveis! São constatações que vão se tornando certezas: o palco, o teatro, a rua, a praça, a palavra escrita, a palavra falada: eis o caminho. O bom disso tudo é que, cada vez mais, tenho me sentido em casa. Valeu demais, Camaleões! O camaleãozinho aqui só faz agradecer.
 
Pra quem não sabe, os Camaleões tinham as suas personalidades camaleônicas, os seus “heterônimos”: Baby The Billy (Claufe Rodrigues), Peter Pane (Pedro Bial) e Patrick Jack, o coiote solitário (Luiz Petry).
 
De brinde a vocês, o poema do livro dos Camaleões que li na apresentação. Poema do Peter Pane.
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.

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[de: O livro dos camaleões. autores: Pedro Bial (Peter Pane)/ Claufe Rodrigues (Baby The Billy)/ Luiz Petry (Patrick Jack). editora: Anima.]

 

 

eu poderia fazer versos que embalam
os sonhos de inocência, construir as frases
que incendeiam a adolescência, dizer palavras de
consolo aos solitários, queria me abrir em um milhão de
páginas
plenas de compreensão e doçura.
entrementes, escuto as correntes se arrastando
no andar de cima, a angústia se instala na poltrona em
frente,
as luzes de neon me parecem estranhamente lúgubres,
e a minha alegria se manifesta de uma forma diferente:
rolam lágrimas pela face do homem sentado à máquina
de escrever.

 

PETER PANE

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OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (13ª EDIÇÃO) — TANUSSI CARDOSO & CONVIDADOS
27 de junho de 2018

(Coluna Parada Obrigatória, do jornal O Globo)

(Texto do poeta Luis Turiba, que foi assistir à apresentação)

(Texto da poeta Anna Maria Fernandes, que foi assistir à apresentação)

(Texto do poeta Cláudio Leal Cacau, que foi assistir à apresentação)

(Plateia lotada, quente, divertida – Foto: Luciana Queiroz)

(O idealizador, produtor e curador do projeto, Paulo Sabino – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Igor Fagundes – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Jorge Ventura – Foto: Luciana Queiroz)

(A poeta Noélia Ribeiro – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Christovam de Chevalier – Foto: Luciana Queiroz)

(A poeta Eugenia Henriques – Foto: Luciana Queiroz)

(A poeta Carmen Moreno – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Cairo Trindade e o homenageado da noite, Tanussi Cardoso – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Cairo Trindade – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Mano Melo – Foto: Luciana Queiroz)

(O grande homenageado da noite, o poeta Tanussi Cardoso – Foto: Luciana Queiroz)

(A turma feliz pela noite linda – Foto: Marcelo Ribeiro)

(Os participantes para as fotos finais – Foto: Marcelo Ribeiro)

(Os participantes da 13ª edição da Ocupação Poética, homenagem a Tanussi Cardoso – Foto: Luciana Queiroz)

(O coordenador do projeto, Paulo Sabino, e o homenageado da noite, Tanussi Cardoso – Foto: Rafael Millon)
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Teatro lotado, público quente, muito divertido, participantes pra lá de talentosos, homenageado feliz da vida: foi assim a 13ª edição da Ocupação Poética (18/06), homenagem aos 40 anos de carreira literária do super Tanussi Cardoso!
 
Cada vez que me vem à memória a noite da 13ª edição da Ocupação Poética, homenagem ao Tanussi Cardoso, o coração bate mais forte, o sorriso brota fácil na boca, o amor corre convicto pelo corpo. Acreditem: eu não consegui dormir de segunda (18/06) pra terça (19/06); a energia foi tamanha que a cabeça não desligava. Significa que estava cansado? Sim, muito. Muito obrigado pelo cansaço, muito obrigado pela noite não dormida. Timaço lindo, de tirar o sono! Estava sonhando acordado.
 
Viva a arte dos encontros! Viva a poesia Viva!
 
Quero agradecer imensamente aos administradores do teatro Cândido Mendes de Ipanema, Fernanda Oliveira e Adil Tiscatti; ao técnico de som e luz, no projeto desde a sua 1ª edição, Pedro Thimoteo; à fotógrafa do projeto, a nossa musa das lentes, Luciana Queiroz; à Belmira Comunicação, responsável pela assessoria de imprensa do projeto; a todos os participantes, muito e sempre; ao homenageado, por proporcionar, com a sua poética, momentos mágicos, como a noite de 18 de junho.
 
Faremos uma pausa, por causa do lançamento do meu livro de estreia na poesia, Um para dentro todo exterior, nos meses de julho e agosto, e retornamos em setembro.
 
Aos interessados, um poema, do homenageado, que tive a alegria e o prazer de ler na apresentação, poema emocionado e sofisticado como quem o confeccionou.
 
Beijo todos!
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(Do livro: Exercício do olhar. autor: Tanussi Cardoso. editora: Five Star.)
 
 
 
COMO SE NÃO FOSSE ADEUS
 
 
 
a vida se vai como o gelo se desfaz:
lento, frio, queimando as mãos.
nem as baratas me comovem mais.
nem as moscas. nem os cães.
 
(dentro de mim,
a família é um osso a estalar.)
 
pergunto se o cego que vê Deus
enxergará.
debaixo do seu peso insustentável
o amor não responde.
 
sonhei ser belo como os italianos
e, espantalho,
meu corpo se deteriora com o vento.
 
o verso e seu silêncio não me salvam.
e por mais que tente
sou menor que minha esperança.
 
entretanto, não quero escrever sobre paredes.
paredes não sangram.

LANÇAMENTO — UM PARA DENTRO TODO EXTERIOR (PAULO SABINO) — FLIP 2018
8 de maio de 2018

(O título do livro & o nome do autor)

(A dedicatória do livro)

(Mensagem do Cicero, que assina a orelha do livro)

(Mensagem da Nélida, que assina um dos textos de apresentação do livro)
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Ele está aqui, na companhia do papai, sendo gestado, preparado, ganhando forma, peso, desenvolvendo-se de maneira muito bonita. Ainda não nasceu, ele chega ao mundo no fim de julho, mas papai já é puro orgulho! Expectativa & ansiedade a mil, não vejo a hora de parir o meu rebento poético, meu livro de estreia na poesia!

Um para dentro todo exterior, nome da cria, ganha o mundo dia 26 de julho (quinta-feira), na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que este ano homenageia a mestra, poeta por quem sou absolutamente apaixonado, Hilda Hilst.

Depois do lançamento na Flip, realizo um outro, em agosto (a previsão é de 2 semanas depois da festa literária), na minha cidade, no Rio de Janeiro, na livraria Blooks, localizada na praia de Botafogo. Mais à frente, volto com maiores informações.

Um para dentro todo exterior consta de 42 poemas.

Aqui, embaixo, as pessoas que tenho que agradecer neste momento de gestação:

Pintura da capa: Chico Lobo
Foto da capa e do autor: Thiago Facina
Texto da orelha: Antonio Cicero
Texto da contracapa: Antonio Carlos Secchin
Textos de apresentação (prefácios): Salgado Maranhão e Nélida Piñon
Assessoria de imprensa: Belmira Comunicação
Selo: Bem-Te-Li (Editora: Autografia)
Coordenação do selo: Paulo Sabino e Cris Maza

Tenho que confessar a vocês que, hoje em dia, depois de receber todos os textos que tratam do livro, eu estou mais encantado pelos textos sobre o livro do que com o livro propriamente. Não é que eu considere o livro ruim — muito pelo contrário, amo o meu livro, gosto demais dele —, é que os textos sobre o livro foram escritos por pessoas da minha mais alta admiração. Então me é uma alegria imensa ler o que essas pessoas enxergaram do livro.

Espero a presença de vocês em algum dos lançamentos.

De brinde, um poema — dos tantos & tantos que amo — da grande homenageada da festa literária de Paraty.

Beijo todos!
Paulo Sabino.

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(do livro: Da poesia. autora: Hilda Hilst. editora: Companhia das Letras.)

 

 

I

 

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.

PAULO SABINO: O NOVO CAMALEÃO DA NOITE DO RIO
27 de março de 2018

A capa do caderno B, o caderno cultural do Jornal do Brasil (JB — 21/03/18)

A contracapa do caderno B, com a matéria — Jornal do Brasil (JB — 21/03/18)
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“Querido Paulo, não tenho o jornal, mas celebro a bela capa. Fiquei orgulhosa. Cumprimente sua querida mãe em meu nome. Meus Parabéns. Bjo, Nélida Piñon”.

(Nélida Piñon — escritora & membro da Academia Brasileira de Letras)

 

 

Quarta-feira (21/03/18), o poeta Paulo Sabino, “o novo camaleão da noite do Rio” (segundo a matéria), foi a capa & contracapa do caderno cultural do Jornal do Brasil (JB), contando a sua trajetória na poesia & falando sobre o seu projeto Ocupação Poética, no teatro Cândido Mendes de Ipanema, que no dia 16 de abril chega à 12ª edição & recebe, como homenageado, o poeta & agitador cultural Mano Melo, e do selo de poesia Bem-Te-Li, sob sua coordenação.

Obrigadíssimo aos administradores do teatro, Fernanda Oliveira & Adil Tiscatti! Obrigadíssimo a todos os poetas homenageados pelo projeto & aos participantes das noites! Obrigadíssimo a idéia da matéria, querida Deborah Dumar (editora do caderno B)! Obrigadíssimo o carinho & a bela matéria, Mônica Riani! Adorei as suas palavras!

Abaixo, a quem interessar, para leitura, fotos legíveis do texto, relativas às colunas da matéria. Depois da matéria, um poema, de minha autoria: a vida vale a vida se, nela, na vida, tivermos o que nos alimenta de vida. “Validar” a vida, isto é, “legitimar” a vida, com o que “vale dar” à vida & dela receber. Por isso o nome do poema: “Valedar”.

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(autor: Paulo Sabino.)

 

 

VALEDAR

 

a  vida  vale  a  vida  pelo  sorriso  da  criança
a  vida  vale  a  vida  pela  mãe  que  pela  casa  dança
a  vida  vale  a  vida  pelo  sopro  que  o  vento  alcança
a  vida  vale  a  vida  pela  folha  que  balança
a  vida  vale  a  vida  nas  lidas  da  andança
a  vida  vale  a  vida  quando  vamos  com  confiança
a  vida  vale  a  vida  pela  trama  da  aliança
a  vida  vale  a  vida  quando  bem-vinda  a  mudança
a  vida  vale  a  vida  quando  o  bem  pesa  na  balança
a  vida  vale  a  vida  pra  quem  na  vida  se  lança
a  vida  vale  a  vida  quando  a  luz  na  trilha  avança
a  vida  vale  a  vida  pelo  que  possui  de  esperança

MEU MUNDO, MINHA MOEDA
23 de janeiro de 2018

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Este poema eu fiz pensando em todas as pessoas que fazem do seu corpo o seu território, a sua bandeira — porque sabemos que o corpo também é político.

Às pessoas que moldam e enfeitam ao seu bel-prazer este veículo que nos leva à vida: o corpo, esta carcaça de carne, sangue, osso e aparências.

Meu corpo, minha regra.

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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PASSAGEM (2017/2018)
10 de janeiro de 2018

(Sempre que possível, caminho do mar, meu amante maior. Mais do que alegria, mais do que presente, uma bênção estar bem juntinho dele numa virada de ciclo. 2018 e mais os que virão, e mais os que verão.)
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“Começar o ano com um poema de Ana Martins Marques mais suas fotos e seu belo sorriso é uma ótima abertura! Grande abraço, Armando”.

(Armando Freitas Filho — poeta e pesquisador)

 

 

pense em quantos acontecimentos até chegar a este acontecimento: o de poder sentar em frente ao computador e escrever uma publicação que, ao mesmo tempo, feche o ano que passou e brinde o que acabou de chegar.

apesar dos pesares, apesar da crise política e econômica que nos assola, 2017 foi um ano bastante produtivo, cheio de projetos, conquistas e realizações bonitas. muito a agradecer.

tantos momentos até chegar a este momento: muitos projetos, muitos compromissos, fechei o ano passado de trabalho e na seqüência parti para uma viagem de descanso, muitos risos e contemplação da natureza.

o início do fim de 2017: os projetos que encerraram o ano: no dia 13 de novembro, aconteceu a última edição (do ano), a 11ª, do projeto “ocupação poética”, que homenageou o poeta e designer gráfico andré vallias e contou com a participação da cantora, performer e psicanalista Numa Ciro. uma noite linda, de casa cheia, e presenças ilustres na platéia.

(o homenageado da 11ª edição da ocupação, andré vallias — foto: luciana queiroz)

(o coordenador do projeto, paulo sabino, e a cantora, performer e psicanalista numa ciro — foto: luciana queiroz)

(o homenageado da 11ª edição, andré vallias, entre os participantes paulo sabino e numa ciro — foto: luciana queiroz)

(platéia bonita no teatro cândido mendes de ipanema — foto: luciana queiroz)

(paulo sabino, numa ciro e a professora e pesquisadora da área de literatura heloisa buarque de hollanda — foto: luciana queiroz)

(paulo sabino com a artista plástica vera roesler e o poeta, letrista e filósofo antonio cicero — foto: luciana queiroz)

um mês depois da última edição de 2017 do projeto ocupação poética, no dia 14 de dezembro participei do projeto “geleia tropical – show game”, na sala baden powell, um conceito novo de espetáculo, onde a platéia é peça fundamental da noite, pois é a platéia, através de um jogo, quem escolhe a ordem de entrada dos artistas e o que cada artista apresenta.

(divulgação com a estampa do apresentador do “geleia tropical” — foto: thiago facina)

(todos os participantes do espetáculo “geleia tropical — show game”)

no dia 19 de dezembro teve repeteco do tributo em homenagem ao negro gato de arrepiar do estácio, luiz melodia, “baby te amo”, na casa de jazz blue note.

(o poeta e mestre de cerimônias do tributo ao luiz melodia “baby te amo” — foto: laura limp)

(os artistas ao final da apresentação, segurando um grafite do grande homenageado da noite — foto: laura limp)

no dia seguinte, 20 de dezembro, fechando o ano de atividades de 2017 com chave de ouro, a última edição, a 11ª, do projeto “somos tropicália”, projeto que coordenei e produzi ao lado do jornalista rafael millon ao longo de 2017, ano em que o movimento tropicalista completou os seus 50 anos. nesta última edição, casa lotada, abarrotada, de um jeito que tive que parar um pouquinho a apresentação a fim de reacomodar as pessoas no gabinete de leitura guilherme araújo. foi mágico, uma lindeza só. para o encerramento, o projeto contou com a super cantora (e minha futura professora de canto, começamos as aulas na semana próxima!) marcela mangabeira, com os instrumentistas elisio freitas e ivo senra, e com o poeta e designer gráfico andré vallias. todas as fotos a seguir, de divulgação, são da luciana queiroz.

(andré vallias, marcela mangabeira, elisio freitas, gal costa na pintura e ivo senra)

pense em quantos outros acontecimentos, em quantos outros momentos, em quantos outros projetos para chegarmos a este acontecimento, a este momento, a este projeto: o de estar sentado de frente pro computador, escrevendo uma publicação que, ao mesmo tempo, feche o ano que passou e brinde o que acabou de chegar.

pense em quantos verões até precisamente este verão, este, em que me encontrei à beira de um mar rigorosamente igual — rigorosamente igual porque a única coisa que não muda, no mar, é o fato de ele mudar o tempo inteiro.

pense em quantas tardes e praias vazias foram necessárias para chegarmos ao vazio das praias e tardes em que estive na virada do ano.

pense em quantas línguas até que a língua fosse esta, a portuguesa, pense em quantas palavras até esta palavra, esta aqui, que encerra este texto que é a tentativa de, ao mesmo tempo, fechar o ano que passou e brindar o que acabou de chegar.

pense em quantos acontecimentos e momentos e projetos nos aguardam com o andar dos passos.

2018 promete. muita coisa boa por vir. sigamos juntos.

beijo todos!
paulo sabino.
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(do livro: O livro das semelhanças. autora: Ana Martins Marques. editora: Companhia das Letras.)

 

 

Pense em quantos anos foram necessários para
………………………………………….[chegarmos a este ano
quantas cidades para chegar a esta cidade
e quantas mães, todas mortas, até tua mãe
quantas línguas até que a língua fosse esta 
e quantos verões até precisamente este verão
este em que nos encontramos neste sítio
exato
à beira de um mar rigorasamente igual
a única coisa que não muda porque muda sempre
quantas tardes e praias vazias foram necessárias
………………………………………….[para chegarmos ao vazio
desta praia nesta tarde
quantas palavras até esta palavra, esta

SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 9° CICLO: PATRICIA MELLODI, CHRISTOVAM DE CHEVALIER E ALEXANDRE RABELLO — FOTOS, TEXTO SOBRE O EVENTO E POEMA (CHRISTOVAM DE CHEVALIER)
17 de outubro de 2017

(Todas as fotos: Luciana Queiroz)

(Alexandre Rabello, Patricia Mellodi e Christovam de Chevalier)


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*** Nesta edição a cantora e compositora Patricia Mellodi e o multi-instrumentista Alexandre Rabello apresentarão músicas do repertório tropicalista com ênfase nas canções de Torquato Neto, com intervenções do poeta Christovam Chevalier ***
 
Nos dias 25 e 26 de outubro (quarta e quinta-feira), a partir das 20h, acontece a nona (9ª) etapa do ciclo de encontros “Somos Tropicália – 50 anos do movimento”, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em homenagem aos 50 anos da Tropicália: as surpreendentes e eletrificadas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Festival da TV Record em 1967 são consideradas o marco inicial do movimento na música, que se consolidou com a gravação de “Tropicália Ou Panis Et Circenses”, álbum-manifesto lançado no ano seguinte.
 
Para a nova edição, inédita, desta celebração poético-musical, os artistas foram convidados a montar um roteiro no qual interpretarão alguns clássicos da Tropicália, incluindo, também, obras autorais que se inspiram ou conversem com as influências do movimento. Junto às canções, poemas onde percebemos o legado constituído pelo Tropicalismo.
 
Para esta edição de outubro, o projeto traz a cantora e compositora Patricia Mellodi, que vai explorar o repertório deixado pelo seu conterrâneo Torquato Neto, um dos principais autores e compositores da Tropicália, morto prematuramente. “Somos todos filhos da Tropicália, e participar de um evento que homenageia essa geração, esse movimento, não só nos enriquece como renova o novo compromisso em ousar, em inovar, em fazer da nossa obra algo mobilizador e novo. Minha intenção é representar o meu conterrâneo Torquato Neto dentro desse projeto tão bacana, porque sou uma artista piauiense tropicalista por formação e inspiração”, declara a artista, que em 2014 apresentou o show “Anjo Torto – Patricia Mellodi canta Torquato Neto”, com apresentações no Rio e no Piauí, e que agora volta a entrar em turnê.
 
Junto com ela estará o poeta e jornalista Christovam de Chevalier, que ao longo da apresentação fará intervenções poéticas com textos autorais e tropicalistas. Ambos serão acompanhados pelo multi-instrumentista Alexandre Rabello: “É bom reacender o tropicalista que vive em cada um de nós. Contra a caretice, fazendo arte, provocando, questionando sempre os caminhos estéticos e conceituais do fazer artístico. Viva o Brasil, viva a loucura tropical!”, diz o músico.
 
 
Serviço:
Gabinete de Leitura Guilherme Araújo
SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento
Outubro (9ª edição): com Patricia Mellodi, Christovam de Chevalier e Alexandre Rabello / Pocket-show e leitura de poesias
Dias 25 e 26/10 (4ª e 5ª-feira)
A partir das 20h
Rua Redentor, 157 Ipanema
Tel infos. 21-2523-1553
Entrada: R$ 1,00
Lotação: 60 lugares
Classificação: livre
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Aos interessados, abaixo, um poema do Christovam, acerca dos dias e de tudo que passa e morre com o passar dos dias: a barba, as unhas, a gengiva, a pele, os olhos, o coração, o homem que morre a cada dia em mim.
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.
(do livro: No escuro da noite em claro. autor: Christovam de Chevalier. editora: 7Letras.)

SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 8° CICLO: ALINE PAES, ANTONIO GUERRA, ELISIO FREITAS E NUNO RAU — FOTOS, TEXTO SOBRE O EVENTO E POEMA (NUNO RAU)
17 de outubro de 2017

(Antonio Guerra, Aline Paes, Elisio Feitas e Nuno Rau — Foto de divulgação: Luciana Queiroz)

(Foto de divulgação: Luciana Queiroz)

(Foto de divulgação: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Nuno Rau, Paulo Sabino, Rafael Millon, Aline Paes, Antonio Guerra e Elisio Freitas — Foto: Luciana Queiroz)
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Algumas lindas fotos de divulgação e da linda noite da 8ª edição do projeto Somos Tropicália, ocorrida no dia 27 de setembro, que reuniu esta turma divina-maravilhosa no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo: a cantora Aline Paes, o pianista Antonio Guerra, o multi-instrumentista Elisio Freitas (na guitarra) e o poeta Nuno Rau nas intervenções poéticas! Artistas incríveis, que fizeram mais uma noite desbunde na homenagem à Tropicália! Amor da cabeça aos pés! É muito orgulho deste projeto! Nos dias 25 e 26 de outubro (quarta e quinta) voltamos com mais uma edição. É só aguardar! Oba! Junto aos artistas, os produtores e curadores do projeto Rafael Millon e Paulo Sabino.

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“Queridos e lindos e bem vindos, aqui apenas para agradecer agradecer e agradecer a presença e o talento de vocês no projeto! A minha vontade é de correr pra produzir alguma coisa com vocês, pra não perder o ‘feeling’! Tô muito feliz. E eu, já fã do trabalho de cada um, tirando o Nuno, que conheço e é um amigo, virei fã das pessoas que vocês são. Que galera mais maravilhosa e gente boa! Que alegria trabalhar assim! Como se não bastassem talentosos, também são simpáticos, calorosos e generosos! É muita lindeza, ô gloria!

Aline Paes, Antonio Guerra, Elisio Freitas e Nuno Rau, por causa de vocês, hoje eu sou amor da cabeça aos pés! Valeu demais!

Beijo nocês tudo! Agradecer e abraçar!”

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Aos interessados, o poema do Nuno que li nesta noite do projeto e que é uma pérola em forma de versos, que trata do grande silêncio que é o mundo, o mundo mudo, a existência que, por uma necessidade vital, temos que organizar em sentidos, signos e significados. Pura sofisticação!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do livro: Mecânica aplicada. autor: Nuno Rau. editora: Patuá.)

 

POR DENTRO, POR FORA

 

BABY TE AMO — TRIBUTO A LUIZ MELODIA: FOTOS, TEXTO E VÍDEO (PAULO SABINO)
3 de outubro de 2017

(Flyer do evento)

(No camarim, a turma muito divertida reunida — Foto: Valéria Martins)

(Turma linda, divertida e talentosa)

(Com Mary Blue)

(Com Flávia Bittencourt)

(Com Maíra Freitas)

(Com Simone Mazzer)

(Com Tyaro Maia, Taís Feijão, Jonathan Ferr e João Mantuano)

(Com Laura Lavieri, Doralyce, Ana Bispo e Tyaro Maia)

(Ingressos esgotados, casa lotada, público quente, participantes feras: Melodia curtiu — Foto: Valéria Martins)

(Paulo Sabino — Foto: Valéria Martins)

(Chamando ao palco o grande parceiro de música e vida, o grande amigo do homenageado e mestre Renato Piau — Foto: Valéria Martins)

[Todos no palco para o grande final e a grande homenagem conjunta — da esquerda pra direita: Chico Chico, Tyaro Maia (sentado), João Mantuano, Paulo Sabino, Simone Mazzer, Maíra Freitas, Silvia Machete, Jonathan Ferr, Taís Feijão, Mihay (o organizador e grande produtor da noite), Renato Piau, Raquel Coutinho, Mari Blue, Fávia Bittencourt, Duda Brack, Katia Jorgensen, Mario Wamser, Ana Bispo, Doralyce e Vandro Augusto — Foto: Valéria Martins]

(Super festa no palco ao final da apresentação — Foto: Valéria Martins)

(Da esquerda, bem no cantinho, pra direita: Jonathan Ferr, Paulo Sabino, Mihay, Taís Feijão, Tyaro Maia, Renato Piau, Raquel Coutinho, Mari Blue, Flávia Bittencourt, Katia Jorgensen e Ana Bispo — Foto: Valéria Martins)
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Coisa “marlinda” de se ver e de se viver!

A grande alegria de fazer parte do tributo em homenagem ao pérola negra do Estácio e da música popular brasileira, o imensurável Luiz Melodia!

Ingressos esgotados, casa lotada, público quente, que foi conquistado pelo talento imenso de cada participante. 30 de setembro de 2017: pra guardar na memória e no coração!

Antes de começarmos, aquecendo os gogós e absorvendo a energia linda que nos envolveu a todos neste sábado 30 de setembro, com direito à chegada do mestre dos mestres João Donato justo nesta hora!

Uma honra e um grande barato subir ao palco ao lado destas feras todas para cantar e reverenciar a obra do Luiz Melodia: o mestre João Donato, Simone Mazzer, Maíra Freitas, Silvia Machete, Taís Feijão, Mari Blue, Laura Lavieri, Duda Brack, Chico Chico, João Mantuano, Tyaro Maia, Ana Bispo, Doralyce, Ithamara Koorax, Flavia Bittencourt, Katia Jorfgensen, Jonathan Ferr, Vandro Augusto, Mihay (o grande organizador e produtor da noite), Mario Wamser (o grande músico da noite junto ao Renato Piau) e Renato Piau (parceiro de músicas e de vida do Melô): das experiências mais intensas! A gente SÓ foi feliz no palco e fora dele!

Se alguém quer matar-me de amor, que me mate no Estácio! Pérola negra, te amo, te amo!

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A semana passada foi de imersão na sua obra. Tratei de pegar todos os discos, reouvir quase todas as canções, e, encharcado, escrever um texto-homenagem feito de colagens — trechos de canções, referências e título dos álbuns — para abrir o tributo, na Sala Baden Powell, sábado passado (30/09), todo dedicado a ele. Foi assim que nasceu:

 

TEXTO PARA LUIZ MELODIA
(Paulo Sabino)

 

O negro gato de arrepiar do Estácio. A pérola negra do Lácio. O malandro-poeta, a voz do morro, o entendedor do auxílio luxuoso de um pandeiro. O ébano de nome, forte feito cobra coral, semente que brota em qualquer local – na escola de samba do largo do Estácio, no clarão do dia da ilha longa de Paquetá, em torno da cidade, trajes elegantes, vendo vitrines e boutiques, caminhando um pouco mais atrás da lua e da rua, voando na asa de um avião, no bico de um pássaro daqui; girando, por aí, como a bola e o peão, o seu coração. Malandro não tem salto alto, porém, no salto alto, um felino negro é bom de se ver – lá no asfalto, um momento negro de se viver. Felino que dá no calo, mas que também tem amor e muito carinho a ofertar – as pessoas que ama, ama bastante. O filho e o “feeling” da música: Melodia na voz, no canto, no nome. O poderoso gângster com as suas metralhadoras armadas de acontecimentos. Vale quanto pesa: sua voz, seu canto, suas canções, o seu legado imensurável e inestimável à música popular brasileira: 14 quilates de puro preciosismo. O Estácio, eu e todos aqui presentes podemos e queremos lhe querer. Gotas de saudade – vozes do passado vêm do coração. Escrevo num quadro em palavras gigantes: PÉROLA NEGRA, TE AMO, TE AMO.

[do site: Youtube. Texto para Luiz Melodia. autor e dizedor: Paulo Sabino. data: 30/09/2017. local: Sala Baden Powell (Rio de Janeiro). evento: Baby te amo — tributo a Luiz Melodia. direção artística: Mihay. direção musical: Renato Piau.]

AO NOSSO AMOR, UMA ETERNA ESTRÉIA
19 de outubro de 2016

paulo-sabino-jurema-armond

(Há pouco tempo, indo votar — ela, já desobrigada.)

figa

(A figa, antes do meu pai, agora minha.)
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“PAULO SABINO, meu irmão,

Que lindo o seu poema para a ‘nossa mãe’! Desejo para a ‘CABOCLA JUREMA’ uma longa e boa vida, alegria e… Axé! Muito Axé! Com abraços, MARTINHO DA VILA.”

(Martinho da Vila — cantor & compositor)

 

 

Que alegria! Vê-la completar o seu septuagésimo quarto ano novo (74) lúcida, recém-recuperada de um problema no cérebro.

Em junho, há exatos 4 meses, me perguntava como seria este dia para ela & para mim, com o medo de que ela ainda estivesse doente.

Escrevi o texto que segue em itálico para amigos bem no início do mês de julho:

 

Queridos & Queridas,

Há quase 2 meses, a minha mãe, peça fundamental da minha existência, a grande responsável pelo meu amor à literatura e, mais especificamente, à poesia, a minha cabocla Jurema Armond, não anda bem da saúde.

Estamos na luta para diagnosticar o que, há quase 2 meses, vem causando nela uma fraqueza grande nas pernas & nos braços (precisa de ajuda para absolutamente tudo: para levantar, sentar, deitar, comer, tomar banho) & uns desnorteios de tempo & espaço (agora há pouco tive que consolá-la, ela estava aos prantos, desejando chegar em casa, chegar no lugar de onde ela não sai há quase 2 meses, não contando as saídas para consultas médicas & exames).

Tem sido bem difícil para mim. Sou filho único, meu pai já não está mais entre nós, e sou eu só a tomar as decisões sobre a saúde da minha cabocla, a gerir a casa & as contas. Cansaço emocional & físico imensos.

Hoje, procurando travessas & potes aqui em casa, a fim de organizar a cozinha para a pessoa que me ajudará com a casa duas vezes na semana, me deparei com esta figa de madeira do meu pai, de cuja existência nem mais me lembrava. Chorei tanto ao vê-la, ao tocá-la, tudo tão simbólico neste momento — encontrar na estante da sala uma figa, e que era do meu pai, de quem, pela sensibilidade & humor ímpar, sinto tanta falta, inda mais num momento como este…

Agora ela está na minha mesa de trabalho, acompanhada das minhas outras pequenas preciosidades. Está, na mesa, exatamente de frente para mim.

Tomara que esta figa, antes do meu pai, agora minha, me traga a sorte & o axé necessários na melhoria desta situação.

E conto com as preces & orações & energia positiva de quem acredita em preces & orações & energia positiva. Incluam a minha cabocla Jurema Armond em seus pedidos de saúde & recuperação. Torçam comigo.

E vamos que vamos. A vida urge, o tempo não pára.

 

Depois de muitos medos, muitas incertezas, muitas dificuldades, muitas lágrimas, e muitos exames, no início de agosto conseguimos o diagnóstico & desde então ela só faz melhorar.

O poema que segue, eu o escrevi para ela há muitos anos. Mais do que nunca, faz todo o sentido publicá-lo hoje, 19 de outubro, em homenagem à minha cabocla.

Mais do que nunca, depois deste mau tempo que atravessamos, o sol da saúde desponta com a sua luz & o seu calor, mostrando-nos que a vida renova-se a cada instante, que, por isso, a vida é uma eterna estréia. Nunca sabemos que momento da trama nos aguarda no próximo capítulo; o script/roteiro é escrito no decorrer de cada cena.  Com isso, o amor também faz-se & refaz-se a cada vivência nossa.

Mãe, depois de tanto, depois de tudo, eu só posso desejar que o céu aberto de dias azuis permaneça límpido, sem mudanças tão bruscas.

Mãe, depois de tanto, depois de tudo, a conclusão de que, aqui, o amor existe — firme, forte, em riste.

Graças!

Feliz aniversário! Feliz 74 primaveras vencidas!

Beijo todos & especialmente a minha cabocla Jurema Armond!
Paulo Sabino.
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(autor: Paulo Sabino.)

 

 

ESTRÉIA

 

te  escrevo  porque

te  mereço,

porque  és  diva,

a  dama  divina

—  mulher  maravilha

da  minha  ilha

cercada  de  carinhos

por  todos  os  lados —.

todos  os  cafunés,  todas  as  lágrimas  e  desabafos

é  onde  me  acabo  em  ti.

por  ti  meu  riso  ri,

por  isso  minha  prece,

minha  missa.

minha  oração  se  aquece

em  teus  escaninhos,  teus  desalinhos,  teus  achados.

assim  é  que  te  amasso,

te  acho,

te  cato.

porque  humana  sem  desacato.

eu  te  amo  e  é  outra  estréia,

sem  vida  histérica,

sem  amor  estéril.

pelo  contrário,  é  amor  de  império,

o  carinho  sem  enterro  e  cemitério,

a  poesia  livre  de  impropério.

és  o  meu  hemisfério,

o  meu  norte,

os  versos  sem  corte.

eu  te  amo  e  não  há  miséria,

há  beleza,  há  estética

—  revelação, reverberação

que  insiste

em  mostrar  ao  mundo  triste

que,  aqui,  o amor  existe:

firme

forte

em  riste —.