PRÉ-VENDA: UM PARA DENTRO TODO EXTERIOR (PAULO SABINO) — CONVITE DE LANÇAMENTO (FLIP)
18 de julho de 2018

(Da coluna Parada Obrigatória, do jornal O Globo)

(Convite para a Festa Literária Internacional de Paraty — Flip)

(Capa: Chico Lobo)
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Gente querida,

meu livro, Um para dentro todo exterior, está em pré-venda! E com desconto! A quem interessar, segue o link para compra:

http://www.autografia.com.br/loja/um-para-dentro-todo-exterior-/detalhes

No site de compra, na parte “descrição do livro”, está o texto da contracapa, escrito pelo grande Antonio Carlos Secchin, da Academia Brasileira de Letras (ABL). Abaixo, o texto pra vocês:

 

A poesia de Paulo Sabino aponta para várias direções – e acerta os alvos. O rigor do pensamento aliado à fatura minimalista se destaca no poema que dá título à obra. Perpassa o livro a indagação do misterioso “não mistério” da vida, que se oferta, múltipla, por todos os lados e em todos os sentidos. À vontade tanto nos versos curtos, elípticos, quanto nos de elocução mais distensa, Paulo Sabino também se aventura no poema em prosa. No poeta, é patente a volúpia da palavra, expressa nos jogos aliterativos, nas rimas internas e externas, nos paralelismos sintáticos. Em sua obra de estreia Paulo Sabino oferta um banquete verbal para muitos talheres. Deguste-o sem moderação, caro leitor.

(Antonio Carlos Secchin)

 

Aqui, a vocês, a orelha do livro, escrita pelo também acadêmico, o poeta e filósofo Antonio Cicero:

 

Numa época como esta, em que se supõe que qualquer coisa pode valer como poesia – época em que se tornou comum a poesia fake – é um grande prazer encontrar-se um livro de verdadeira poesia, como este Um para dentro todo exterior, de Paulo Sabino. Nos seus poemas claros e incisivos, não apenas o “para dentro” é exterior, mas o “para fora” é interior, de modo que se abole a rigidez artificial das fronteiras entre o subjetivo e o objetivo, o espiritual e o material, o racional e o emocional, o intelectual e o sensível, o imanente e o transcendente. O fato é que, de repente, através da leitura de um poema como, por exemplo, “Sílaba de si”, ficamos encantados ao captar, por um novo ângulo, algo que já fazia parte de nossa experiência cotidiana. Eis a poesia autêntica.

(Antonio Cicero)

TRIBUTO AOS CAMALEÕES — PEDRO BIAL, CLAUFE RODRIGUES & LUIZ PETRY — SESC COPACABANA
13 de julho de 2018

(Paulo Sabino — o novo camaleão da noite do Rio)

(Os Camaleões — os verdadeiros: Pedro Bial, Luiz Petry e Claufe Rodrigues)

(Os Camaleões em cena)

(Na parte de cima, os Camaleões; na parte de baixo, o camaleãozinho)

(Pedro Bial e Paulo Sabino)

(Claufe Rodrigues e Paulo Sabino)

(Paulo Sabino e Luiz Petry)

(O meu exemplar de “O livro dos camaleões” devidamente autografado pelo trio camaleônico)

(A capa de “O livro dos camaleões”)
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Na matéria que o Jornal do Brasil, no seu caderno de cultura (foto), fez sobre o meu trabalho, carinhosamente a jornalista Mônica Riani, na chamada, me intitulou “o novo camaleão da noite do Rio”, numa referência direta aos Camaleões, trio de poetas, formado por Claufe Rodrigues, Pedro Bial e Luiz Petry (foto), que incendiou as noites cariocas na década de 80 com a potência e irreverência dos seus recitais. Depois de 20 anos, os Camaleões voltaram para mais uma apresentação, ocorrida na quinta-feira (12/07), às 20h30, no Sesc Copacabana.
 
Reverberando na memória e no coração a linda e divertida noite de Tributo aos Camaleões.
 
Partilhar uma coisa com vocês: quanta alegria essa relação com a poesia tem me trazido! Quantos encontros felizes, quantos momentos incríveis! São constatações que vão se tornando certezas: o palco, o teatro, a rua, a praça, a palavra escrita, a palavra falada: eis o caminho. O bom disso tudo é que, cada vez mais, tenho me sentido em casa. Valeu demais, Camaleões! O camaleãozinho aqui só faz agradecer.
 
Pra quem não sabe, os Camaleões tinham as suas personalidades camaleônicas, os seus “heterônimos”: Baby The Billy (Claufe Rodrigues), Peter Pane (Pedro Bial) e Patrick Jack, o coiote solitário (Luiz Petry).
 
De brinde a vocês, o poema do livro dos Camaleões que li na apresentação. Poema do Peter Pane.
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.

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[de: O livro dos camaleões. autores: Pedro Bial (Peter Pane)/ Claufe Rodrigues (Baby The Billy)/ Luiz Petry (Patrick Jack). editora: Anima.]

 

 

eu poderia fazer versos que embalam
os sonhos de inocência, construir as frases
que incendeiam a adolescência, dizer palavras de
consolo aos solitários, queria me abrir em um milhão de
páginas
plenas de compreensão e doçura.
entrementes, escuto as correntes se arrastando
no andar de cima, a angústia se instala na poltrona em
frente,
as luzes de neon me parecem estranhamente lúgubres,
e a minha alegria se manifesta de uma forma diferente:
rolam lágrimas pela face do homem sentado à máquina
de escrever.

 

PETER PANE

OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (13ª EDIÇÃO) — TANUSSI CARDOSO & CONVIDADOS
27 de junho de 2018

(Coluna Parada Obrigatória, do jornal O Globo)

(Texto do poeta Luis Turiba, que foi assistir à apresentação)

(Texto da poeta Anna Maria Fernandes, que foi assistir à apresentação)

(Texto do poeta Cláudio Leal Cacau, que foi assistir à apresentação)

(Plateia lotada, quente, divertida – Foto: Luciana Queiroz)

(O idealizador, produtor e curador do projeto, Paulo Sabino – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Igor Fagundes – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Jorge Ventura – Foto: Luciana Queiroz)

(A poeta Noélia Ribeiro – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Christovam de Chevalier – Foto: Luciana Queiroz)

(A poeta Eugenia Henriques – Foto: Luciana Queiroz)

(A poeta Carmen Moreno – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Cairo Trindade e o homenageado da noite, Tanussi Cardoso – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Cairo Trindade – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Mano Melo – Foto: Luciana Queiroz)

(O grande homenageado da noite, o poeta Tanussi Cardoso – Foto: Luciana Queiroz)

(A turma feliz pela noite linda – Foto: Marcelo Ribeiro)

(Os participantes para as fotos finais – Foto: Marcelo Ribeiro)

(Os participantes da 13ª edição da Ocupação Poética, homenagem a Tanussi Cardoso – Foto: Luciana Queiroz)

(O coordenador do projeto, Paulo Sabino, e o homenageado da noite, Tanussi Cardoso – Foto: Rafael Millon)
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Teatro lotado, público quente, muito divertido, participantes pra lá de talentosos, homenageado feliz da vida: foi assim a 13ª edição da Ocupação Poética (18/06), homenagem aos 40 anos de carreira literária do super Tanussi Cardoso!
 
Cada vez que me vem à memória a noite da 13ª edição da Ocupação Poética, homenagem ao Tanussi Cardoso, o coração bate mais forte, o sorriso brota fácil na boca, o amor corre convicto pelo corpo. Acreditem: eu não consegui dormir de segunda (18/06) pra terça (19/06); a energia foi tamanha que a cabeça não desligava. Significa que estava cansado? Sim, muito. Muito obrigado pelo cansaço, muito obrigado pela noite não dormida. Timaço lindo, de tirar o sono! Estava sonhando acordado.
 
Viva a arte dos encontros! Viva a poesia Viva!
 
Quero agradecer imensamente aos administradores do teatro Cândido Mendes de Ipanema, Fernanda Oliveira e Adil Tiscatti; ao técnico de som e luz, no projeto desde a sua 1ª edição, Pedro Thimoteo; à fotógrafa do projeto, a nossa musa das lentes, Luciana Queiroz; à Belmira Comunicação, responsável pela assessoria de imprensa do projeto; a todos os participantes, muito e sempre; ao homenageado, por proporcionar, com a sua poética, momentos mágicos, como a noite de 18 de junho.
 
Faremos uma pausa, por causa do lançamento do meu livro de estreia na poesia, Um para dentro todo exterior, nos meses de julho e agosto, e retornamos em setembro.
 
Aos interessados, um poema, do homenageado, que tive a alegria e o prazer de ler na apresentação, poema emocionado e sofisticado como quem o confeccionou.
 
Beijo todos!
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(Do livro: Exercício do olhar. autor: Tanussi Cardoso. editora: Five Star.)
 
 
 
COMO SE NÃO FOSSE ADEUS
 
 
 
a vida se vai como o gelo se desfaz:
lento, frio, queimando as mãos.
nem as baratas me comovem mais.
nem as moscas. nem os cães.
 
(dentro de mim,
a família é um osso a estalar.)
 
pergunto se o cego que vê Deus
enxergará.
debaixo do seu peso insustentável
o amor não responde.
 
sonhei ser belo como os italianos
e, espantalho,
meu corpo se deteriora com o vento.
 
o verso e seu silêncio não me salvam.
e por mais que tente
sou menor que minha esperança.
 
entretanto, não quero escrever sobre paredes.
paredes não sangram.

OCUPAÇÃO POÉTICA DE CARA NOVA — LOGOS: GAL OPPIDO/ 13ª EDIÇÃO: TANUSSI CARDOSO
8 de junho de 2018

(Criação: Gal Oppido)

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O projeto Ocupação Poética está de cara nova!

O grande artista plástico & fotógrafo paulistano Gal Oppido enviou ao coordenador do projeto, este que vos escreve, as novas marcas da Ocupação Poética, lindas! Nem sei como agradecer ao Gal a gentileza & generosidade! Muito muito muito obrigado, Gal!

Também agradeço demais ao meu amigo, poeta & tradutor Adriano Nunes a ponte entre mim & Gal Oppido.

Aproveito para anunciar que no dia 18 de junho (segunda-feira), no teatro Cândido Mendes, de Ipanema, temos a 13ª edição do projeto, comemorando os 40 anos de vida literária do super poeta Tanussi Cardoso (na foto abaixo), ao lado de vários amigos que lerão a sua obra. Semana próxima volto ao “Prosa em poema” com mais informações.

Esperamos vocês!

De brinde, um poema rápido & sofisticado do homenageado da próxima edição.

(Notem, no poema, que dentro de “palavra” cabe o substantivo larva — que bicho se abrirá da larva da palavra que lavra o poema?…)

Viva a poesia viva!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do livro: Exercício do olhar. autor: Tanussi Cardoso. editora: Five Star.)

 

 

ÓVULO I

 

meu poema
larva:
que bicho se abrirá em
palavra?

TENTE ENTENDER O QUE TENTO DIZER — POESIA + HIV / AIDS
26 de maio de 2018

(Lançamento da antologia Tente entender o que tento dizer: poesia + hiv / aids, na Livraria da Travessa de Botafogo)

(Convite para o debate + leituras de poemas da antologia, dia 29, terça-feira, na livraria Leonardo Da Vinci, no Centro)
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Gente poética,

Na quarta-feira, 23 de maio, o Rio de Janeiro foi palco de um acontecimento da maior importância: o lançamento da antologia Tente entender o que tento dizer: poesia + hiv / aids, na livraria da Travessa de Botafogo, que reúne poemas de 96 poetas sobre o tema “HIV /AIDS”. Foi a primeira vez que escrevi um poema sob encomenda, a pedido do organizador da antologia, o poeta Ramon Nunes Mello. A programação da noite foi quente: às 19h, mesa de abertura com Eduardo Jardim, que escreveu uma linda orelha pra antologia, e Ramon Nunes Mello, que nos contou a gênese do projeto; às 19h30, ciranda de poesia com Viviane Mosé, Antonio Cicero & Italo Moriconi, em que cada participante leu 4 poemas da obra; às 20h, leitura dos poemas com os poetas que integram a antologia.

Pois bem. Nesta terça-feira, dia 29 de maio, conforme o convite acima, na livraria Leonardo Da Vinci, no Centro, a partir das 19h, a roda de conversa em torno do livro, aprofundando a leitura dos poemas, com Silviano Santiago, Denilson Lopes, Flávia Muniz Cirilo e Ramon Nunes Mello, e leituras de poemas da coletânea com Paulo Sabino, este que vos escreve.

Abaixo, o poema que fiz pra antologia. Ele não integra o meu livro de estreia na poesia, Um para dentro todo exterior, que lançarei na FLIP, dia 26 de julho (quinta-feira). Criado especificamente para este projeto, resolvi deixá-lo apenas no seu lugar de origem.

Diga não à ignorância! Diga sim ao amor, à informação & ao respeito!

Beijo todos!
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(do livro: Tente entender o que tento dizer. poesia + hiv / aids. organização: Ramon Nunes Mello. autor: Vários. autor do poema abaixo: Paulo Sabino. editora: Bazar do Tempo.)

 

 

SÍNDROME DA HUMANA DEFICIÊNCIA ADQUIRIDA

 

O que precisa ser combatido:
A mancha feia da ignorância
Tingindo a palavra intolerância:
Não existe nada pior em ação
— A grande síndrome da deficiência adquirida
É a desinformação —

O que precisa ser banido:
O efeito gerado e causado
Pelo preconceito
Que existe e insiste
Em mostrar a cara dura
Contra o amor:
A verdadeira cura
Para todo e qualquer mal-estar
— A grande síndrome da deficiência adquirida
É o ódio doado na sala de estar —

LANÇAMENTO — UM PARA DENTRO TODO EXTERIOR (PAULO SABINO) — FLIP 2018
8 de maio de 2018

(O título do livro & o nome do autor)

(A dedicatória do livro)

(Mensagem do Cicero, que assina a orelha do livro)

(Mensagem da Nélida, que assina um dos textos de apresentação do livro)
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Ele está aqui, na companhia do papai, sendo gestado, preparado, ganhando forma, peso, desenvolvendo-se de maneira muito bonita. Ainda não nasceu, ele chega ao mundo no fim de julho, mas papai já é puro orgulho! Expectativa & ansiedade a mil, não vejo a hora de parir o meu rebento poético, meu livro de estreia na poesia!

Um para dentro todo exterior, nome da cria, ganha o mundo dia 26 de julho (quinta-feira), na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que este ano homenageia a mestra, poeta por quem sou absolutamente apaixonado, Hilda Hilst.

Depois do lançamento na Flip, realizo um outro, em agosto (a previsão é de 2 semanas depois da festa literária), na minha cidade, no Rio de Janeiro, na livraria Blooks, localizada na praia de Botafogo. Mais à frente, volto com maiores informações.

Um para dentro todo exterior consta de 42 poemas.

Aqui, embaixo, as pessoas que tenho que agradecer neste momento de gestação:

Pintura da capa: Chico Lobo
Foto da capa e do autor: Thiago Facina
Texto da orelha: Antonio Cicero
Texto da contracapa: Antonio Carlos Secchin
Textos de apresentação (prefácios): Salgado Maranhão e Nélida Piñon
Assessoria de imprensa: Belmira Comunicação
Selo: Bem-Te-Li (Editora: Autografia)
Coordenação do selo: Paulo Sabino e Cris Maza

Tenho que confessar a vocês que, hoje em dia, depois de receber todos os textos que tratam do livro, eu estou mais encantado pelos textos sobre o livro do que com o livro propriamente. Não é que eu considere o livro ruim — muito pelo contrário, amo o meu livro, gosto demais dele —, é que os textos sobre o livro foram escritos por pessoas da minha mais alta admiração. Então me é uma alegria imensa ler o que essas pessoas enxergaram do livro.

Espero a presença de vocês em algum dos lançamentos.

De brinde, um poema — dos tantos & tantos que amo — da grande homenageada da festa literária de Paraty.

Beijo todos!
Paulo Sabino.

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(do livro: Da poesia. autora: Hilda Hilst. editora: Companhia das Letras.)

 

 

I

 

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.

POSSE DE ANTONIO CICERO NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS + A CIDADE E OS LIVROS
20 de março de 2018

O mais novo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), o poeta & filósofo Antonio Cicero

Na posse do mais novo membro da Academia Brasileira de Letras, Antonio Cicero. Na foto, ao fundo, atrás do Cicero, o querido Marcelo Pies, e atrás de mim, o meu amigo & irmão de poesia Christovam de Chevalier

Com o empossado na ABL Antonio Cicero & Rafael Millon, primo do imortal

Com os irmãos lindos & queridos, Cicero & Marina Lima

Com um grande amigo & mestre, o badalado & premiadíssimo poeta Salgado Maranhão

Com um amor da vida, o meu lindo amigo & grande poeta Jorge Salomão

Com Geraldinho Carneiro, pessoa que amo, pura simpatia & diversão

Na companhia dessa dupla imbatível, mestres & amigos, Geraldinho Carneiro & Antonio Carlos Secchin

Este aqui foi o momento sofá, a hora do gesto discreto do Cicero, me chamando pra mais perto, pra sentar ao seu lado, e eu me derramando inteiro por conta das doses de uísque — ao meu lado, a doce amiga & poeta Noélia Ribeiro

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“Que linda essa história”

(Marina Lima — cantora & compositora)

 

“Que bacana, Paulo. Queria muito ter estado com vocês todos mas estou do outro lado do Atlântico, lotada de compromissos. A ABL ganhou um tesouro! Um beijo, Adriana”.

(Adriana Calcanhotto — cantora & compositora)

 

 

Sexta-feira, dia 16/03, foi dia da posse do mais novo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), o poeta & filósofo Antonio Cicero.

Conheci o Cicero no início de 1999, quando tinha os meus 23 aninhos. 19 anos se passaram & nesses 19 anos a nossa amizade só fez crescer & florescer. Pela proximidade que acabou acontecendo, o Cicero foi uma espécie de mentor intelectual. Sempre pedi muita indicação de livros & dicionários a ele, enviava dúvidas minhas a respeito de assuntos ligados à filosofia, e o Cicero, muito generoso, sempre esteve “ali”, me auxiliando nas solicitações. Foi ele quem me fez criar o meu site literário, o “Prosa Em Poema”, site que me abriu as portas para o convívio com os grandes intelectuais & escritores que, hoje, tenho a honra & o prazer de ser amigo. Foi o Cicero o meu grande padrinho nesse sentido, porque antes de tornar o site público, anunciar que a página estava no ar, escrevi a ele, pedindo a sua avaliação, e no dia seguinte estava estampada no seu site, o “Acontecimentos”, uma publicação linda, convidando os seus leitores a conhecerem a minha página, o que garantiu ao site, logo no primeiro dia do “Prosa Em Poema”, mais de 200 visualizações.

A nossa história é muito bonita. Nunca me esqueço de quando nos encontramos num lançamento de livro & ele me disse: “Paulinho, te conheci um garoto, hoje você é um homem”. E é verdade.

Uma alegria pra sempre ter, no seu segundo livro de poesia, “A cidade e os livros”, um poema dedicado a mim, poema que inclusive leva o meu nome. Já rimos muito disso.

Por isso, na sexta, quando vi o Cicero adentrando o salão nobre da ABL, de fardão, para tomar posse, eu me emocionei & chorei disfarçadamente. É o cara de uma importância sem precedentes na minha trajetória intelectual, recebendo uma homenagem mais do que merecida dos seus pares, eleito o ocupante da cadeira de número 27 da instituição. No final da noite, antes de ir embora, o Cicero me fisgou pelo olhar & num gesto discreto me chamou para sentar ao seu lado (a última foto das dispostas acima, foi o Rafael Millon, primo do Cicero, quem nos flagrou de longe). Tocado de uísque, pilequinho, sentei junto a ele & me derramei, bem confessional. A nossa amizade & o nosso amor & a nossa admiração mútua permitem essas coisas.

Foi uma noite linda ao lado de muitos amigos. Uma noite à altura de Antonio Cicero.

(Você me abre seus braços & a gente faz um país.)

Vivas a ele, salve mais uma conquista!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do livro: A cidade e os livros. autor: Antonio Cicero. editora: Record.)

 

 

A CIDADE E OS LIVROS

para D. Vanna Piraccini

 

O Rio parecia inesgotável
àquele adolescente que era eu.
Sozinho entrar no ônibus Castelo,
saltar no fim da linha, andar sem medo
no centro da cidade proibida, 
em meio à multidão que nem notava
que eu não lhe pertencia — e de repente,
anônimo entre anônimos, notar
eufórico que sim, que pertencia
a ela, e ela a mim —, entrar em becos,
travessas, avenidas, galerias,
cinemas, livrarias: Leonardo
da Vinci Larga Rex Central Colombo
Marrecas Íris Meio-Dia Cosmos
Alfândega Cruzeiro Carioca
Marrocos Passos Civilização
Cavé Saara São José Rosário
Passeio Público Ouvidor Padrão
Vitória Lavradio Cinelândia:
lugares que antes eu nem conhecia
abriam-se em esquinas infinitas
de ruas doravante prolongáveis
por todas as cidades que existiam.
Eu só sentira algo semelhante
ao perceber que os livros dos adultos
também me interessavam: que em princípio
haviam sido escritos para mim
os livros todos. Hoje é diferente,
pois todas as cidades encolheram,
são previsíveis, dão claustrofobia
e até dariam tédio, se não fossem
os livros infinitos que contêm.

A UVA SEM CAROÇO
29 de janeiro de 2018

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Se alguém me pergunta qual é a minha fruta predileta, imediatamente respondo, sem precisar pensar: uva. Desde muito criança, sempre fui um apaixonado por uvas. Por todas. Verdinha, vermelhinha, grande, pequenininha, doce ou azeda, a uva sempre foi a minha fruta número um. Uva, na geladeira, até hoje, é um dilema: sem um autocontrole pesado, sou capaz de devorar um quilo em meia hora. Como enquanto tiver pra comer.

Eis que, mais pra adulto, me apareceu a uva sem caroço. Adotei-a prontamente, sem muito questionar, aceitando a sua estranheza, e, por isso, ignorando-a ao ponto de nunca pesquisar sobre ela, sobre a estranheza, sobre a grande questão: como pode, de onde, uma fruta sem sua semente, manga sem caroço, maçã sem caroço, melancia sem caroço, mamão sem caroço, abacate sem caroço?… Afinal, o que difere fruta de legume não é justamente a existência da semente, do caroço? O tomate, tadinho, até hoje sofre com essa questão existencial… E, até hoje, uva sem caroço é uma questão porque, até hoje, não pesquisei a respeito. Por isso, tamanho espanto por uma fruta sem semente me rendeu um poema em homenagem a essa delícia que é a uva, e mais, a uva sem caroço. Fruta ou legume? Eis a questão.

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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PASSAGEM (2017/2018)
10 de janeiro de 2018

(Sempre que possível, caminho do mar, meu amante maior. Mais do que alegria, mais do que presente, uma bênção estar bem juntinho dele numa virada de ciclo. 2018 e mais os que virão, e mais os que verão.)
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“Começar o ano com um poema de Ana Martins Marques mais suas fotos e seu belo sorriso é uma ótima abertura! Grande abraço, Armando”.

(Armando Freitas Filho — poeta e pesquisador)

 

 

pense em quantos acontecimentos até chegar a este acontecimento: o de poder sentar em frente ao computador e escrever uma publicação que, ao mesmo tempo, feche o ano que passou e brinde o que acabou de chegar.

apesar dos pesares, apesar da crise política e econômica que nos assola, 2017 foi um ano bastante produtivo, cheio de projetos, conquistas e realizações bonitas. muito a agradecer.

tantos momentos até chegar a este momento: muitos projetos, muitos compromissos, fechei o ano passado de trabalho e na seqüência parti para uma viagem de descanso, muitos risos e contemplação da natureza.

o início do fim de 2017: os projetos que encerraram o ano: no dia 13 de novembro, aconteceu a última edição (do ano), a 11ª, do projeto “ocupação poética”, que homenageou o poeta e designer gráfico andré vallias e contou com a participação da cantora, performer e psicanalista Numa Ciro. uma noite linda, de casa cheia, e presenças ilustres na platéia.

(o homenageado da 11ª edição da ocupação, andré vallias — foto: luciana queiroz)

(o coordenador do projeto, paulo sabino, e a cantora, performer e psicanalista numa ciro — foto: luciana queiroz)

(o homenageado da 11ª edição, andré vallias, entre os participantes paulo sabino e numa ciro — foto: luciana queiroz)

(platéia bonita no teatro cândido mendes de ipanema — foto: luciana queiroz)

(paulo sabino, numa ciro e a professora e pesquisadora da área de literatura heloisa buarque de hollanda — foto: luciana queiroz)

(paulo sabino com a artista plástica vera roesler e o poeta, letrista e filósofo antonio cicero — foto: luciana queiroz)

um mês depois da última edição de 2017 do projeto ocupação poética, no dia 14 de dezembro participei do projeto “geleia tropical – show game”, na sala baden powell, um conceito novo de espetáculo, onde a platéia é peça fundamental da noite, pois é a platéia, através de um jogo, quem escolhe a ordem de entrada dos artistas e o que cada artista apresenta.

(divulgação com a estampa do apresentador do “geleia tropical” — foto: thiago facina)

(todos os participantes do espetáculo “geleia tropical — show game”)

no dia 19 de dezembro teve repeteco do tributo em homenagem ao negro gato de arrepiar do estácio, luiz melodia, “baby te amo”, na casa de jazz blue note.

(o poeta e mestre de cerimônias do tributo ao luiz melodia “baby te amo” — foto: laura limp)

(os artistas ao final da apresentação, segurando um grafite do grande homenageado da noite — foto: laura limp)

no dia seguinte, 20 de dezembro, fechando o ano de atividades de 2017 com chave de ouro, a última edição, a 11ª, do projeto “somos tropicália”, projeto que coordenei e produzi ao lado do jornalista rafael millon ao longo de 2017, ano em que o movimento tropicalista completou os seus 50 anos. nesta última edição, casa lotada, abarrotada, de um jeito que tive que parar um pouquinho a apresentação a fim de reacomodar as pessoas no gabinete de leitura guilherme araújo. foi mágico, uma lindeza só. para o encerramento, o projeto contou com a super cantora (e minha futura professora de canto, começamos as aulas na semana próxima!) marcela mangabeira, com os instrumentistas elisio freitas e ivo senra, e com o poeta e designer gráfico andré vallias. todas as fotos a seguir, de divulgação, são da luciana queiroz.

(andré vallias, marcela mangabeira, elisio freitas, gal costa na pintura e ivo senra)

pense em quantos outros acontecimentos, em quantos outros momentos, em quantos outros projetos para chegarmos a este acontecimento, a este momento, a este projeto: o de estar sentado de frente pro computador, escrevendo uma publicação que, ao mesmo tempo, feche o ano que passou e brinde o que acabou de chegar.

pense em quantos verões até precisamente este verão, este, em que me encontrei à beira de um mar rigorosamente igual — rigorosamente igual porque a única coisa que não muda, no mar, é o fato de ele mudar o tempo inteiro.

pense em quantas tardes e praias vazias foram necessárias para chegarmos ao vazio das praias e tardes em que estive na virada do ano.

pense em quantas línguas até que a língua fosse esta, a portuguesa, pense em quantas palavras até esta palavra, esta aqui, que encerra este texto que é a tentativa de, ao mesmo tempo, fechar o ano que passou e brindar o que acabou de chegar.

pense em quantos acontecimentos e momentos e projetos nos aguardam com o andar dos passos.

2018 promete. muita coisa boa por vir. sigamos juntos.

beijo todos!
paulo sabino.
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(do livro: O livro das semelhanças. autora: Ana Martins Marques. editora: Companhia das Letras.)

 

 

Pense em quantos anos foram necessários para
………………………………………….[chegarmos a este ano
quantas cidades para chegar a esta cidade
e quantas mães, todas mortas, até tua mãe
quantas línguas até que a língua fosse esta 
e quantos verões até precisamente este verão
este em que nos encontramos neste sítio
exato
à beira de um mar rigorasamente igual
a única coisa que não muda porque muda sempre
quantas tardes e praias vazias foram necessárias
………………………………………….[para chegarmos ao vazio
desta praia nesta tarde
quantas palavras até esta palavra, esta

NÉLIDA PIÑON ENTREVISTA PAULO SABINO — PROGRAMA PRÓXIMA PÁGINA
30 de novembro de 2017

(Paulo Sabino e Nélida Piñon preparando-se para a gravação)

(No Espaço Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras)

(Passeando com Nélida pela Academia Brasileira de Letras)

(No teatro Raimundo Magalhães Júnior, da Academia Brasileira de Letras)

(Paulo Sabino e Nélida Piñon com a talentosa e querida equipe do programa Próxima Página)
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Meu coração não contenta! Imagine-se recebendo uma ligação em que a pessoa do outro lado da linha te convida pra participar de um programa de entrevistas cuja dinâmica é a seguinte: o entrevistado de um episódio vira o entrevistador do próximo episódio. Pois bem, o convite foi pra que eu fosse o entrevistado. Querem saber quem foi a minha entrevistadora? É só olhar as fotos que seguem… Sim sim sim, fui entrevistado pela grande dama da literatura brasileira Nélida Piñon!

A nova série audiovisual da MultiRio, empresa de mídia educativa e cultural do município do Rio de Janeiro, reúne personagens, como a escritora Nélida Piñon, em torno de um tema comum: a paixão pelos livros. Para o programa, intitulado “Próxima página”, eu tive o grande prazer de ser entrevistado por ela, pela grande dama da literatura, na sua “casa”, a Academia Brasileira de Letras (ABL). Uma alegria e uma honra! Os programas mostram bate-papos entre pessoas apaixonadas pela literatura e que trazem à tona as diversas maneiras de entrar nesse mundo e vivenciar a leitura. O lançamento da nova produção aconteceu agorinha, neste final de novembro.

No programa, falo sobre a minha origem poética, os primeiros passos, sobre a nossa formação cultural e lingüística, sobre Machado de Assis, sobre Paulo Leminski, sobre Luis Turiba, sobre Maria Bethânia, sobre Fernando Pessoa, sobre Castro Alves, sobre o meu projeto “Ocupação Poética” e muitas outras coisas. 12 minutinhos, assistam porque tá muito bacana! Uma alegria que levarei para sempre porque não é todo dia que conto com uma entrevistadora deste quilate!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do site: Youtube. programa: Próxima Página. Nélida Piñon entrevista Paulo Sabino. local: Academia Brasileira de Letras — ABL. direção: Denise Moraes. produção e realização: MultiRio.)

 

ARS POÉTICA   (autor: Paulo Sabino)

 

 

marcar o papel a palavra
fogo
coisa que queime,
que permita combustão

rasgar a folha a metáfora
faca
coisa que corte,
que sangre emoção

lamber a linha a imagem
língua
coisa que arrepie,
que concentre tesão

molhar o branco a figura
água
coisa que inunde,
que contemple imensidão