A ESTANTE DO POETA (5ª EDIÇÃO): SALGADO MARANHÃO — ESPAÇO AFLUENTES

14 de setembro de 2019 - Leave a Response

(Convite para a próxima edição, nesta terça-feira, dia 17 de setembro)
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A ESTANTE DO POETA

 

A ideia do projeto é a apresentação dos poemas lidos pelo convidado — porque todo poeta, antes, é um grande leitor de poesia — e que inspiraram/ influenciaram a criação dos poemas que formam a sua obra. Apresentar, ao público, um pouco da estante do poeta: o que o nosso convidado lê e o que o inspira a produzir poesia. Levar, ao espectador, os poemas dos autores que conversam com os poemas do convidado. Fazer uma ponte entre os poemas do nosso convidado e os poemas dos autores que o inspiraram, a fim de mostrar a gênese da sua criação literária.
 
A dinâmica da apresentação: 1ª parte – o poeta conta como a poesia entrou na sua vida, como se deu o seu primeiro contato, quais autores da sua predileção naquele momento e quando se descobriu poeta, quando começou a escrever poemas (caso o poeta queira, apresentar o primeiro poema que escreveu e que o fez acreditar ser um “poeta”); 2ª parte – apresentação ao público dos poemas escritos a partir dos poemas de outros autores (quais poemas o poeta escreveu inspirado na poesia de outros poetas – apresentar, portanto, os seus poemas e os poemas que serviram de inspiração).
 
A Estante do Poeta terá a grande alegria de receber o jornalista, compositor e consultor cultural Salgado Maranhão no dia 17 de setembro, terça-feira, às 18h30, no Espaço Afluentes (Avenida Rio Branco, nº 181, 19º andar, sala 1905 – o endereço, número 181 da Rio Branco, fica exatamente em frente à estação de metrô Carioca). O evento tem uma hora de duração, podendo chegar a uma hora e meia, portanto, começa às 18h30 e termina às 19h30, no máximo às 20h.
 
Aguardamos vocês!

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A seguir, as informações a respeito das edições anteriores:

 

O projeto estreou com a presença e irreverência do acadêmico, tradutor e dramaturgo Geraldo Carneiro, que nos brindou com histórias hilárias da sua vida literária.

 

A 2ª edição recebeu o acadêmico, letrista e filósofo Antonio Cicero, que, além de partilhar a sua história com a literatura, nos brindou com o seu método de escrever letras de música.

(Na foto, Claudia Roquette-Pinto, que idealizou e administra com a sua irmã, Mariana Roquette-Pinto, o Espaço Afluentes)

 

A 3ª edição recebeu o acadêmico, professor e ensaísta Antonio Carlos Secchin, cujo humor nos reservou momentos muito divertidos aliados ao seu vasto conhecimento dos estilos e escolas literárias.

(Sempre uma alegria receber os poetas amigos — da esquerda para direita: Luiz Otávio Oliani, Cláudio Cacau, Nuno Rau, Claudia Roquette-Pinto, administradora com a sua irmã, Mariana Roquette-Pinto, do Espaço Afluentes, o nosso convidado Antonio Carlos Secchin, Anna Maria Fernandes, Carmen Moreno e Tanussi Cardoso)

 

A 4ª edição recebeu o professor e tradutor Paulo Henriques Britto, que nos deu uma verdadeira aula de versificação, metrificação e tradução de poesia no Brasil e em alguns outros cantos do mundo.

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A vocês, de brinde, dois poemas do nosso próximo convidado.

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do livro: A cor da palavra. autor: Salgado Maranhão. editoras: Imago / Fundação Biblioteca Nacional.)

 

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EXPOSIÇÃO “SOMOS SOMAS” — PAULO SABINO — OI FUTURO FLAMENGO

10 de setembro de 2019 - Leave a Response

(Convite da exposição “Somos Somas”, que inaugurou no dia 5 de agosto e que encerraria no dia 15 de setembro, mas foi prorrogada até 22 de setembro)

(No entrada do centro cultural, o anúncio da exposição e o curador, Alberto Saraiva)

(Montagem do anúncio)

(Foto que originou o cartaz da entrada do centro cultural — Américo Vermelho)

(Abertura da exposição “Somos Somas”, 5 de agosto — ao fundo, painel de 11 metros de largura que reproduz parte da minha biblioteca — Fotos: Americo Vermelho)

(No painel de 11 metros de largura que reproduz parte da minha biblioteca — Foto: Americo Vermelho)

(A coordenadora geral da exposição, Shirley Fioretti, e a produtora executiva, Veralu de Andrade — Foto: Americo Vermelho)

(O assessor de imprensa do projeto, George Patiño, e a responsável pelo painel da biblioteca e anúncio da entrada do Oi Futuro, Sandra Fioretti — Foto: Americo Vermelho)

(Foto: Americo Vermelho)

(O gerente-executivo de Cultura, Roberto Guimarães, e o acadêmico Antonio Carlos Secchin — Foto: Americo Vermelho)

(O poeta e professor Eucanaã Ferraz — Foto: Americo Vermelho)

(Os poetas Jorge Salomão e Alice Monteiro — Foto: Americo Vermelho)

(Na 1ª foto, na porta da galeria; na 2ª, dentro da galeria: Mariana Roquette-Pinto, Charles Gavin, Claudia Roquette-Pinto e Paulo Henriques Britto — Foto: Americo Vermelho)

(Os poetas Eduardo Macedo e Christovam de Chevalier — Foto: Americo Vermelho)

(Os poetas Mauro Santa Cecília, Luis Turiba e Christovam de Chevalier — Foto: Americo Vermelho)

(A poeta Thereza Rocque da Motta e os poetas Cláudio Cacau e Luis Turiba — Foto: Americo Vermelho)

(A cantora, compositora e pianista Maíra Freitas — Foto: Americo Vermelho)

(O poeta Tanussi Cardoso — Foto: Americo Vermelho)

(A minha caboclinha e mãe Jurema Armond — Foto: Americo Vermelho)

(O poeta Márcio Catunda — Foto: Americo Vermelho)

(Os poetas Victor Colonna e Thassio Ferreira — Foto: Americo Vermelho)

(A poeta Rosalia Milsztajn e o poeta Salgado Maranhão — Foto: Luciana Queiroz)

(Eu e Alberto Saraiva, o curador “marlindo” que se pode querer — Foto: Luciana Queiroz)

(A entrada da galeria, com texto sobre a exposição — Foto: Luciana Queiroz)

(Dentro da galeria, público com os vídeos projetados — Fotos: Luciana Queiroz)

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Oi Futuro apresenta exposição do poeta carioca Paulo Sabino
 
Imagens de artistas e poetas como Charles Gavin, Mabel Velloso, Claudia Roquette-Pinto, Péricles Cavalcanti, Maíra Freitas, Carlos Rennó, Ricardo Silvestrin e Adriano Nunes lendo poesias de Sabino serão projetadas nas galerias do Centro Cultural a partir de 5 de agosto
 
 
O Oi Futuro inaugura dia 5 de agosto, segunda-feira, a exposição “SOMOS SOMAS”, do poeta e jornalista Paulo Sabino, dentro do Programa Poesia Visual e Digital, com curadoria de Alberto Saraiva. A exposição vai ocupar o térreo e o 2° piso do Centro Cultural Oi Futuro, no Flamengo, e tem patrocínio da Oi, Prefeitura do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, com apoio cultural do Oi Futuro.
 
“SOMOS SOMAS” alterna poemas gravados em celular pelo próprio Sabino e convidados virtuais. Charles Gavin, ex- Titãs, Mabel Velloso, Claudia Roquette-Pinto, Ricardo Silvestrin, Maíra Freitas, Péricles Cavalcanti, Adriano Nunes, Carlos Rennó, entre outros, têm suas imagens projetadas em grandes formatos. Os poemas inéditos do autor serão exibidos em três monitores, que ficam localizados no térreo do centro cultural.
 
Conhecido como agitador cultural e promotor de saraus de poesia no Rio, Sabino faz sua primeira exposição individual. Na galeria 2 do Oi Futuro, o artista convida outros amantes da palavra para participar das obras apresentadas, criando uma rede de pessoas em torno da poesia. Em um grande painel no térreo do centro cultural será reproduzida a biblioteca do artista, cenário constante em seus vídeos poéticos, postados regularmente nas redes sociais.

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(Exposição: Somos Somas. Vídeo: Painel biblioteca. Local: Centro Cultural Oi Futuro. Período de tempo: 05/08 a 22/09/2019.)

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(Exposição: Somos Somas. Edição de vídeo: Joao Oliveira, Alberto Saraiva e Paulo Sabino. Local: Centro Cultural Oi Futuro. Período de tempo: 05/08 a 22/09/2019. Poema: Um para dentro todo exterior. Autor: Paulo Sabino.)

OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (18ª EDIÇÃO) — ROSALIA MILSZTAJN & CONVIDADOS

4 de junho de 2019 - Leave a Response

(Convite da 18ª edição da Ocupação Poética — nele não consta o nome do ator e diretor Bruce Gomlevski porque a sua participação foi confirmada depois da confecção do convite)

(A grande homenageada desta edição — Rosalia Milsztajn)
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*** A 18ª edição presta sua homenagem à poesia da carioca Rosalia Milsztajn, com a participação de muitos amigos poetas ***
 
A próxima edição do projeto Ocupação Poética, no dia 10 de junho, a partir das 20h, no Teatro Cândido Mendes de Ipanema, apresentará ao público a poesia da escritora carioca, poeta, médica e psicanalista Rosalia Milsztajn!
 
Para a edição, contamos com a participação dos poetas Christovam de Chevalier, Hélen Queiroz, Tanussi Cardoso, Thereza Rocque da Motta e William Soares Dos Santos e do ator e diretor Bruce Gomlevsky. Uma linda noite, regada a versos, nos aguarda! Para quem não conhece, esta é uma belíssima oportunidade para se emocionar com a poesia desta extraordinária poeta!
 
Rosalia Milsztajn é carioca, escritora, poeta, médica – formada pela UFRJ – e psicanalista. Especializou-se em Literatura Brasileira pela PUC/ RJ. Publicou cinco livros de poesias: “No Azul” (Imago, 1991), “Itgadal – Memória dos Ausentes” (Diadorim, 1997), “Luminosidades” (7Letras, 2000), “Aqui dentro de mim” (Aeroplano, 2003) e “Esse recorte” (Patuá , 2014). Com este último ganhou o Prêmio Pen Clube do Brasil de literatura no ano de 2016. “A história dos seios” (7Letras, 2010), seu primeiro livro de contos, teve grande repercussão, abordando temas como o câncer de mama através de pequenas histórias literárias.
 
Foi idealizadora de alguns eventos de poesia em livrarias do Rio de Janeiro, como o “Saber de Verso”, em que promovia debates entre a poesia e outras áreas dos saberes científico, artístico e religioso. Em 1999, venceu o Prêmio SESC de Poesia do Estado do Rio de Janeiro. Seus poemas já foram publicados em diversas antologias. Possui um blog intitulado “A História dos Seios”.
 
Serviço:
18ª Ocupação Poética – Rosalia Milsztajn e convidados
Com Paulo Sabino, Bruce Gomlevsky, Christovam de Chevalier, Hélen Queiroz, Tanussi Cardoso, Thereza Rocque da Motta e William Soares Dos Santos
Dia: 10/06 (segunda-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Cândido Mendes – Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
Tel infos: (21) 2523-3663
Entrada: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)**
Classificação: 14 anos
** Nomes nos comentários desta postagem garantem a meia-entrada (lista-amiga com os nomes na bilheteria do teatro no dia do evento)
 
Esperamos vocês!
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.
 
(Estou devendo a este espaço publicações sobre outras duas edições do projeto: sobre a 16ª edição, homenagem a Neide Archanjo, uma das maiores poetas brasileiras de todos os tempos, e sobre a 17ª, homenagem a Claudia Roquette-Pinto, outra poeta de primeira grandeza. Neste 2019 eu resolvi que as homenagens são rendidas apenas às poetas mulheres.)

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(do livro: Aqui dentro de mim. autora: Rosalia Milsztajn. editora: Aeroplano.)

 

GRAÇA

12 de maio de 2019 - Leave a Response

(Paulo Sabino e sua caboclinha Jurema Armond)
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Todo dia é dia da minha caboclinha, todo dia é dia de mãe. À grande flor do meu jardim, àquela que enfeita a minha vida de belezas, ofereço este poema, delicado como ela. Estendo a homenagem às mães de gentes, bichos, artes, a todas que se dedicam à dor e à delícia da maternidade.
 
A fim de uma apreensão ampla, ajudo deixando aqui os sinônimos de duas palavras do poema que me parecem menos conhecidas:
 
crasso = tosco, grosseiro
nimbados = sublimes, enaltecidos
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.

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(do livro: Poesia reunida, originalmente do livro O coração disparado. autora: Adélia Prado. editora: Record.)

 

 

GRAÇA

 

O mundo é um jardim. Uma luz banha o mundo.
A limpeza do ar, os verdes depois das chuvas,
os campos vestindo a relva como o carneiro a sua lã,
a dor sem fel: uma borboleta viva espetada.
Acordem as gratas lembranças:
moças descalças, vestidos esvoaçantes,
tudo seivoso como a juventude,
insidioso prazer sem objeto.
Insisto no vício antigo – para me proteger do inesperado
……………………………………………………………………….[gozo.
E a mulher feia? E o homem crasso?
Em vão. Estão todos nimbados como eu.
A lata vazia, o estrume, o leproso no seu cavalo
estão resplandecentes. Nas nuvens tem um rei, um reino,
um bobo com seus berloques, um príncipe. Eu passeio
…………………………………………………………………..[nelas,
é sólido. O que não vejo, existindo mais que a carne.
Esta tarde inesquecível Deus me deu. Limpou meus olhos
…………………………………………………………………………..[e vi:
como o céu, o mundo verdadeiro é pastoril.

MENSAGENS DE NÉLIDA PIÑON & ARMANDO FREITAS FILHO — UM PARA DENTRO TODO EXTERIOR

6 de fevereiro de 2019 - Leave a Response

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Quer presente maior para um poeta, receber, na madrugada da noite de Natal, uma mensagem da sua mestra maior da literatura, avisando-lhe que o seu livro de estreia na poesia, “Um para dentro todo exterior”, chegou ao seu destino, em Lisboa, são e salvo? Pois bem, que alegria receber a mensagem (acima) da minha querida mestra Nélida Piñon, para quem não sabe, uma das responsáveis pelos prefácios do meu livro de estreia na poesia, “Um para dentro todo exterior”.
 
E o contentamento só fez aumentar! A outra mensagem também me chegou ano passado (2018), mas só vi, e li, neste 2019: o grande mestre na minha vida, a quem recorro, pedindo opinião sobre minúcias dos meus versos, um dos maiores poetas brasileiros, Armando Freitas Filho, me enviou as suas linhas (também acima) depois de ler o meu livro de estreia na poesia, “Um para dentro todo exterior”. O Armando não gosta de escrever prefácios, textos para livros, mas dei um jeito de tê-lo no meu: dediquei a ele um poema sobre o “fazer poético”. Afinal, o mestre mais que merece.
 
A quem interessar, seguem os links de compra do meu “Um para dentro todo exterior”:
 
 
 
De presente, um poema do livro.
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.

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(do livro: Um para dentro todo exterior. autor: Paulo Sabino. editora: Autografia. selo: Bem-Te-Li.)

 

 

AR  RISCAR

Para Armando Freitas Filho

 

cuido  a  poesia
talho  cirúrgico
ar  riscado

à  sua  companhia
corro
risco  de  vida

NASCER – CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

30 de dezembro de 2018 - 2 Respostas

Gente poética, este poema, do mestre Carlos Drummond de Andrade, é dedicado a todos nós, irmãos de jornada, constituídos de carne, osso, coração e desejos. Desejo que saibamos o milagre de renascer na vida, de nos reinventar, de nos renovar, como acontece com cada ano que chega a fim de ocupar o lugar do outro. Que saibamos sempre solfejar a primeira sílaba da primeira canção, vinda na luz do dia que nos amanhece. Um lindo renascer para todos nós!

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NASCER (Carlos Drummomd de Andrade)

Nascer
outra e outra vez
indefinidamente
como a planta sempre nascendo
da primeira semente;
pensar o dia bom
até criar a claridade
e nela descobrir
a primeira sílaba
da primeira canção.

OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (15ª EDIÇÃO) — EUCANAÃ FERRAZ & CONVIDADOS

7 de novembro de 2018 - Leave a Response

(O homenageado desta edição do projeto: o poeta Eucanaã Ferraz)

(Convite)

(Paulo Sabino e Antonio Cicero)

(Eduardo Coelho)

(Bruno Cosentino)

(Capa do livro Hamlet e a lagartixa: uma leitura da poesia de Eucanaã Ferraz, da professora Marlene de Castro Correia)
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Gente poética,
 
Encerrando este 2018, a 15ª edição do projeto Ocupação Poética presta a sua homenagem ao super poeta EUCANAÃ FERRAZ! O Eucanaã, além de ser dono de uma obra linda, é responsável pela antologia de poemas “Veneno antimonotonia – os melhores poemas e canções contra o tédio”, pela reunião de letras das canções do Caetano Veloso, “Letra só”, e da Adriana Calcanhotto, “Pra que é que serve uma canção como essa?”, e pela edição em 2 volumes de toda a obra (música, poesia, prosa e teatro) do Vinicius de Moraes.
 
A noite conta com as participações do poeta, filósofo e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) Antonio Cicero, do cantor e compositor Bruno Cosentino e dos professores Eduardo Coelho e Marlene de Castro Correia. Além da leitura de poemas e apresentação de canções (parcerias do Bruno Cosentino e Eucanaã), haverá o lançamento do livro “Hamlet e a lagartixa: uma leitura da poesia de Eucanaã Ferraz” (editora 7Letras), um ensaio de Marlene de Castro Correia sobre a obra do homenageado.
 
Esperamos vocês!
 
Serviço:
Ocupação Poética – Eucanaã Ferraz e convidados
Com Antonio Cicero, Bruno Cosentino, Eduardo Coelho, Marlene de Castro Correia e Paulo Sabino
12/11 (segunda-feira)
20h
Teatro Cândido Mendes
Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
Tel: (21) 2523-3663
Entrada: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)*
Classificação: 14 anos
 
*Nomes no comentário desta postagem entram na lista-amiga e garantem a meia-entrada (R$ 10,00)
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(do livro: Escuta. autor: Eucanaã Ferraz. editora: Companhia das Letras.)

 

 

SIMPLES

 

Se você não sai da minha cabeça,
minha cabeça é seu apartamento.
Já você, sendo você, é um chapéu
que uso dentro, como se usa um caroço.
Porque minha cabeça todo o tempo
está em você, suas pernas não saem
da minha cabeça e sinto seus braços
se formarem nos mesmos escaninhos.
Não tenho cabeça para outro assunto,
guarda-chuva chapéu pernas ou versos
que não sejam você. Devia pensar
noutras coisas — alfinetes perdidos,
convicções perdidas praias desertas
ou novas medidas de segurança
para a cena do atirador de facas.
Perdi a cabeça e já não há remédio.
Mas quem havia de a querer no lugar
se seus dedos brotam em meus cabelos?
Você me subiu à cabeça — forças
belezas alegrias me pertencem.
Havia muito sangue na calçada
dizem. Ai, sou um equilibrista em queda
livre. Desempregado. E se giro
por aí com a cabeça no ar
carregando você, minha cabeça
é um balão bailando então. Sim, daqui
a Cordilheira dos Andes é nítida.
Escute, escreverei uma coisa
tão simples assim: você é meu sol.
Porque você me deixa com a cabeça
quente. E sem juízo, imaginando.

ISTO NÃO É UM POEMA — ARNALDO ANTUNES

24 de outubro de 2018 - Leave a Response

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(do site: Youtube. autor: Arnaldo Antunes.)

ISTO NÃO É UM POEMA

 

isto não é um poema
desabafo
que não pude não
fazer e não pude fazer
de outra forma
que não fosse
assim
fatiando as frases
no espaço
aqui
hoje
eu vi
aterrorizado
um artista assassinado
Moa do Catendê,
mestre de capoeira,
autor do Badauê —
por conta de uma divergência política num bar
da Bahia
depois corri o dedo
sobre a tela e
vi e ouvi
arrepiado
Luiz Melodia
(também negro e compositor,
também com o cabelo rastafari,
como a vítima do post anterior)
cantando
“no coração do Brasil”
e repetindo muitas vezes
esse refrão
“no coração
do Brasil”
“no coração do Brasil”
que tento sentir
pulsar ainda
entre a luz de Luiz
e a treva
desse buraco vazio
que não pulsa mais no peito
de Moa do Catendê
e “não existe amor em SP”
ou “no coração do Brasil”
fraturado
nesses dias
brutos
de coturnos
chucros
a chutar a cara
de quem
ama
arte
cultura educacão
liberdade de expressão
diversidade
cidadania
solidariedade
democracia
mas não se dá
a mínima
o que importa é se subiu
a bolsa
caiu
o dólar
se todos vão prosseguir
seguindo
docilmente para o abismo
nessa insanidade coletiva
em que o Brasil nega
qualquer Brasil
possível
cega
qualquer futuro possível
e o ódio
o horror e o
ódio
e nada que se diga faz sentido
mais
para quê
expor na cara desses caras
a palavra explícita
(gravada em vídeo e repetida, repetida, repetida)
do seu “mito”
dizendo
“eu apoio a tortura”
“eu defendo a ditadura”
“eu vou fechar o congresso”
“não servem nem para procriar”
“não te estrupro porque você não merece”
“a gente vai varrer esses vagabundos daqui”
“o erro foi torturar e não matar”
“viadinho tem que apanhar”
etc etc etc etc etc
e tudo mais
que repete incansavelmente
há anos
ante câmeras e microfones
para quê mostrar de novo
e de novo
o mesmo nojo
se é justamente
por isso
que o idolatram?
e sempre haverá
os que vêm disfarçar
dizendo:
“estamos entre dois extremos”
“sim, mas veja a Venezuela”
“é para acabar com a corrupção”
“nós queremos segurança”
ou
“não é bem assim…”
enquanto constatamos cada vez mais
que sim,
é assim
mesmo, é assim
que é
mas
como li por aí:
“como explicar a lei Rouanet para quem
ainda não assimilou a lei Áurea?”
ou: como explicar a lei da gravidade
para quem ainda crê
que a terra é plana?
e querem defender sua ignorância com dentes
e garras
querem
matar atirar vingar
a quem?
em nome de quem?
(pátria, família, propriedade, segurança?)
se nessa seara não há direitos
nem respeito
ensino ou dignidade
só horror e
ódio, ódio
e horror
as palavras perdem a clareza
os valores perdem o valor
a vida perde o valor
Marielle
remorta remorrida rematada
por sua placa
rompida rasgada desonrada
pelas mãos truculentas de
brutamontes prepotentes
com suas camisetas estampadas
com a face do coiso
que redemonstra sua monstruosidade
quando vende
em seus próprios comícios
camisetas de outro
ultra-monstro
ustra
aquele que além de torturar
levava crianças para verem
suas mães torturadas
e esses mesmos
abomináveis
que, diante de uma claque vergonhosa,
se orgulham
de terem
rasgado as placas
com o o nome Marielle Franco
estão sim
agora
eleitos
satisfeitos
mas não saciados
de todo o sangue
de inocentes
que há de correr
só por serem
diferentes
excitando em outros
o desejo de exercer
seu obscuro
poder
de milícia polícia esquadrão da morte
e o anúncio da Rocinha metralhada
como solução
a barbaridade finalmente
institucionalizada
como diversão
o Brasil finalmente
sem coração
fora da ONU
e dos acordos internacionais pelo
meio-ambiente
sem controle
de sensatez ou mentalidade
sem limite humanitário
“não vai ter ong!”
“não vai ter ativismo!”
“não vai ter mimimi!”
bradam
cheios de si e de ódio
criminosos contra o crime
opressores pela família
amorais pela moral
apesar de todos
os alertas
da imprensa internacional
de esquerda, de centro, de direita
só não vê quem não quer
a tragédia anunciada
divulgada
não como boato
mas escancarada
-mente
enquanto
empoderados pelo discurso
de ódio
de horror e ódio
seus eleitores
já saem pelas ruas
dando tiros
e gritos
enxurradas de fakes
suásticas nazistas gravadas com canivete
na pele da menina
que usava “ele não” estampado na blusa
e a promessa de violência desmedida
se concretizando
antes mesmo de começar o segundo turno
e nem um centímetro de terra para os índios
e nem um pingo de direitos civis ou humanos
e a volta da censura e o ódio,
o ódio, o horror
e o ódio
pra encerrar de vez
o sonho de uma nação
que tem a chance
de dar ao mundo
sua contribuição
original
agora fadada a repetir o que de pior já houve
na história
sem história agora
sem Museu Nacional
nem cultura nem educação
abolir filosofia e arte
em seu lugar:
moral e cívica
escola militar
religião
geografia dos lucros e dividendos
massacre das minorias
horror e ódio
e ódio
e horror
crescente permanente enquanto dure
pois ninguém larga o osso assim tão fácil
depois de um golpe
que precisa parir outro golpe
ou autogolpe
alimentado por todas as fakes e facas
contra as costas de artistas
como Moa
mas na cabeça de quem apóia
tudo se justifica:
o fascismo
a tortura dos presos
o sumário julgamento sem juri
autorização dada à polícia
para matar
e o ódio aos pobres
as blitzes ostensivas
a guerra declarada
dos que aceitam assassinos para combater bandidos
se está tudo invertido mesmo
pobre elegendo milionário,
pelo avesso e ao contrário
então se autoriza a sórdida
barbárie
dos fortes contra os fracos
algo está muito doente
no Brasil
no descoração do Brasil
que mente, se omite, agride, regride
para avançar sem freios
em direção ao fascismo
seguindo a música hipnótica do
ódio,
horror e ódio
pregados em igrejas
em nome de Deus
e de Cristo
só desamor em nome de Cristo
violência e brutalidade em nome de Cristo
armas e tortura
e preconceito em nome de Cristo
de Deus e de Cristo
armar a população
para metralhar os adversários
os diferentes
os miseráveis
os favelados
os do outro lado
os que se manifestam
ou contestam
ou pensam de outra forma
ou se vestem
de outra cor ou tem
outra cor ou
qualquer pretexto
que se crie
para espalhar o ódio, o horror
e o ódio
do machismo ao estupro
da mentira ao linchamento
do homicídio ao genocídio
(“tinha que ter matado pelo menos trinta mil!”)
já sem democracia
palavra vazia
em boca
de quem compactua
(e não são poucos)
pensando ser
possível
alguma forma de
neutralidade
nesse momento
como Pilatos
lavando as mãos
a chamada mídia
tenta fazer média
ao dizer que os dois lados são igualmente
extremistas e perigosos
mas então
onde estavam nos últimos três mandatos
e meio
antes do pesadelo Temer?
estavam numa ditadura comunista
e não sabiam?
na verdade
todos sabem muito bem
que o extremismo
vem de um só
lado, que
quer se eleger para acabar
com eleições
e que o grande perigo é mesmo
esse jogo
de equivalências que,
na verdade
serve ao monstro
pois a omissão é missão impossível
neste agora
impossível
mascarar o sol
da ameaça
hostil e explícita
do nazismo
crescente
com a peneira furada
de um bom senso
mediano hipócrita indiferente
que sempre
vai dizer:
sim, mas a Venezuela…
como se não tivéssemos ouvido exatamente isso
em 64,
quando diziam:
— Sim, mas Cuba…
para justificar a ditadura militar
que tanto elogiam
hoje em dia
e que o atual
presidente
do nosso Supremo Tribunal Federal
decidiu
que agora vai chamar
de “movimento”
em vez de
“golpe militar”
para adoçar um pouco a boca
amarga
do sangue
impregnado
que não vai sumir assim
mudando a nomenclatura
desnomeando a já tão dita
“ditadura”
mas esse des-
-equilíbrio
ético
que diz
preferir uma autocracia
perfeita
a uma
defeituosa
democracia
esse
erro
que nenhum arrependimento será
capaz de reparar
quando for tarde
demais
ainda dá
para evitar
ainda
é tarde
de menos
para
conter
o ódio,
o horror e o ódio
ainda
dd
a
d

 

LANÇAMENTO (PAULO SABINO) NA LIVRARIA BLOOKS (RIO DE JANEIRO) & 14ª EDIÇÃO DA OCUPAÇÃO POÉTICA — PAULO SABINO & CONVIDADOS

14 de setembro de 2018 - Leave a Response

(Lançamento do meu livro de estreia na poesia, Um para dentro todo exterior, na livraria Blooks, Rio de Janeiro — 05/09 — Foto: Luciana Queiroz)

(Com a minha parceira de selo Bem-Te-Li, da editora Autografia, a produtora editorial Cristine Ferreira — Foto: Luciana Queiroz)

(Livraria cheia, noite linda, astral lá em cima — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Rafael Millon)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para um amor da vida, o meu amigo e espécie de mentor intelectual, além de ser o responsável pela orelha do livro, o poeta e filósofo Antonio Cicero — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Outra grande honra: assinando para o duas vezes vencedor do prêmio Jabuti, e um dos responsáveis pelos prefácios do livro, o amigo e mestre Salgado Maranhão — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para um poeta de primeira grandeza, um dos preferidos da Adriana Calcanhotto, o meu amigo & xará Paulo Henriques Britto — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para o casal — um mestre da poesia, muito importante na minha trajetória, Adriano Espínola, e Moema, sua querida esposa — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para um poeta refinadíssimo, pessoa pra lá de amorosa, Tanussi Cardoso — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para um grande poeta e amigo, Luis Turiba — Foto: Luciana Queiroz)

(Com o casal de poetas Luca Andrade e Luis Turiba — Foto: Luciana Queiroz)

(Com o super poeta, máximo respeito, o mano meu, Mano Melo — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Os lindos e queridos amigos e poetas Christovam de Chevalier e Thassio Ferreira — Foto: Luciana Queiroz)

(Só feras! Que honra — da esquerda para direita: Adriano Espínola, Salgado Maranhão, Abel Silva, André Vallias, Antonio Cicero, Tom Farias e Luis Turiba — Foto: Luciana Queiroz)

(Co-marida e marido: Monica Ramalho e Rafael Millon, da Belmira Comunicação, na assessoria de imprensa pra lá de maravilhosa — Foto: Luciana Queiroz)

(Ganhando carinho de mãe, a minha caboclinha linda, Jurema Armond, feliz da vida com a noite de lançamento — Foto: Luciana Queiroz)

(Mamãe amada — foto: Cristine Ferreira)

(Orgulho do pai — Foto: Luciana Queiroz)

(A grande honra de ter o poema que dá título ao livro no blog Acontecimentos, do poeta e filósofo Antonio Cicero)

(Na coluna Parada Obrigatória, do jornal O Globo, o destaque foi para a noite de lançamento de Um para dentro todo exterior)
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Gente querida e poética,
 
É tanta coisa, tanta coisa, que nem sei por onde começar… Muita expectativa para o lançamento no Rio de Janeiro, minha cidade, muita ansiedade para que chegasse o dia… O dia chegou, foi na quarta-feira da semana passada, 5 de setembro, e a noite foi uma lindeza só! Muito feliz por ver tanta gente amiga — amigos do tempo de escola, do tempo de faculdade, amigos que o trabalho com a poesia me deu. Além da felicidade da minha cabocla Jurema Armond, a grande responsável pela minha carreira literária e pelo meu amor ao verbo, ao verso: à palavra. Noite que levarei no coração para sempre!

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(Jorge Ventura)

(Thassio Ferreira)

(Christovam de Chevalier)

(Maíra Freitas)

(Mano Melo)

(Luis Turiba)

(Juliana Linhares)

(Antonio Cicero)

(Paulo Sabino)

 

*** Nesta 14ª edição do projeto Ocupação Poética, leitura dos poemas que integram o livro de estreia do coordenador e organizador do projeto, o poeta e agitador cultural Paulo Sabino ***
 
O poeta e agitador cultural lançou, no último dia 5, na Blooks Livraria, no Rio de Janeiro, o seu livro de estreia na poesia, intitulado Um para dentro todo exterior. O livro conta com textos de apresentação dos acadêmicos (Academia Brasileira de Letras) Antonio Carlos Secchin, Antonio Cicero, Nélida Piñon e do 2 vezes vencedor do prêmio Jabuti Salgado Maranhão.
 
Agora chegou a vez do público conhecer os poemas através das leituras que serão feitas nesta próxima segunda-feira, 17 de setembro, a partir das 20h, no Teatro Cândido Mendes de Ipanema.
 
Participam da leitura os poetas Christovam de Chevalier, Luis Turiba, Mano Melo, Jorge Ventura, Thassio Ferreira, o acadêmico (ABL) Antonio Cicero e as cantoras e compositoras Maíra Freitas e Juliana Linhares (da super banda Pietá)!
 
Venham! Esperamos vocês!
 
Ao final da apresentação, haverá uma noite de autógrafos para quem quiser levar o livro devidamente assinado.
 
Serviço:
 
Ocupação Poética (14ª edição)
Coordenação: Paulo Sabino
Participantes: Christovam de Chevalier, Antonio Cicero, Jorge Ventura, Mano Mello, Luis Turiba, Thassio Ferreira, Juliana Linhares e Maíra Freitas
Teatro Cândido Mendes
Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
Tel: (21) 2523-3663
Data: 17/09 SEGUNDA-FEIRA
Horário: 20h
Entrada: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)*
Classificação: 14 anos
 
* Os nomes nos comentários desta publicação entram automaticamente na lista-amiga, garantindo a meia-entrada (R$ 10,00)

 

PROGRAMA LáDóSiLar — PÍLULAS POÉTICAS (PAULO SABINO)

8 de agosto de 2018 - Leave a Response

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Olhaê!

Abaixo, o 1º vídeo da minha participação no super e incrível programa LáDóSiLar, capitaneado pela pianista, cantora, compositora, minha amiga e mãe da Zambi, Maíra Freitas!

Durante as temporadas, entrarei com umas “pílulas poéticas”, como anuncia a foto acima, que, junto à música, são o melhor remédio contra qualquer mal-estar anímico.

Neste 1º vídeo, um poema da minha autoria, que integra o meu livro de estreia na poesia, Um para dentro todo exterior, que lanço dia 5 de setembro no Rio de Janeiro! O livro já está à venda pela internet. Quem tiver interesse em adquiri-lo, é só acessar: http://www.autografia.com.br/loja/um-para-dentro-todo-exterior-/detalhes.

Terça-feira próxima (14/08) sai mais uma pílula!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do site: Youtube. programa: LáDóSiLar. produção e apresentação: Maíra Freitas. participação: Paulo Sabino.)

 

mais que transmita o cinema
ou o mais bem escrito poema
— mais ainda: qualquer existente tática
ou conta aprendida com a matemática —,
nosso amor se faz na prática
de tudo o que possa vir a ser,
sem carta marcada ou parecer.

é no dia-a-dia, com a aprendizagem,
que traduzo a sua paisagem,
como quando o arado de um campo,
que, mais tarde, revela verdes e encanto.

nosso amor assim se desvela:
não é preciso lampião ou vela;
possui luz própria que surge
desta vontade de amar que, em mim, urge.

(do livro: Um para dentro todo exterior. autor: Paulo Sabino. editora: Autografia. selo: Bem-Te-Li.)