PAULO SABINO: O NOVO CAMALEÃO DA NOITE DO RIO

27 de março de 2018 - Leave a Response

A capa do caderno B, o caderno cultural do Jornal do Brasil (JB — 21/03/18)

A contracapa do caderno B, com a matéria — Jornal do Brasil (JB — 21/03/18)
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“Querido Paulo, não tenho o jornal, mas celebro a bela capa. Fiquei orgulhosa. Cumprimente sua querida mãe em meu nome. Meus Parabéns. Bjo, Nélida Piñon”.

(Nélida Piñon — escritora & membro da Academia Brasileira de Letras)

 

 

Quarta-feira (21/03/18), o poeta Paulo Sabino, “o novo camaleão da noite do Rio” (segundo a matéria), foi a capa & contracapa do caderno cultural do Jornal do Brasil (JB), contando a sua trajetória na poesia & falando sobre o seu projeto Ocupação Poética, no teatro Cândido Mendes de Ipanema, que no dia 16 de abril chega à 12ª edição & recebe, como homenageado, o poeta & agitador cultural Mano Melo, e do selo de poesia Bem-Te-Li, sob sua coordenação.

Obrigadíssimo aos administradores do teatro, Fernanda Oliveira & Adil Tiscatti! Obrigadíssimo a todos os poetas homenageados pelo projeto & aos participantes das noites! Obrigadíssimo a idéia da matéria, querida Deborah Dumar (editora do caderno B)! Obrigadíssimo o carinho & a bela matéria, Mônica Riani! Adorei as suas palavras!

Abaixo, a quem interessar, para leitura, fotos legíveis do texto, relativas às colunas da matéria. Depois da matéria, um poema, de minha autoria: a vida vale a vida se, nela, na vida, tivermos o que nos alimenta de vida. “Validar” a vida, isto é, “legitimar” a vida, com o que “vale dar” à vida & dela receber. Por isso o nome do poema: “Valedar”.

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(autor: Paulo Sabino.)

 

 

VALEDAR

 

a  vida  vale  a  vida  pelo  sorriso  da  criança
a  vida  vale  a  vida  pela  mãe  que  pela  casa  dança
a  vida  vale  a  vida  pelo  sopro  que  o  vento  alcança
a  vida  vale  a  vida  pela  folha  que  balança
a  vida  vale  a  vida  nas  lidas  da  andança
a  vida  vale  a  vida  quando  vamos  com  confiança
a  vida  vale  a  vida  pela  trama  da  aliança
a  vida  vale  a  vida  quando  bem-vinda  a  mudança
a  vida  vale  a  vida  quando  o  bem  pesa  na  balança
a  vida  vale  a  vida  pra  quem  na  vida  se  lança
a  vida  vale  a  vida  quando  a  luz  na  trilha  avança
a  vida  vale  a  vida  pelo  que  possui  de  esperança
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POSSE DE ANTONIO CICERO NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS + A CIDADE E OS LIVROS

20 de março de 2018 - 3 Respostas

O mais novo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), o poeta & filósofo Antonio Cicero

Na posse do mais novo membro da Academia Brasileira de Letras, Antonio Cicero. Na foto, ao fundo, atrás do Cicero, o querido Marcelo Pies, e atrás de mim, o meu amigo & irmão de poesia Christovam de Chevalier

Com o empossado na ABL Antonio Cicero & Rafael Millon, primo do imortal

Com os irmãos lindos & queridos, Cicero & Marina Lima

Com um grande amigo & mestre, o badalado & premiadíssimo poeta Salgado Maranhão

Com um amor da vida, o meu lindo amigo & grande poeta Jorge Salomão

Com Geraldinho Carneiro, pessoa que amo, pura simpatia & diversão

Na companhia dessa dupla imbatível, mestres & amigos, Geraldinho Carneiro & Antonio Carlos Secchin

Este aqui foi o momento sofá, a hora do gesto discreto do Cicero, me chamando pra mais perto, pra sentar ao seu lado, e eu me derramando inteiro por conta das doses de uísque — ao meu lado, a doce amiga & poeta Noélia Ribeiro

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“Que linda essa história”

(Marina Lima — cantora & compositora)

 

“Que bacana, Paulo. Queria muito ter estado com vocês todos mas estou do outro lado do Atlântico, lotada de compromissos. A ABL ganhou um tesouro! Um beijo, Adriana”.

(Adriana Calcanhotto — cantora & compositora)

 

 

Sexta-feira, dia 16/03, foi dia da posse do mais novo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), o poeta & filósofo Antonio Cicero.

Conheci o Cicero no início de 1999, quando tinha os meus 23 aninhos. 19 anos se passaram & nesses 19 anos a nossa amizade só fez crescer & florescer. Pela proximidade que acabou acontecendo, o Cicero foi uma espécie de mentor intelectual. Sempre pedi muita indicação de livros & dicionários a ele, enviava dúvidas minhas a respeito de assuntos ligados à filosofia, e o Cicero, muito generoso, sempre esteve “ali”, me auxiliando nas solicitações. Foi ele quem me fez criar o meu site literário, o “Prosa Em Poema”, site que me abriu as portas para o convívio com os grandes intelectuais & escritores que, hoje, tenho a honra & o prazer de ser amigo. Foi o Cicero o meu grande padrinho nesse sentido, porque antes de tornar o site público, anunciar que a página estava no ar, escrevi a ele, pedindo a sua avaliação, e no dia seguinte estava estampada no seu site, o “Acontecimentos”, uma publicação linda, convidando os seus leitores a conhecerem a minha página, o que garantiu ao site, logo no primeiro dia do “Prosa Em Poema”, mais de 200 visualizações.

A nossa história é muito bonita. Nunca me esqueço de quando nos encontramos num lançamento de livro & ele me disse: “Paulinho, te conheci um garoto, hoje você é um homem”. E é verdade.

Uma alegria pra sempre ter, no seu segundo livro de poesia, “A cidade e os livros”, um poema dedicado a mim, poema que inclusive leva o meu nome. Já rimos muito disso.

Por isso, na sexta, quando vi o Cicero adentrando o salão nobre da ABL, de fardão, para tomar posse, eu me emocionei & chorei disfarçadamente. É o cara de uma importância sem precedentes na minha trajetória intelectual, recebendo uma homenagem mais do que merecida dos seus pares, eleito o ocupante da cadeira de número 27 da instituição. No final da noite, antes de ir embora, o Cicero me fisgou pelo olhar & num gesto discreto me chamou para sentar ao seu lado (a última foto das dispostas acima, foi o Rafael Millon, primo do Cicero, quem nos flagrou de longe). Tocado de uísque, pilequinho, sentei junto a ele & me derramei, bem confessional. A nossa amizade & o nosso amor & a nossa admiração mútua permitem essas coisas.

Foi uma noite linda ao lado de muitos amigos. Uma noite à altura de Antonio Cicero.

(Você me abre seus braços & a gente faz um país.)

Vivas a ele, salve mais uma conquista!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do livro: A cidade e os livros. autor: Antonio Cicero. editora: Record.)

 

 

A CIDADE E OS LIVROS

para D. Vanna Piraccini

 

O Rio parecia inesgotável
àquele adolescente que era eu.
Sozinho entrar no ônibus Castelo,
saltar no fim da linha, andar sem medo
no centro da cidade proibida, 
em meio à multidão que nem notava
que eu não lhe pertencia — e de repente,
anônimo entre anônimos, notar
eufórico que sim, que pertencia
a ela, e ela a mim —, entrar em becos,
travessas, avenidas, galerias,
cinemas, livrarias: Leonardo
da Vinci Larga Rex Central Colombo
Marrecas Íris Meio-Dia Cosmos
Alfândega Cruzeiro Carioca
Marrocos Passos Civilização
Cavé Saara São José Rosário
Passeio Público Ouvidor Padrão
Vitória Lavradio Cinelândia:
lugares que antes eu nem conhecia
abriam-se em esquinas infinitas
de ruas doravante prolongáveis
por todas as cidades que existiam.
Eu só sentira algo semelhante
ao perceber que os livros dos adultos
também me interessavam: que em princípio
haviam sido escritos para mim
os livros todos. Hoje é diferente,
pois todas as cidades encolheram,
são previsíveis, dão claustrofobia
e até dariam tédio, se não fossem
os livros infinitos que contêm.

A UVA SEM CAROÇO

29 de janeiro de 2018 - Leave a Response

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Se alguém me pergunta qual é a minha fruta predileta, imediatamente respondo, sem precisar pensar: uva. Desde muito criança, sempre fui um apaixonado por uvas. Por todas. Verdinha, vermelhinha, grande, pequenininha, doce ou azeda, a uva sempre foi a minha fruta número um. Uva, na geladeira, até hoje, é um dilema: sem um autocontrole pesado, sou capaz de devorar um quilo em meia hora. Como enquanto tiver pra comer.

Eis que, mais pra adulto, me apareceu a uva sem caroço. Adotei-a prontamente, sem muito questionar, aceitando a sua estranheza, e, por isso, ignorando-a ao ponto de nunca pesquisar sobre ela, sobre a estranheza, sobre a grande questão: como pode, de onde, uma fruta sem sua semente, manga sem caroço, maçã sem caroço, melancia sem caroço, mamão sem caroço, abacate sem caroço?… Afinal, o que difere fruta de legume não é justamente a existência da semente, do caroço? O tomate, tadinho, até hoje sofre com essa questão existencial… E, até hoje, uva sem caroço é uma questão porque, até hoje, não pesquisei a respeito. Por isso, tamanho espanto por uma fruta sem semente me rendeu um poema em homenagem a essa delícia que é a uva, e mais, a uva sem caroço. Fruta ou legume? Eis a questão.

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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MEU MUNDO, MINHA MOEDA

23 de janeiro de 2018 - 6 Respostas

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Este poema eu fiz pensando em todas as pessoas que fazem do seu corpo o seu território, a sua bandeira — porque sabemos que o corpo também é político.

Às pessoas que moldam e enfeitam ao seu bel-prazer este veículo que nos leva à vida: o corpo, esta carcaça de carne, sangue, osso e aparências.

Meu corpo, minha regra.

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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PASSAGEM (2017/2018)

10 de janeiro de 2018 - Leave a Response

(Sempre que possível, caminho do mar, meu amante maior. Mais do que alegria, mais do que presente, uma bênção estar bem juntinho dele numa virada de ciclo. 2018 e mais os que virão, e mais os que verão.)
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“Começar o ano com um poema de Ana Martins Marques mais suas fotos e seu belo sorriso é uma ótima abertura! Grande abraço, Armando”.

(Armando Freitas Filho — poeta e pesquisador)

 

 

pense em quantos acontecimentos até chegar a este acontecimento: o de poder sentar em frente ao computador e escrever uma publicação que, ao mesmo tempo, feche o ano que passou e brinde o que acabou de chegar.

apesar dos pesares, apesar da crise política e econômica que nos assola, 2017 foi um ano bastante produtivo, cheio de projetos, conquistas e realizações bonitas. muito a agradecer.

tantos momentos até chegar a este momento: muitos projetos, muitos compromissos, fechei o ano passado de trabalho e na seqüência parti para uma viagem de descanso, muitos risos e contemplação da natureza.

o início do fim de 2017: os projetos que encerraram o ano: no dia 13 de novembro, aconteceu a última edição (do ano), a 11ª, do projeto “ocupação poética”, que homenageou o poeta e designer gráfico andré vallias e contou com a participação da cantora, performer e psicanalista Numa Ciro. uma noite linda, de casa cheia, e presenças ilustres na platéia.

(o homenageado da 11ª edição da ocupação, andré vallias — foto: luciana queiroz)

(o coordenador do projeto, paulo sabino, e a cantora, performer e psicanalista numa ciro — foto: luciana queiroz)

(o homenageado da 11ª edição, andré vallias, entre os participantes paulo sabino e numa ciro — foto: luciana queiroz)

(platéia bonita no teatro cândido mendes de ipanema — foto: luciana queiroz)

(paulo sabino, numa ciro e a professora e pesquisadora da área de literatura heloisa buarque de hollanda — foto: luciana queiroz)

(paulo sabino com a artista plástica vera roesler e o poeta, letrista e filósofo antonio cicero — foto: luciana queiroz)

um mês depois da última edição de 2017 do projeto ocupação poética, no dia 14 de dezembro participei do projeto “geleia tropical – show game”, na sala baden powell, um conceito novo de espetáculo, onde a platéia é peça fundamental da noite, pois é a platéia, através de um jogo, quem escolhe a ordem de entrada dos artistas e o que cada artista apresenta.

(divulgação com a estampa do apresentador do “geleia tropical” — foto: thiago facina)

(todos os participantes do espetáculo “geleia tropical — show game”)

no dia 19 de dezembro teve repeteco do tributo em homenagem ao negro gato de arrepiar do estácio, luiz melodia, “baby te amo”, na casa de jazz blue note.

(o poeta e mestre de cerimônias do tributo ao luiz melodia “baby te amo” — foto: laura limp)

(os artistas ao final da apresentação, segurando um grafite do grande homenageado da noite — foto: laura limp)

no dia seguinte, 20 de dezembro, fechando o ano de atividades de 2017 com chave de ouro, a última edição, a 11ª, do projeto “somos tropicália”, projeto que coordenei e produzi ao lado do jornalista rafael millon ao longo de 2017, ano em que o movimento tropicalista completou os seus 50 anos. nesta última edição, casa lotada, abarrotada, de um jeito que tive que parar um pouquinho a apresentação a fim de reacomodar as pessoas no gabinete de leitura guilherme araújo. foi mágico, uma lindeza só. para o encerramento, o projeto contou com a super cantora (e minha futura professora de canto, começamos as aulas na semana próxima!) marcela mangabeira, com os instrumentistas elisio freitas e ivo senra, e com o poeta e designer gráfico andré vallias. todas as fotos a seguir, de divulgação, são da luciana queiroz.

(andré vallias, marcela mangabeira, elisio freitas, gal costa na pintura e ivo senra)

pense em quantos outros acontecimentos, em quantos outros momentos, em quantos outros projetos para chegarmos a este acontecimento, a este momento, a este projeto: o de estar sentado de frente pro computador, escrevendo uma publicação que, ao mesmo tempo, feche o ano que passou e brinde o que acabou de chegar.

pense em quantos verões até precisamente este verão, este, em que me encontrei à beira de um mar rigorosamente igual — rigorosamente igual porque a única coisa que não muda, no mar, é o fato de ele mudar o tempo inteiro.

pense em quantas tardes e praias vazias foram necessárias para chegarmos ao vazio das praias e tardes em que estive na virada do ano.

pense em quantas línguas até que a língua fosse esta, a portuguesa, pense em quantas palavras até esta palavra, esta aqui, que encerra este texto que é a tentativa de, ao mesmo tempo, fechar o ano que passou e brindar o que acabou de chegar.

pense em quantos acontecimentos e momentos e projetos nos aguardam com o andar dos passos.

2018 promete. muita coisa boa por vir. sigamos juntos.

beijo todos!
paulo sabino.
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(do livro: O livro das semelhanças. autora: Ana Martins Marques. editora: Companhia das Letras.)

 

 

Pense em quantos anos foram necessários para
………………………………………….[chegarmos a este ano
quantas cidades para chegar a esta cidade
e quantas mães, todas mortas, até tua mãe
quantas línguas até que a língua fosse esta 
e quantos verões até precisamente este verão
este em que nos encontramos neste sítio
exato
à beira de um mar rigorasamente igual
a única coisa que não muda porque muda sempre
quantas tardes e praias vazias foram necessárias
………………………………………….[para chegarmos ao vazio
desta praia nesta tarde
quantas palavras até esta palavra, esta

NÉLIDA PIÑON ENTREVISTA PAULO SABINO — PROGRAMA PRÓXIMA PÁGINA

30 de novembro de 2017 - Leave a Response

(Paulo Sabino e Nélida Piñon preparando-se para a gravação)

(No Espaço Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras)

(Passeando com Nélida pela Academia Brasileira de Letras)

(No teatro Raimundo Magalhães Júnior, da Academia Brasileira de Letras)

(Paulo Sabino e Nélida Piñon com a talentosa e querida equipe do programa Próxima Página)
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Meu coração não contenta! Imagine-se recebendo uma ligação em que a pessoa do outro lado da linha te convida pra participar de um programa de entrevistas cuja dinâmica é a seguinte: o entrevistado de um episódio vira o entrevistador do próximo episódio. Pois bem, o convite foi pra que eu fosse o entrevistado. Querem saber quem foi a minha entrevistadora? É só olhar as fotos que seguem… Sim sim sim, fui entrevistado pela grande dama da literatura brasileira Nélida Piñon!

A nova série audiovisual da MultiRio, empresa de mídia educativa e cultural do município do Rio de Janeiro, reúne personagens, como a escritora Nélida Piñon, em torno de um tema comum: a paixão pelos livros. Para o programa, intitulado “Próxima página”, eu tive o grande prazer de ser entrevistado por ela, pela grande dama da literatura, na sua “casa”, a Academia Brasileira de Letras (ABL). Uma alegria e uma honra! Os programas mostram bate-papos entre pessoas apaixonadas pela literatura e que trazem à tona as diversas maneiras de entrar nesse mundo e vivenciar a leitura. O lançamento da nova produção aconteceu agorinha, neste final de novembro.

No programa, falo sobre a minha origem poética, os primeiros passos, sobre a nossa formação cultural e lingüística, sobre Machado de Assis, sobre Paulo Leminski, sobre Luis Turiba, sobre Maria Bethânia, sobre Fernando Pessoa, sobre Castro Alves, sobre o meu projeto “Ocupação Poética” e muitas outras coisas. 12 minutinhos, assistam porque tá muito bacana! Uma alegria que levarei para sempre porque não é todo dia que conto com uma entrevistadora deste quilate!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do site: Youtube. programa: Próxima Página. Nélida Piñon entrevista Paulo Sabino. local: Academia Brasileira de Letras — ABL. direção: Denise Moraes. produção e realização: MultiRio.)

 

ARS POÉTICA   (autor: Paulo Sabino)

 

 

marcar o papel a palavra
fogo
coisa que queime,
que permita combustão

rasgar a folha a metáfora
faca
coisa que corte,
que sangre emoção

lamber a linha a imagem
língua
coisa que arrepie,
que concentre tesão

molhar o branco a figura
água
coisa que inunde,
que contemple imensidão

SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 10° CICLO: CLARA GURJÃO, BRUNO COSENTINO E PAULO SABINO — FOTOS, TEXTO SOBRE O EVENTO E POEMA (PAULO SABINO)

21 de novembro de 2017 - Leave a Response

(Todas as fotos: Luciana Queiroz)

(Os participantes desta edição acompanhados de Gal Costa e Caetano Veloso: Paulo Sabino, Clara Gurjão e Bruno Cosentino)

(Os participantes acompanhados de Guilherme Araújo)

(Copos de leite compondo o ambiente — Foto: Paulo Sabino)
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*** Nesta edição, a cantora e compositora Clara Gurjão une-se ao também cantor e compositor Bruno Cosentino apresentarão músicas do repertório tropicalista misturadas às autorais, com intervenções do poeta Paulo Sabino ***
 
No dia 22 de novembro (quarta-feira), a partir das 20h, acontece a décima (10ª) etapa do ciclo de encontros “Somos Tropicália – 50 anos do movimento”, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em homenagem aos 50 anos da Tropicália: as surpreendentes e eletrificadas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Festival da TV Record em 1967 são consideradas o marco inicial do movimento na música, que se consolidou com a gravação de “Tropicália Ou Panis Et Circenses”, álbum-manifesto lançado no ano seguinte.
 
Para a nova edição, inédita, desta celebração poético-musical, os artistas foram convidados a montar um roteiro no qual interpretarão alguns clássicos da Tropicália, incluindo, também, obras autorais que se inspiram ou conversem com as influências do movimento. Junto às canções, poemas onde percebemos o legado constituído pelo Tropicalismo.
 
Para esta edição de novembro, o projeto traz a cantora e compositora Clara Gurjão, que considera a Tropicália uma das suas grandes fontes de inspiração e aprendizado. “A Tropicália foi provavelmente o movimento artístico que mais me ensinou e me formou enquanto pessoa e enquanto artista. De Zé Celso Martinez a Tom Zé, de Hélio Oiticica a Torquato Neto, em todas as áreas em que a Tropicália se manifestou eu sentia a presença de um fogo vital que me atraia de maneira inexplicável, e continua atraindo”, declara a artista. Clara é uma cantora que por isso é detentora de grande intimidade com a obra dos tropicalistas; em seu trabalho autoral, ela canta “Muito”, do Caetano Veloso, e possui uma versão toda sua de uma canção mais recente do baiano, “Abraçaço”, mas com o espírito tropicalista já no título. “Cresci ouvindo de tudo um pouco em casa: admirava Tom e a bossa-nova, os cantores do rádio e seus sambas-canções e boleros românticos, curtia o pagode e o pop radiofônico dos anos 1990, mas o que me instigava mesmo era a irreverência, a ousadia e a liberdade estética de Caetano, Gil, Gal e seus companheiros”, recorda-se a artista.
 
Junto com ela estará o cantor e compositor Bruno Cosentino, que, assim como a Clara, tem o movimento tropicalista como uma grande escola em termos estético, comportamental e musical. E Bruno, que também gravou Caetano no seu trabalho autoral, a canção “Tem que ser você”, acredita que precisamos continuar o legado e o aprendizado da Tropicália: “Um dos aspectos principais da Tropicália e negligenciado hoje em dia foi sua negatividade mordaz. Precisamos então negá-la para fazê-la recuperar o brilho intenso do seu centro. A nova canção brasileira deve vir a ser 50 anos depois a Retropicália”, dispara o artista.
 
Com eles, fazendo as intervenções poéticas, estará o poeta e jornalista Paulo Sabino, idealizador e produtor do Somos Tropicália com o jornalista Rafael Millon. Além de textos e poemas tropicalistas e que inspiraram o movimento, Sabino lerá alguns dos seus poemas, fazendo uma costura entre as músicas apresentadas e os textos e poemas escolhidos: “queria deixar no projeto, além da minha assinatura como produtor e idealizador, a minha assinatura como poeta e admirador de um movimento que me formou”.
 
 
Serviço:
Gabinete de Leitura Guilherme Araújo
SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento
Novembro (10ª edição): com Clara Gurjão, Bruno Cosentino e Paulo Sabino/ Pocket-show e leitura de poesias
Dia 22/11 (4ª-feira)
A partir das 20h
Rua Redentor, 157 Ipanema
Classificação: livre
R$ 1,00
 
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Aos interessados, um modo qualquer de apreender a vida, de fazer valer a existência, em meio a tantas turbulências e tantos desafios; apesar de todas as pedras no meio do caminho. Um modo qualquer de encarar dores e dissabores a fim de deixá-los para trás, de não pesarem a bagagem de vivências que carregamos mundo afora, alma adentro. Um modo qualquer. Que, por qualquer, pode servir a alguém.
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.
 
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(autor: Paulo Sabino.)
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OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (11ª EDIÇÃO) — ANDRÉ VALLIAS COM NUMA CIRO E PAULO SABINO

7 de novembro de 2017 - Leave a Response

(O homenageado da noite, André Vallias, entre Paulo Sabino e Numa Ciro)

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Dia 13 de novembro (segunda-feira), a partir das 20h, acontece a 11ª edição do projeto OCUPAÇÃO POÉTICA no Teatro Candido Mendes de Ipanema, que tem o prazer de receber como homenageado um dos grandes criadores da poesia em suporte digital: ANDRÉ VALLIAS, paulistano radicado no Rio, que, além de poeta, é designer gráfico, produtor de mídia interativa e tradutor.
 
André Vallias nasceu em 1963, São Paulo, onde se formou em Direito pela Universidade de São Paulo. Começou a criar poemas visuais serigráficos em 1985, sob influência da poesia concreta. Viveu de 1987 a 1994 na Alemanha, onde, instigado pelas ideias do filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser, orientou suas atividades para a mídia digital. Em 1992 organizou, com Friedrich W. Block, a primeira mostra internacional de poesia feita em computador:”p0es1e-digitale dichtkunst” (Annaberg-Buchholz). De volta ao Brasil, tornou-se um dos pioneiros da web brasileira, destacando-se com a criação do site de Gilberto Gil e de diversos outros artistas brasileiros, atuando pela produtora que fundou com a empresária Flora Gil em 1995: a Refazenda. Em 1996 muda-se para o Rio de Janeiro, cidade que veio a inspirar uma de suas obras mais conhecidas: “ORATORIO – Encantação pelo Rio”, poema interativo pelo qual recebe o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, em 2003. Vem realizando, desde 2007, espetáculos multimídia de poesia, solo ou com outros performers: Poema Falado (Itaú Cultural, 2007), Sybabelia (com Lica Cecato: Oi Futuro RJ, 2010; Teatro Itália SP, 2015), BrasilBabel (com Lira: Sesc Rio Preto, 2015), Do Oratorio ao Totem (Sesc BH, 2016), Numa Ciro & André Vallias (Casa Rio, 2017).
 
Em 2013, expôs o poema TOTEM, feito a partir dos nomes de 222 etnias indígenas brasileiras, no Projeto Poesia Visual II do Oi Futuro Ipanema, que veio a ser lançado mais tarde em formato de álbum pela editora Cultura e Barbárie. Em 2015 realizou a instalação interativa PALAVRIO, em parceria com o Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia, sob curadoria de Heloisa Buarque, no Espaço Coppe (UFRJ). Em 2017, participou da série Frutos Estranhos da FLIP com um trabalho inédito sobre Lima Barreto. Na tradução de poesia, André Vallias se notabilizou com a organização da maior antologia já feita em português da obra do poeta e pensador judeu-alemão Heinrich Heine: Heine, hein? – Poeta dos contrários (Perspectiva, 2011). Traduziu também poemas de Paul Verlaine, Jules Laforgue, Osip Mandelstam, Marina Tsvetáeva, W. B. Yeats, entre outros. Algumas de suas obras digitais podem ser vistas no site http://www.andrevallias.com e na revista online que edita desde 2004: http://www.erratica.com.br.
 
Na 11ª edição da Ocupação Poética, André Vallias irá apresentar – com a participação do poeta e jornalista Paulo Sabino, produtor e idealizador da Ocupação Poética, e da cantora, performer e psicanalista Numa Ciro – uma seleção de seus poemas, vídeo-poemas e transcriações verbivocovisuais; em seguida, a obra que criou especialmente para a FLIP 2017 – “Moteto para Lima Barreto” – que também contou com a colaboração de Paulo Sabino e Numa Ciro.
 
“Depois de apresentá-lo ao público da FLIP, em Paraty, fico feliz de poder mostrar de novo o ‘Moteto’ a uma semana do Dia da Consciência Negra, na cidade natal de Lima Barreto, graças à generosa iniciativa de Paulo Sabino”, diz André Vallias.
 
“A Ocupação Poética é um acontecimento da maior importância artística. E o convite para participar desta edição me enche de alegria por me dar a oportunidade de homenagear André Vallias, a quem muito admiro como tradutor e como um dos criadores mais surpreendentes da poesia contemporânea”, declara Numa.
 
Numa Ciro é cantora, compositora, performer e psicanalista. Criou a modalidade de teatro/canto que denominou “monólogo cantante”: performance de canto sem acompanhamento instrumental à qual são incorporados elementos do teatro, das artes visuais, da poesia e da literatura. Como letrista, tem parcerias com Antônio Nóbrega, César Lacerda, Flaviola, João Donato, Hermeto Pascoal, Lanlan, Tânia Christal, Tibor Fittel e Zé Miguel Wisnik. É pesquisadora associada do PACC (Programa Avançado de Cultura Contemporânea/ UFRJ), onde fez pós-doutorado em Cultura Contemporânea e atuou na criação do Programa Universidade das Quebradas com Heloisa Buarque de Hollanda. É membro do Corpo Freudiano Escola de Psicanálise.
 
SERVIÇO:
Ocupação Poética (11ª edição)
Coordenação: Paulo Sabino
Participantes: André Vallias, Numa Ciro e Paulo Sabino
Teatro Cândido Mendes
Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
Tel: (21) 2523-3663
Data: 13/11 SEGUNDA-FEIRA
Horário: 20h
Entrada: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)***
Classificação livre
 
***Nomes confirmados/interessados no evento ou nos comentários desta publicação, entram automaticamente na lista-amiga e pagam meia-entrada (R$ 10,00)
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De brinde, aos interessados, uma transcriação do Vallias de muita valia. Sobre o porquê, sobre a razão, sobre o motivo, da criação do universo — tanto em termos físicos quanto em termos literários —, que acaba por ser o porquê, a razão, o motivo, da criação de toda e qualquer coisa: o senso criativo, a inclinação de criar algo — seja um universo, seja um filho —. É senso que sobe à cabeça, à memória, à intuição, à sensibilidade, ao raciocínio, ao conhecimento acumulado de uma vida, que queima feito urticária, moléstia que coça, que causa comichão, que incomoda, e que só cura quando dão-se asas ao senso criativo, à inclinação de criar algo — seja um universo, seja um filho —. Trocando em miúdos: a vontade de criar só aplaca quando o ato criativo acontece.
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Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do livro: Heine hein?  autor: Heinrich Heine. tradução: André Vallias. editora: Perspectiva.)
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LIVRO DE ESTRÉIA (PAULO SABINO): UM PARA DENTRO TODO EXTERIOR

31 de outubro de 2017 - 4 Respostas

(Paulo Sabino e Armando Freitas Filho)
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Desde que nos tornamos próximos, Armando Freitas Filho (comigo na foto há tempos atrás) é o poeta a quem eu submeto os meus versos à crítica/ avaliação/ opinião. Porque o Armando, além de ser um dos maiores poetas brasileiros da atualidade, é extremamente atencioso nas suas críticas/ avaliações/ opiniões. Aprendo muito com ele. Estou muito animado por decidir – finalmente! – lançar o meu livro de poesia de estréia, o livro primeiro do Paulo Sabino vendo-se, e vendendo-se, um profissional dos versos. O livro vai chamar-se “Um para dentro todo exterior”, título de um poema que o compõe. Além de escrever ao Armando contando o que escrevo aqui, mandei-lhe o mais novo poema, “Montanha russa”, nascido de uma prosa poética minha que, desde sempre, pensava em transpor para os versos. Sobre os dois poemas (“Um para dentro todo exterior” e “Montanha russa”), Armando escreveu: 

 

“Nada como um escritor criar um estilo que, com o passar do tempo, vai dando chances de ramificações sem perder a sua origem, como é o caso. Você já engatilhou o seu modo de ser e de escrever. Já plantou firmemente seus dois poemas verticais, altos como você.”

 

 

Alegria imensa!

2018: o meu livro de poemas! A decisão foi tomada porque até então não encontrava título que me satisfizesse, de que gostasse. Há pouco tempo me ocorreu o nome, muito propício. Isso me trouxe um ânimo que não havia. Com um nome, me parece mais fácil formatar a obra. E está mais do que na hora de lançar ao mundo o meu rebento poético!

A vocês, o poema que dará nome ao livro de estréia do Paulo Sabino acompanhado de um textinho a respeito do poema, que acaba por elucidar a importância da escolha do título .

Beijo todos!

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o mundo possui os seus mistérios embora destes não faça segredos: se se for capacitado a desvendá-lo, a desvendar o mundo, bem; se não, bem também. a questão do desconhecimento do mundo não está no mundo, mas na carência nossa de instrumentação necessária ao conhecimento do mundo, à apreensão das coisas mundanas: todas as coisas ao alcance dos dedos.

o mundo é um: o mundo, e nada mais. o mundo é um: único, ímpar, singular, ele & nada mais.

nada é o que há para além do que há, nada é o que há para além do que se compõe mundo, para além do que se impõe existência.

o mundo é um todo exterior: se o homem não possui olhar capacitado a enxergar, sem a ajuda de aparelhos, os átomos dançando ao vento, isso não é problema do mundo. não é o mundo que esconde os átomos que bailam ao vento: é o homem que não possui a capacidade de enxergá-los a olho nu.

por essa & por outras incapacidades o homem apreende o seu entorno de maneira errante, de modo movediço.

o mundo, assim, à nossa experiência, torna-se um “para dentro” (necessita-se de um aprofundamento no conhecimento de qualquer objeto que se queira bem conhecer) “todo exterior” (o mundo está à mostra, às vistas de quem possa ver o que está às vistas).

o mundo (à nossa experiência): o oculto às claras, fundura em superfície, o mistério sem segredos:

nada é o que há para além do que há, nada é o que há para além do que se compõe mundo, para além do que se impõe existência.

(nada a esconder mesmo que muito por saber…)

o mundo é mistério não porque seja misterioso mas porque não possuímos a capacitação necessária para enxergá-lo na sua totalidade & em suas especificidades.

somos muito muito muito pouco ante a sua grandeza.

(pensem a respeito.)

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(autor: Paulo Sabino.)

 

 

UM PARA DENTRO TODO EXTERIOR

 

nada  a  esconder
mesmo  que
muito  por
saber

o  mundo
é  um
para  dentro
todo  exterior

nada
é  o  que  há
para  além
do  que  há:

o  oculto
às  claras

fundura
em  superfície

o  mistério
sem  segredos:

todas  as  coisas
ao  alcance  dos  dedos

SOMOS TROPICÁLIA — 50 ANOS DO MOVIMENTO — 9° CICLO: PATRICIA MELLODI, CHRISTOVAM DE CHEVALIER E ALEXANDRE RABELLO — FOTOS, TEXTO SOBRE O EVENTO E POEMA (CHRISTOVAM DE CHEVALIER)

17 de outubro de 2017 - Leave a Response

(Todas as fotos: Luciana Queiroz)

(Alexandre Rabello, Patricia Mellodi e Christovam de Chevalier)


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*** Nesta edição a cantora e compositora Patricia Mellodi e o multi-instrumentista Alexandre Rabello apresentarão músicas do repertório tropicalista com ênfase nas canções de Torquato Neto, com intervenções do poeta Christovam Chevalier ***
 
Nos dias 25 e 26 de outubro (quarta e quinta-feira), a partir das 20h, acontece a nona (9ª) etapa do ciclo de encontros “Somos Tropicália – 50 anos do movimento”, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, em homenagem aos 50 anos da Tropicália: as surpreendentes e eletrificadas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil no Festival da TV Record em 1967 são consideradas o marco inicial do movimento na música, que se consolidou com a gravação de “Tropicália Ou Panis Et Circenses”, álbum-manifesto lançado no ano seguinte.
 
Para a nova edição, inédita, desta celebração poético-musical, os artistas foram convidados a montar um roteiro no qual interpretarão alguns clássicos da Tropicália, incluindo, também, obras autorais que se inspiram ou conversem com as influências do movimento. Junto às canções, poemas onde percebemos o legado constituído pelo Tropicalismo.
 
Para esta edição de outubro, o projeto traz a cantora e compositora Patricia Mellodi, que vai explorar o repertório deixado pelo seu conterrâneo Torquato Neto, um dos principais autores e compositores da Tropicália, morto prematuramente. “Somos todos filhos da Tropicália, e participar de um evento que homenageia essa geração, esse movimento, não só nos enriquece como renova o novo compromisso em ousar, em inovar, em fazer da nossa obra algo mobilizador e novo. Minha intenção é representar o meu conterrâneo Torquato Neto dentro desse projeto tão bacana, porque sou uma artista piauiense tropicalista por formação e inspiração”, declara a artista, que em 2014 apresentou o show “Anjo Torto – Patricia Mellodi canta Torquato Neto”, com apresentações no Rio e no Piauí, e que agora volta a entrar em turnê.
 
Junto com ela estará o poeta e jornalista Christovam de Chevalier, que ao longo da apresentação fará intervenções poéticas com textos autorais e tropicalistas. Ambos serão acompanhados pelo multi-instrumentista Alexandre Rabello: “É bom reacender o tropicalista que vive em cada um de nós. Contra a caretice, fazendo arte, provocando, questionando sempre os caminhos estéticos e conceituais do fazer artístico. Viva o Brasil, viva a loucura tropical!”, diz o músico.
 
 
Serviço:
Gabinete de Leitura Guilherme Araújo
SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento
Outubro (9ª edição): com Patricia Mellodi, Christovam de Chevalier e Alexandre Rabello / Pocket-show e leitura de poesias
Dias 25 e 26/10 (4ª e 5ª-feira)
A partir das 20h
Rua Redentor, 157 Ipanema
Tel infos. 21-2523-1553
Entrada: R$ 1,00
Lotação: 60 lugares
Classificação: livre
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Aos interessados, abaixo, um poema do Christovam, acerca dos dias e de tudo que passa e morre com o passar dos dias: a barba, as unhas, a gengiva, a pele, os olhos, o coração, o homem que morre a cada dia em mim.
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.
(do livro: No escuro da noite em claro. autor: Christovam de Chevalier. editora: 7Letras.)