EXPOSIÇÃO “SOMOS SOMAS” — PAULO SABINO — OI FUTURO FLAMENGO
10 de setembro de 2019

(Convite da exposição “Somos Somas”, que inaugurou no dia 5 de agosto e que encerraria no dia 15 de setembro, mas foi prorrogada até 22 de setembro)

(No entrada do centro cultural, o anúncio da exposição e o curador, Alberto Saraiva)

(Montagem do anúncio)

(Foto que originou o cartaz da entrada do centro cultural — Américo Vermelho)

(Abertura da exposição “Somos Somas”, 5 de agosto — ao fundo, painel de 11 metros de largura que reproduz parte da minha biblioteca — Fotos: Americo Vermelho)

(No painel de 11 metros de largura que reproduz parte da minha biblioteca — Foto: Americo Vermelho)

(A coordenadora geral da exposição, Shirley Fioretti, e a produtora executiva, Veralu de Andrade — Foto: Americo Vermelho)

(O assessor de imprensa do projeto, George Patiño, e a responsável pelo painel da biblioteca e anúncio da entrada do Oi Futuro, Sandra Fioretti — Foto: Americo Vermelho)

(Foto: Americo Vermelho)

(O gerente-executivo de Cultura, Roberto Guimarães, e o acadêmico Antonio Carlos Secchin — Foto: Americo Vermelho)

(O poeta e professor Eucanaã Ferraz — Foto: Americo Vermelho)

(Os poetas Jorge Salomão e Alice Monteiro — Foto: Americo Vermelho)

(Na 1ª foto, na porta da galeria; na 2ª, dentro da galeria: Mariana Roquette-Pinto, Charles Gavin, Claudia Roquette-Pinto e Paulo Henriques Britto — Foto: Americo Vermelho)

(Os poetas Eduardo Macedo e Christovam de Chevalier — Foto: Americo Vermelho)

(Os poetas Mauro Santa Cecília, Luis Turiba e Christovam de Chevalier — Foto: Americo Vermelho)

(A poeta Thereza Rocque da Motta e os poetas Cláudio Cacau e Luis Turiba — Foto: Americo Vermelho)

(A cantora, compositora e pianista Maíra Freitas — Foto: Americo Vermelho)

(O poeta Tanussi Cardoso — Foto: Americo Vermelho)

(A minha caboclinha e mãe Jurema Armond — Foto: Americo Vermelho)

(O poeta Márcio Catunda — Foto: Americo Vermelho)

(Os poetas Victor Colonna e Thassio Ferreira — Foto: Americo Vermelho)

(A poeta Rosalia Milsztajn e o poeta Salgado Maranhão — Foto: Luciana Queiroz)

(Eu e Alberto Saraiva, o curador “marlindo” que se pode querer — Foto: Luciana Queiroz)

(A entrada da galeria, com texto sobre a exposição — Foto: Luciana Queiroz)

(Dentro da galeria, público com os vídeos projetados — Fotos: Luciana Queiroz)

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Oi Futuro apresenta exposição do poeta carioca Paulo Sabino
 
Imagens de artistas e poetas como Charles Gavin, Mabel Velloso, Claudia Roquette-Pinto, Péricles Cavalcanti, Maíra Freitas, Carlos Rennó, Ricardo Silvestrin e Adriano Nunes lendo poesias de Sabino serão projetadas nas galerias do Centro Cultural a partir de 5 de agosto
 
 
O Oi Futuro inaugura dia 5 de agosto, segunda-feira, a exposição “SOMOS SOMAS”, do poeta e jornalista Paulo Sabino, dentro do Programa Poesia Visual e Digital, com curadoria de Alberto Saraiva. A exposição vai ocupar o térreo e o 2° piso do Centro Cultural Oi Futuro, no Flamengo, e tem patrocínio da Oi, Prefeitura do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, com apoio cultural do Oi Futuro.
 
“SOMOS SOMAS” alterna poemas gravados em celular pelo próprio Sabino e convidados virtuais. Charles Gavin, ex- Titãs, Mabel Velloso, Claudia Roquette-Pinto, Ricardo Silvestrin, Maíra Freitas, Péricles Cavalcanti, Adriano Nunes, Carlos Rennó, entre outros, têm suas imagens projetadas em grandes formatos. Os poemas inéditos do autor serão exibidos em três monitores, que ficam localizados no térreo do centro cultural.
 
Conhecido como agitador cultural e promotor de saraus de poesia no Rio, Sabino faz sua primeira exposição individual. Na galeria 2 do Oi Futuro, o artista convida outros amantes da palavra para participar das obras apresentadas, criando uma rede de pessoas em torno da poesia. Em um grande painel no térreo do centro cultural será reproduzida a biblioteca do artista, cenário constante em seus vídeos poéticos, postados regularmente nas redes sociais.

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(Exposição: Somos Somas. Vídeo: Painel biblioteca. Local: Centro Cultural Oi Futuro. Período de tempo: 05/08 a 22/09/2019.)

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(Exposição: Somos Somas. Edição de vídeo: Joao Oliveira, Alberto Saraiva e Paulo Sabino. Local: Centro Cultural Oi Futuro. Período de tempo: 05/08 a 22/09/2019. Poema: Um para dentro todo exterior. Autor: Paulo Sabino.)

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OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (18ª EDIÇÃO) — ROSALIA MILSZTAJN & CONVIDADOS
4 de junho de 2019

(Convite da 18ª edição da Ocupação Poética — nele não consta o nome do ator e diretor Bruce Gomlevski porque a sua participação foi confirmada depois da confecção do convite)

(A grande homenageada desta edição — Rosalia Milsztajn)
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*** A 18ª edição presta sua homenagem à poesia da carioca Rosalia Milsztajn, com a participação de muitos amigos poetas ***
 
A próxima edição do projeto Ocupação Poética, no dia 10 de junho, a partir das 20h, no Teatro Cândido Mendes de Ipanema, apresentará ao público a poesia da escritora carioca, poeta, médica e psicanalista Rosalia Milsztajn!
 
Para a edição, contamos com a participação dos poetas Christovam de Chevalier, Hélen Queiroz, Tanussi Cardoso, Thereza Rocque da Motta e William Soares Dos Santos e do ator e diretor Bruce Gomlevsky. Uma linda noite, regada a versos, nos aguarda! Para quem não conhece, esta é uma belíssima oportunidade para se emocionar com a poesia desta extraordinária poeta!
 
Rosalia Milsztajn é carioca, escritora, poeta, médica – formada pela UFRJ – e psicanalista. Especializou-se em Literatura Brasileira pela PUC/ RJ. Publicou cinco livros de poesias: “No Azul” (Imago, 1991), “Itgadal – Memória dos Ausentes” (Diadorim, 1997), “Luminosidades” (7Letras, 2000), “Aqui dentro de mim” (Aeroplano, 2003) e “Esse recorte” (Patuá , 2014). Com este último ganhou o Prêmio Pen Clube do Brasil de literatura no ano de 2016. “A história dos seios” (7Letras, 2010), seu primeiro livro de contos, teve grande repercussão, abordando temas como o câncer de mama através de pequenas histórias literárias.
 
Foi idealizadora de alguns eventos de poesia em livrarias do Rio de Janeiro, como o “Saber de Verso”, em que promovia debates entre a poesia e outras áreas dos saberes científico, artístico e religioso. Em 1999, venceu o Prêmio SESC de Poesia do Estado do Rio de Janeiro. Seus poemas já foram publicados em diversas antologias. Possui um blog intitulado “A História dos Seios”.
 
Serviço:
18ª Ocupação Poética – Rosalia Milsztajn e convidados
Com Paulo Sabino, Bruce Gomlevsky, Christovam de Chevalier, Hélen Queiroz, Tanussi Cardoso, Thereza Rocque da Motta e William Soares Dos Santos
Dia: 10/06 (segunda-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Cândido Mendes – Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
Tel infos: (21) 2523-3663
Entrada: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)**
Classificação: 14 anos
** Nomes nos comentários desta postagem garantem a meia-entrada (lista-amiga com os nomes na bilheteria do teatro no dia do evento)
 
Esperamos vocês!
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.
 
(Estou devendo a este espaço publicações sobre outras duas edições do projeto: sobre a 16ª edição, homenagem a Neide Archanjo, uma das maiores poetas brasileiras de todos os tempos, e sobre a 17ª, homenagem a Claudia Roquette-Pinto, outra poeta de primeira grandeza. Neste 2019 eu resolvi que as homenagens são rendidas apenas às poetas mulheres.)

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(do livro: Aqui dentro de mim. autora: Rosalia Milsztajn. editora: Aeroplano.)

 

CORPO
21 de setembro de 2011

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deixa que esse pesado corpo não pese na alma. 
 
que também não pese na alma todo o prazer que aprouver apaziguar esse pesado corpo. 
 
que, à alma, seja leve o pesado corpo, e tudo que o envolva. 
 
no efêmero, no transitório, no passageiro, 
 
buscar a eternidade do momento, buscar a eternidade do relâmpago & sua luz concentrada, luz veemente, febril, e passageira, transitória, efêmera: sangue etéreo da inflamada artéria do presente. 
 
a inflamada artéria do presente: pulsa, bombeia, leva o sangue-luz, etéreo, sangue-luz que deve circular, ativo, pelo pesado corpo. 
 
deixa que esse pesado corpo, sendo dono de si, se doe ao alcance de mãos terrenas do agora, do “já”, do “neste instante”.  
 
que esse pesado corpo viva o que se tem a viver: o presente, o momento em que cada coisa “é”, o momento em que cada coisa “está”. (no fundo, isso é o que, de fato, nos resta.) 
 
que esse pesado corpo só queira o cheiro, o tato, que esse pesado corpo só aceite o gosto, o som, a imagem, que esse pesado corpo só admita as sensações que o acometem, e que estas sejam a sua única memória: as suas vivências no “hoje”. 
 
deixa que esse pesado fardo se embriague da paixão de ser completo, de sentir-se inteiro, pleno, realizado, para que o passado e o futuro sejam simples possibilidades, possibilidades que não muito importam justamente porque o que se quer é viver o presente. o resto que seja perfumaria (barata). 
 
deixa que esse corpo seja a letra que, no calor do abraço & beijo de um outro igual corpo, se derreta, e, derretendo, silencie todo o dito & o por dizer. 
 
que se cale esse pesado corpo e impere a linguagem muda dos momentos, que fala muito mais alto que qualquer bem escrito poema.  
 
vamos viver o que há para viver. não adiemos a nossa felicidade, não pensemos nela para o “futuro”. a felicidade, assim como a tristeza, só acontece no quando, isto é, tanto a felicidade quanto a tristeza só existem, só podem existir, porque as vivenciamos. e “vivenciar” é uma experiência impreterivelmente ligada ao: presente. 
 
sejamos felizes, estejamos bem, AGORA! 
 
beijo todos!
paulo sabino. 
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(do livro: Aqui dentro de mim. autora: Rosália Milsztajn. editora: Aeroplano.)
 
 
CORPO 
 
Deixa que esse pesado corpo
Não pese na alma
E todo o prazer que o aprouver
Apaziguá-lo
E no efêmero buscar a eternidade
De um relâmpago, luz
Etéreo sangue
Da inflamada artéria do presente 
 
Deixa que esse pesado corpo
Sendo dono de si se doe
Ao alcance de mãos terrenas do agora
E só queira o tato, o cheiro
Da infinita sensação, única memória 
 
Deixa ainda que esse pesado fardo
Se embriague da paixão
De ser completo
Para que o passado e o futuro
Sejam simples possibilidades 
 
Deixa que esse corpo seja a letra
Que no calor do abraço e beijo
De um outro igual corpo se derreta
E silencie todo o dito e o por dizer