OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (15ª EDIÇÃO) — EUCANAÃ FERRAZ & CONVIDADOS

7 de novembro de 2018 - Leave a Response

(O homenageado desta edição do projeto: o poeta Eucanaã Ferraz)

(Convite)

(Paulo Sabino e Antonio Cicero)

(Eduardo Coelho)

(Bruno Cosentino)

(Capa do livro Hamlet e a lagartixa: uma leitura da poesia de Eucanaã Ferraz, da professora Marlene de Castro Correia)
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Gente poética,
 
Encerrando este 2018, a 15ª edição do projeto Ocupação Poética presta a sua homenagem ao super poeta EUCANAÃ FERRAZ! O Eucanaã, além de ser dono de uma obra linda, é responsável pela antologia de poemas “Veneno antimonotonia – os melhores poemas e canções contra o tédio”, pela reunião de letras das canções do Caetano Veloso, “Letra só”, e da Adriana Calcanhotto, “Pra que é que serve uma canção como essa?”, e pela edição em 2 volumes de toda a obra (música, poesia, prosa e teatro) do Vinicius de Moraes.
 
A noite conta com as participações do poeta, filósofo e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) Antonio Cicero, do cantor e compositor Bruno Cosentino e dos professores Eduardo Coelho e Marlene de Castro Correia. Além da leitura de poemas e apresentação de canções (parcerias do Bruno Cosentino e Eucanaã), haverá o lançamento do livro “Hamlet e a lagartixa: uma leitura da poesia de Eucanaã Ferraz” (editora 7Letras), um ensaio de Marlene de Castro Correia sobre a obra do homenageado.
 
Esperamos vocês!
 
Serviço:
Ocupação Poética – Eucanaã Ferraz e convidados
Com Antonio Cicero, Bruno Cosentino, Eduardo Coelho, Marlene de Castro Correia e Paulo Sabino
12/11 (segunda-feira)
20h
Teatro Cândido Mendes
Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
Tel: (21) 2523-3663
Entrada: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)*
Classificação: 14 anos
 
*Nomes no comentário desta postagem entram na lista-amiga e garantem a meia-entrada (R$ 10,00)
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(do livro: Escuta. autor: Eucanaã Ferraz. editora: Companhia das Letras.)

 

 

SIMPLES

 

Se você não sai da minha cabeça,
minha cabeça é seu apartamento.
Já você, sendo você, é um chapéu
que uso dentro, como se usa um caroço.
Porque minha cabeça todo o tempo
está em você, suas pernas não saem
da minha cabeça e sinto seus braços
se formarem nos mesmos escaninhos.
Não tenho cabeça para outro assunto,
guarda-chuva chapéu pernas ou versos
que não sejam você. Devia pensar
noutras coisas — alfinetes perdidos,
convicções perdidas praias desertas
ou novas medidas de segurança
para a cena do atirador de facas.
Perdi a cabeça e já não há remédio.
Mas quem havia de a querer no lugar
se seus dedos brotam em meus cabelos?
Você me subiu à cabeça — forças
belezas alegrias me pertencem.
Havia muito sangue na calçada
dizem. Ai, sou um equilibrista em queda
livre. Desempregado. E se giro
por aí com a cabeça no ar
carregando você, minha cabeça
é um balão bailando então. Sim, daqui
a Cordilheira dos Andes é nítida.
Escute, escreverei uma coisa
tão simples assim: você é meu sol.
Porque você me deixa com a cabeça
quente. E sem juízo, imaginando.
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ISTO NÃO É UM POEMA — ARNALDO ANTUNES

24 de outubro de 2018 - Leave a Response

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(do site: Youtube. autor: Arnaldo Antunes.)

ISTO NÃO É UM POEMA

 

isto não é um poema
desabafo
que não pude não
fazer e não pude fazer
de outra forma
que não fosse
assim
fatiando as frases
no espaço
aqui
hoje
eu vi
aterrorizado
um artista assassinado
Moa do Catendê,
mestre de capoeira,
autor do Badauê —
por conta de uma divergência política num bar
da Bahia
depois corri o dedo
sobre a tela e
vi e ouvi
arrepiado
Luiz Melodia
(também negro e compositor,
também com o cabelo rastafari,
como a vítima do post anterior)
cantando
“no coração do Brasil”
e repetindo muitas vezes
esse refrão
“no coração
do Brasil”
“no coração do Brasil”
que tento sentir
pulsar ainda
entre a luz de Luiz
e a treva
desse buraco vazio
que não pulsa mais no peito
de Moa do Catendê
e “não existe amor em SP”
ou “no coração do Brasil”
fraturado
nesses dias
brutos
de coturnos
chucros
a chutar a cara
de quem
ama
arte
cultura educacão
liberdade de expressão
diversidade
cidadania
solidariedade
democracia
mas não se dá
a mínima
o que importa é se subiu
a bolsa
caiu
o dólar
se todos vão prosseguir
seguindo
docilmente para o abismo
nessa insanidade coletiva
em que o Brasil nega
qualquer Brasil
possível
cega
qualquer futuro possível
e o ódio
o horror e o
ódio
e nada que se diga faz sentido
mais
para quê
expor na cara desses caras
a palavra explícita
(gravada em vídeo e repetida, repetida, repetida)
do seu “mito”
dizendo
“eu apoio a tortura”
“eu defendo a ditadura”
“eu vou fechar o congresso”
“não servem nem para procriar”
“não te estrupro porque você não merece”
“a gente vai varrer esses vagabundos daqui”
“o erro foi torturar e não matar”
“viadinho tem que apanhar”
etc etc etc etc etc
e tudo mais
que repete incansavelmente
há anos
ante câmeras e microfones
para quê mostrar de novo
e de novo
o mesmo nojo
se é justamente
por isso
que o idolatram?
e sempre haverá
os que vêm disfarçar
dizendo:
“estamos entre dois extremos”
“sim, mas veja a Venezuela”
“é para acabar com a corrupção”
“nós queremos segurança”
ou
“não é bem assim…”
enquanto constatamos cada vez mais
que sim,
é assim
mesmo, é assim
que é
mas
como li por aí:
“como explicar a lei Rouanet para quem
ainda não assimilou a lei Áurea?”
ou: como explicar a lei da gravidade
para quem ainda crê
que a terra é plana?
e querem defender sua ignorância com dentes
e garras
querem
matar atirar vingar
a quem?
em nome de quem?
(pátria, família, propriedade, segurança?)
se nessa seara não há direitos
nem respeito
ensino ou dignidade
só horror e
ódio, ódio
e horror
as palavras perdem a clareza
os valores perdem o valor
a vida perde o valor
Marielle
remorta remorrida rematada
por sua placa
rompida rasgada desonrada
pelas mãos truculentas de
brutamontes prepotentes
com suas camisetas estampadas
com a face do coiso
que redemonstra sua monstruosidade
quando vende
em seus próprios comícios
camisetas de outro
ultra-monstro
ustra
aquele que além de torturar
levava crianças para verem
suas mães torturadas
e esses mesmos
abomináveis
que, diante de uma claque vergonhosa,
se orgulham
de terem
rasgado as placas
com o o nome Marielle Franco
estão sim
agora
eleitos
satisfeitos
mas não saciados
de todo o sangue
de inocentes
que há de correr
só por serem
diferentes
excitando em outros
o desejo de exercer
seu obscuro
poder
de milícia polícia esquadrão da morte
e o anúncio da Rocinha metralhada
como solução
a barbaridade finalmente
institucionalizada
como diversão
o Brasil finalmente
sem coração
fora da ONU
e dos acordos internacionais pelo
meio-ambiente
sem controle
de sensatez ou mentalidade
sem limite humanitário
“não vai ter ong!”
“não vai ter ativismo!”
“não vai ter mimimi!”
bradam
cheios de si e de ódio
criminosos contra o crime
opressores pela família
amorais pela moral
apesar de todos
os alertas
da imprensa internacional
de esquerda, de centro, de direita
só não vê quem não quer
a tragédia anunciada
divulgada
não como boato
mas escancarada
-mente
enquanto
empoderados pelo discurso
de ódio
de horror e ódio
seus eleitores
já saem pelas ruas
dando tiros
e gritos
enxurradas de fakes
suásticas nazistas gravadas com canivete
na pele da menina
que usava “ele não” estampado na blusa
e a promessa de violência desmedida
se concretizando
antes mesmo de começar o segundo turno
e nem um centímetro de terra para os índios
e nem um pingo de direitos civis ou humanos
e a volta da censura e o ódio,
o ódio, o horror
e o ódio
pra encerrar de vez
o sonho de uma nação
que tem a chance
de dar ao mundo
sua contribuição
original
agora fadada a repetir o que de pior já houve
na história
sem história agora
sem Museu Nacional
nem cultura nem educação
abolir filosofia e arte
em seu lugar:
moral e cívica
escola militar
religião
geografia dos lucros e dividendos
massacre das minorias
horror e ódio
e ódio
e horror
crescente permanente enquanto dure
pois ninguém larga o osso assim tão fácil
depois de um golpe
que precisa parir outro golpe
ou autogolpe
alimentado por todas as fakes e facas
contra as costas de artistas
como Moa
mas na cabeça de quem apóia
tudo se justifica:
o fascismo
a tortura dos presos
o sumário julgamento sem juri
autorização dada à polícia
para matar
e o ódio aos pobres
as blitzes ostensivas
a guerra declarada
dos que aceitam assassinos para combater bandidos
se está tudo invertido mesmo
pobre elegendo milionário,
pelo avesso e ao contrário
então se autoriza a sórdida
barbárie
dos fortes contra os fracos
algo está muito doente
no Brasil
no descoração do Brasil
que mente, se omite, agride, regride
para avançar sem freios
em direção ao fascismo
seguindo a música hipnótica do
ódio,
horror e ódio
pregados em igrejas
em nome de Deus
e de Cristo
só desamor em nome de Cristo
violência e brutalidade em nome de Cristo
armas e tortura
e preconceito em nome de Cristo
de Deus e de Cristo
armar a população
para metralhar os adversários
os diferentes
os miseráveis
os favelados
os do outro lado
os que se manifestam
ou contestam
ou pensam de outra forma
ou se vestem
de outra cor ou tem
outra cor ou
qualquer pretexto
que se crie
para espalhar o ódio, o horror
e o ódio
do machismo ao estupro
da mentira ao linchamento
do homicídio ao genocídio
(“tinha que ter matado pelo menos trinta mil!”)
já sem democracia
palavra vazia
em boca
de quem compactua
(e não são poucos)
pensando ser
possível
alguma forma de
neutralidade
nesse momento
como Pilatos
lavando as mãos
a chamada mídia
tenta fazer média
ao dizer que os dois lados são igualmente
extremistas e perigosos
mas então
onde estavam nos últimos três mandatos
e meio
antes do pesadelo Temer?
estavam numa ditadura comunista
e não sabiam?
na verdade
todos sabem muito bem
que o extremismo
vem de um só
lado, que
quer se eleger para acabar
com eleições
e que o grande perigo é mesmo
esse jogo
de equivalências que,
na verdade
serve ao monstro
pois a omissão é missão impossível
neste agora
impossível
mascarar o sol
da ameaça
hostil e explícita
do nazismo
crescente
com a peneira furada
de um bom senso
mediano hipócrita indiferente
que sempre
vai dizer:
sim, mas a Venezuela…
como se não tivéssemos ouvido exatamente isso
em 64,
quando diziam:
— Sim, mas Cuba…
para justificar a ditadura militar
que tanto elogiam
hoje em dia
e que o atual
presidente
do nosso Supremo Tribunal Federal
decidiu
que agora vai chamar
de “movimento”
em vez de
“golpe militar”
para adoçar um pouco a boca
amarga
do sangue
impregnado
que não vai sumir assim
mudando a nomenclatura
desnomeando a já tão dita
“ditadura”
mas esse des-
-equilíbrio
ético
que diz
preferir uma autocracia
perfeita
a uma
defeituosa
democracia
esse
erro
que nenhum arrependimento será
capaz de reparar
quando for tarde
demais
ainda dá
para evitar
ainda
é tarde
de menos
para
conter
o ódio,
o horror e o ódio
ainda
dd
a
d

 

LANÇAMENTO (PAULO SABINO) NA LIVRARIA BLOOKS (RIO DE JANEIRO) & 14ª EDIÇÃO DA OCUPAÇÃO POÉTICA — PAULO SABINO & CONVIDADOS

14 de setembro de 2018 - Leave a Response

(Lançamento do meu livro de estreia na poesia, Um para dentro todo exterior, na livraria Blooks, Rio de Janeiro — 05/09 — Foto: Luciana Queiroz)

(Com a minha parceira de selo Bem-Te-Li, da editora Autografia, a produtora editorial Cristine Ferreira — Foto: Luciana Queiroz)

(Livraria cheia, noite linda, astral lá em cima — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Rafael Millon)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para um amor da vida, o meu amigo e espécie de mentor intelectual, além de ser o responsável pela orelha do livro, o poeta e filósofo Antonio Cicero — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Outra grande honra: assinando para o duas vezes vencedor do prêmio Jabuti, e um dos responsáveis pelos prefácios do livro, o amigo e mestre Salgado Maranhão — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para um poeta de primeira grandeza, um dos preferidos da Adriana Calcanhotto, o meu amigo & xará Paulo Henriques Britto — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para o casal — um mestre da poesia, muito importante na minha trajetória, Adriano Espínola, e Moema, sua querida esposa — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para um poeta refinadíssimo, pessoa pra lá de amorosa, Tanussi Cardoso — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Assinando para um grande poeta e amigo, Luis Turiba — Foto: Luciana Queiroz)

(Com o casal de poetas Luca Andrade e Luis Turiba — Foto: Luciana Queiroz)

(Com o super poeta, máximo respeito, o mano meu, Mano Melo — Foto: Luciana Queiroz)

(Foto: Luciana Queiroz)

(Os lindos e queridos amigos e poetas Christovam de Chevalier e Thassio Ferreira — Foto: Luciana Queiroz)

(Só feras! Que honra — da esquerda para direita: Adriano Espínola, Salgado Maranhão, Abel Silva, André Vallias, Antonio Cicero, Tom Farias e Luis Turiba — Foto: Luciana Queiroz)

(Co-marida e marido: Monica Ramalho e Rafael Millon, da Belmira Comunicação, na assessoria de imprensa pra lá de maravilhosa — Foto: Luciana Queiroz)

(Ganhando carinho de mãe, a minha caboclinha linda, Jurema Armond, feliz da vida com a noite de lançamento — Foto: Luciana Queiroz)

(Mamãe amada — foto: Cristine Ferreira)

(Orgulho do pai — Foto: Luciana Queiroz)

(A grande honra de ter o poema que dá título ao livro no blog Acontecimentos, do poeta e filósofo Antonio Cicero)

(Na coluna Parada Obrigatória, do jornal O Globo, o destaque foi para a noite de lançamento de Um para dentro todo exterior)
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Gente querida e poética,
 
É tanta coisa, tanta coisa, que nem sei por onde começar… Muita expectativa para o lançamento no Rio de Janeiro, minha cidade, muita ansiedade para que chegasse o dia… O dia chegou, foi na quarta-feira da semana passada, 5 de setembro, e a noite foi uma lindeza só! Muito feliz por ver tanta gente amiga — amigos do tempo de escola, do tempo de faculdade, amigos que o trabalho com a poesia me deu. Além da felicidade da minha cabocla Jurema Armond, a grande responsável pela minha carreira literária e pelo meu amor ao verbo, ao verso: à palavra. Noite que levarei no coração para sempre!

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(Jorge Ventura)

(Thassio Ferreira)

(Christovam de Chevalier)

(Maíra Freitas)

(Mano Melo)

(Luis Turiba)

(Juliana Linhares)

(Antonio Cicero)

(Paulo Sabino)

 

*** Nesta 14ª edição do projeto Ocupação Poética, leitura dos poemas que integram o livro de estreia do coordenador e organizador do projeto, o poeta e agitador cultural Paulo Sabino ***
 
O poeta e agitador cultural lançou, no último dia 5, na Blooks Livraria, no Rio de Janeiro, o seu livro de estreia na poesia, intitulado Um para dentro todo exterior. O livro conta com textos de apresentação dos acadêmicos (Academia Brasileira de Letras) Antonio Carlos Secchin, Antonio Cicero, Nélida Piñon e do 2 vezes vencedor do prêmio Jabuti Salgado Maranhão.
 
Agora chegou a vez do público conhecer os poemas através das leituras que serão feitas nesta próxima segunda-feira, 17 de setembro, a partir das 20h, no Teatro Cândido Mendes de Ipanema.
 
Participam da leitura os poetas Christovam de Chevalier, Luis Turiba, Mano Melo, Jorge Ventura, Thassio Ferreira, o acadêmico (ABL) Antonio Cicero e as cantoras e compositoras Maíra Freitas e Juliana Linhares (da super banda Pietá)!
 
Venham! Esperamos vocês!
 
Ao final da apresentação, haverá uma noite de autógrafos para quem quiser levar o livro devidamente assinado.
 
Serviço:
 
Ocupação Poética (14ª edição)
Coordenação: Paulo Sabino
Participantes: Christovam de Chevalier, Antonio Cicero, Jorge Ventura, Mano Mello, Luis Turiba, Thassio Ferreira, Juliana Linhares e Maíra Freitas
Teatro Cândido Mendes
Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
Tel: (21) 2523-3663
Data: 17/09 SEGUNDA-FEIRA
Horário: 20h
Entrada: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)*
Classificação: 14 anos
 
* Os nomes nos comentários desta publicação entram automaticamente na lista-amiga, garantindo a meia-entrada (R$ 10,00)

 

PROGRAMA LáDóSiLar — PÍLULAS POÉTICAS (PAULO SABINO)

8 de agosto de 2018 - Leave a Response

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Olhaê!

Abaixo, o 1º vídeo da minha participação no super e incrível programa LáDóSiLar, capitaneado pela pianista, cantora, compositora, minha amiga e mãe da Zambi, Maíra Freitas!

Durante as temporadas, entrarei com umas “pílulas poéticas”, como anuncia a foto acima, que, junto à música, são o melhor remédio contra qualquer mal-estar anímico.

Neste 1º vídeo, um poema da minha autoria, que integra o meu livro de estreia na poesia, Um para dentro todo exterior, que lanço dia 5 de setembro no Rio de Janeiro! O livro já está à venda pela internet. Quem tiver interesse em adquiri-lo, é só acessar: http://www.autografia.com.br/loja/um-para-dentro-todo-exterior-/detalhes.

Terça-feira próxima (14/08) sai mais uma pílula!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do site: Youtube. programa: LáDóSiLar. produção e apresentação: Maíra Freitas. participação: Paulo Sabino.)

 

mais que transmita o cinema
ou o mais bem escrito poema
— mais ainda: qualquer existente tática
ou conta aprendida com a matemática —,
nosso amor se faz na prática
de tudo o que possa vir a ser,
sem carta marcada ou parecer.

é no dia-a-dia, com a aprendizagem,
que traduzo a sua paisagem,
como quando o arado de um campo,
que, mais tarde, revela verdes e encanto.

nosso amor assim se desvela:
não é preciso lampião ou vela;
possui luz própria que surge
desta vontade de amar que, em mim, urge.

(do livro: Um para dentro todo exterior. autor: Paulo Sabino. editora: Autografia. selo: Bem-Te-Li.)

LANÇAMENTO “UM PARA DENTRO TODO EXTERIOR” (PAULO SABINO) — FLIP 2018

1 de agosto de 2018 - Leave a Response

(Paulo Sabino e seu filho literário pelas ruas de Paraty)

(Lançamento do selo Bem-Te-Li — editora Autografia)

(Com o meu querido amigo Marcelo Pinho, parceiro de trabalho, com o banner lindo para o selo Bem-Te-Li — editora Autografia)

(Entre folhas, o lindo quintal onde aconteceu o lançamento dos livros do selo Bem-Te-Li — editora Autografia)

(Varal da Hilda — 17 poemas da homenageada desta edição, Hilda Hilst, para leitura nos saraus que acompanharam o lançamento dos livros do selo Bem-Te-Li — editora Autografia)

(Varal da Hilda à noite)

(Sarau — microfone aberto, muita gente — boa — participando)

(Lançamento do meu livro de estreia, “Um para dentro todo exterior”, selo Bem-Te-Li — editora Autografia)

(No fundo, a minha parceira de Bem-Te-Li, a produtora editorial Cristine Ferreira)

(Nas pontas, os poetas do selo Bem-Te-Li — editora Autografia: Eber Inácio — Sangue nos olhos — e Paulo Sabino — Um para dentro todo exterior)

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Foi bonito, foi astral, foi divertido, foi leve, foi um grande barato botar o filho no mundo! Tá por aí, circulando, ganhando as ruas, fazendo o seu rolê.

Ainda reverberando as 3 lindas noites de lançamento do selo Bem-Te-Li, da editora Autografia, e do meu livro Um para dentro todo exterior. 3 noites de saraus intensos e leves e divertidos, céu estrelado, lua cheia e eclipse lunar. Valeu tudo!

Depois de Paraty, já tem data pro lançamento na cidade do Rio de Janeiro — anotem: 5 de setembro (a 1ª quarta-feira do mês). Mais pra frente chego com todas as informações!

O livro continua à venda neste link: http://www.autografia.com.br/loja/um-para-dentro-todo-exterior-/detalhes.

De brinde, um poema do livro.

Beijo todos!
Paulo Sabino.

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(do livro: Um para dentro todo exterior. autor: Paulo Sabino. editora: Autografia. selo: Bem-Te-Li.)

 

 

NA TRILHA DO MEU MOMENTO

 

que este dia lindo
seja um dia bem vindo
(cheio de
acontecimentos
vazios de
aborrecimentos)
na trilha do meu momento

 

PRÉ-VENDA: UM PARA DENTRO TODO EXTERIOR (PAULO SABINO) — CONVITE DE LANÇAMENTO (FLIP)

18 de julho de 2018 - Leave a Response

(Da coluna Parada Obrigatória, do jornal O Globo)

(Convite para a Festa Literária Internacional de Paraty — Flip)

(Capa: Chico Lobo)
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Gente querida,

meu livro, Um para dentro todo exterior, está em pré-venda! E com desconto! A quem interessar, segue o link para compra:

http://www.autografia.com.br/loja/um-para-dentro-todo-exterior-/detalhes

No site de compra, na parte “descrição do livro”, está o texto da contracapa, escrito pelo grande Antonio Carlos Secchin, da Academia Brasileira de Letras (ABL). Abaixo, o texto pra vocês:

 

A poesia de Paulo Sabino aponta para várias direções – e acerta os alvos. O rigor do pensamento aliado à fatura minimalista se destaca no poema que dá título à obra. Perpassa o livro a indagação do misterioso “não mistério” da vida, que se oferta, múltipla, por todos os lados e em todos os sentidos. À vontade tanto nos versos curtos, elípticos, quanto nos de elocução mais distensa, Paulo Sabino também se aventura no poema em prosa. No poeta, é patente a volúpia da palavra, expressa nos jogos aliterativos, nas rimas internas e externas, nos paralelismos sintáticos. Em sua obra de estreia Paulo Sabino oferta um banquete verbal para muitos talheres. Deguste-o sem moderação, caro leitor.

(Antonio Carlos Secchin)

 

Aqui, a vocês, a orelha do livro, escrita pelo também acadêmico, o poeta e filósofo Antonio Cicero:

 

Numa época como esta, em que se supõe que qualquer coisa pode valer como poesia – época em que se tornou comum a poesia fake – é um grande prazer encontrar-se um livro de verdadeira poesia, como este Um para dentro todo exterior, de Paulo Sabino. Nos seus poemas claros e incisivos, não apenas o “para dentro” é exterior, mas o “para fora” é interior, de modo que se abole a rigidez artificial das fronteiras entre o subjetivo e o objetivo, o espiritual e o material, o racional e o emocional, o intelectual e o sensível, o imanente e o transcendente. O fato é que, de repente, através da leitura de um poema como, por exemplo, “Sílaba de si”, ficamos encantados ao captar, por um novo ângulo, algo que já fazia parte de nossa experiência cotidiana. Eis a poesia autêntica.

(Antonio Cicero)

TRIBUTO AOS CAMALEÕES — PEDRO BIAL, CLAUFE RODRIGUES & LUIZ PETRY — SESC COPACABANA

13 de julho de 2018 - Leave a Response

(Paulo Sabino — o novo camaleão da noite do Rio)

(Os Camaleões — os verdadeiros: Pedro Bial, Luiz Petry e Claufe Rodrigues)

(Os Camaleões em cena)

(Na parte de cima, os Camaleões; na parte de baixo, o camaleãozinho)

(Pedro Bial e Paulo Sabino)

(Claufe Rodrigues e Paulo Sabino)

(Paulo Sabino e Luiz Petry)

(O meu exemplar de “O livro dos camaleões” devidamente autografado pelo trio camaleônico)

(A capa de “O livro dos camaleões”)
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Na matéria que o Jornal do Brasil, no seu caderno de cultura (foto), fez sobre o meu trabalho, carinhosamente a jornalista Mônica Riani, na chamada, me intitulou “o novo camaleão da noite do Rio”, numa referência direta aos Camaleões, trio de poetas, formado por Claufe Rodrigues, Pedro Bial e Luiz Petry (foto), que incendiou as noites cariocas na década de 80 com a potência e irreverência dos seus recitais. Depois de 20 anos, os Camaleões voltaram para mais uma apresentação, ocorrida na quinta-feira (12/07), às 20h30, no Sesc Copacabana.
 
Reverberando na memória e no coração a linda e divertida noite de Tributo aos Camaleões.
 
Partilhar uma coisa com vocês: quanta alegria essa relação com a poesia tem me trazido! Quantos encontros felizes, quantos momentos incríveis! São constatações que vão se tornando certezas: o palco, o teatro, a rua, a praça, a palavra escrita, a palavra falada: eis o caminho. O bom disso tudo é que, cada vez mais, tenho me sentido em casa. Valeu demais, Camaleões! O camaleãozinho aqui só faz agradecer.
 
Pra quem não sabe, os Camaleões tinham as suas personalidades camaleônicas, os seus “heterônimos”: Baby The Billy (Claufe Rodrigues), Peter Pane (Pedro Bial) e Patrick Jack, o coiote solitário (Luiz Petry).
 
De brinde a vocês, o poema do livro dos Camaleões que li na apresentação. Poema do Peter Pane.
 
Beijo todos!
Paulo Sabino.

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[de: O livro dos camaleões. autores: Pedro Bial (Peter Pane)/ Claufe Rodrigues (Baby The Billy)/ Luiz Petry (Patrick Jack). editora: Anima.]

 

 

eu poderia fazer versos que embalam
os sonhos de inocência, construir as frases
que incendeiam a adolescência, dizer palavras de
consolo aos solitários, queria me abrir em um milhão de
páginas
plenas de compreensão e doçura.
entrementes, escuto as correntes se arrastando
no andar de cima, a angústia se instala na poltrona em
frente,
as luzes de neon me parecem estranhamente lúgubres,
e a minha alegria se manifesta de uma forma diferente:
rolam lágrimas pela face do homem sentado à máquina
de escrever.

 

PETER PANE

OCUPAÇÃO POÉTICA — TEATRO CÂNDIDO MENDES (13ª EDIÇÃO) — TANUSSI CARDOSO & CONVIDADOS

27 de junho de 2018 - Leave a Response

(Coluna Parada Obrigatória, do jornal O Globo)

(Texto do poeta Luis Turiba, que foi assistir à apresentação)

(Texto da poeta Anna Maria Fernandes, que foi assistir à apresentação)

(Texto do poeta Cláudio Leal Cacau, que foi assistir à apresentação)

(Plateia lotada, quente, divertida – Foto: Luciana Queiroz)

(O idealizador, produtor e curador do projeto, Paulo Sabino – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Igor Fagundes – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Jorge Ventura – Foto: Luciana Queiroz)

(A poeta Noélia Ribeiro – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Christovam de Chevalier – Foto: Luciana Queiroz)

(A poeta Eugenia Henriques – Foto: Luciana Queiroz)

(A poeta Carmen Moreno – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Cairo Trindade e o homenageado da noite, Tanussi Cardoso – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Cairo Trindade – Foto: Luciana Queiroz)

(O poeta Mano Melo – Foto: Luciana Queiroz)

(O grande homenageado da noite, o poeta Tanussi Cardoso – Foto: Luciana Queiroz)

(A turma feliz pela noite linda – Foto: Marcelo Ribeiro)

(Os participantes para as fotos finais – Foto: Marcelo Ribeiro)

(Os participantes da 13ª edição da Ocupação Poética, homenagem a Tanussi Cardoso – Foto: Luciana Queiroz)

(O coordenador do projeto, Paulo Sabino, e o homenageado da noite, Tanussi Cardoso – Foto: Rafael Millon)
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Teatro lotado, público quente, muito divertido, participantes pra lá de talentosos, homenageado feliz da vida: foi assim a 13ª edição da Ocupação Poética (18/06), homenagem aos 40 anos de carreira literária do super Tanussi Cardoso!
 
Cada vez que me vem à memória a noite da 13ª edição da Ocupação Poética, homenagem ao Tanussi Cardoso, o coração bate mais forte, o sorriso brota fácil na boca, o amor corre convicto pelo corpo. Acreditem: eu não consegui dormir de segunda (18/06) pra terça (19/06); a energia foi tamanha que a cabeça não desligava. Significa que estava cansado? Sim, muito. Muito obrigado pelo cansaço, muito obrigado pela noite não dormida. Timaço lindo, de tirar o sono! Estava sonhando acordado.
 
Viva a arte dos encontros! Viva a poesia Viva!
 
Quero agradecer imensamente aos administradores do teatro Cândido Mendes de Ipanema, Fernanda Oliveira e Adil Tiscatti; ao técnico de som e luz, no projeto desde a sua 1ª edição, Pedro Thimoteo; à fotógrafa do projeto, a nossa musa das lentes, Luciana Queiroz; à Belmira Comunicação, responsável pela assessoria de imprensa do projeto; a todos os participantes, muito e sempre; ao homenageado, por proporcionar, com a sua poética, momentos mágicos, como a noite de 18 de junho.
 
Faremos uma pausa, por causa do lançamento do meu livro de estreia na poesia, Um para dentro todo exterior, nos meses de julho e agosto, e retornamos em setembro.
 
Aos interessados, um poema, do homenageado, que tive a alegria e o prazer de ler na apresentação, poema emocionado e sofisticado como quem o confeccionou.
 
Beijo todos!
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(Do livro: Exercício do olhar. autor: Tanussi Cardoso. editora: Five Star.)
 
 
 
COMO SE NÃO FOSSE ADEUS
 
 
 
a vida se vai como o gelo se desfaz:
lento, frio, queimando as mãos.
nem as baratas me comovem mais.
nem as moscas. nem os cães.
 
(dentro de mim,
a família é um osso a estalar.)
 
pergunto se o cego que vê Deus
enxergará.
debaixo do seu peso insustentável
o amor não responde.
 
sonhei ser belo como os italianos
e, espantalho,
meu corpo se deteriora com o vento.
 
o verso e seu silêncio não me salvam.
e por mais que tente
sou menor que minha esperança.
 
entretanto, não quero escrever sobre paredes.
paredes não sangram.

OCUPAÇÃO POÉTICA DE CARA NOVA — LOGOS: GAL OPPIDO/ 13ª EDIÇÃO: TANUSSI CARDOSO

8 de junho de 2018 - Leave a Response

(Criação: Gal Oppido)

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O projeto Ocupação Poética está de cara nova!

O grande artista plástico & fotógrafo paulistano Gal Oppido enviou ao coordenador do projeto, este que vos escreve, as novas marcas da Ocupação Poética, lindas! Nem sei como agradecer ao Gal a gentileza & generosidade! Muito muito muito obrigado, Gal!

Também agradeço demais ao meu amigo, poeta & tradutor Adriano Nunes a ponte entre mim & Gal Oppido.

Aproveito para anunciar que no dia 18 de junho (segunda-feira), no teatro Cândido Mendes, de Ipanema, temos a 13ª edição do projeto, comemorando os 40 anos de vida literária do super poeta Tanussi Cardoso (na foto abaixo), ao lado de vários amigos que lerão a sua obra. Semana próxima volto ao “Prosa em poema” com mais informações.

Esperamos vocês!

De brinde, um poema rápido & sofisticado do homenageado da próxima edição.

(Notem, no poema, que dentro de “palavra” cabe o substantivo larva — que bicho se abrirá da larva da palavra que lavra o poema?…)

Viva a poesia viva!

Beijo todos!
Paulo Sabino.
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(do livro: Exercício do olhar. autor: Tanussi Cardoso. editora: Five Star.)

 

 

ÓVULO I

 

meu poema
larva:
que bicho se abrirá em
palavra?

TENTE ENTENDER O QUE TENTO DIZER — POESIA + HIV / AIDS

26 de maio de 2018 - Leave a Response

(Lançamento da antologia Tente entender o que tento dizer: poesia + hiv / aids, na Livraria da Travessa de Botafogo)

(Convite para o debate + leituras de poemas da antologia, dia 29, terça-feira, na livraria Leonardo Da Vinci, no Centro)
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Gente poética,

Na quarta-feira, 23 de maio, o Rio de Janeiro foi palco de um acontecimento da maior importância: o lançamento da antologia Tente entender o que tento dizer: poesia + hiv / aids, na livraria da Travessa de Botafogo, que reúne poemas de 96 poetas sobre o tema “HIV /AIDS”. Foi a primeira vez que escrevi um poema sob encomenda, a pedido do organizador da antologia, o poeta Ramon Nunes Mello. A programação da noite foi quente: às 19h, mesa de abertura com Eduardo Jardim, que escreveu uma linda orelha pra antologia, e Ramon Nunes Mello, que nos contou a gênese do projeto; às 19h30, ciranda de poesia com Viviane Mosé, Antonio Cicero & Italo Moriconi, em que cada participante leu 4 poemas da obra; às 20h, leitura dos poemas com os poetas que integram a antologia.

Pois bem. Nesta terça-feira, dia 29 de maio, conforme o convite acima, na livraria Leonardo Da Vinci, no Centro, a partir das 19h, a roda de conversa em torno do livro, aprofundando a leitura dos poemas, com Silviano Santiago, Denilson Lopes, Flávia Muniz Cirilo e Ramon Nunes Mello, e leituras de poemas da coletânea com Paulo Sabino, este que vos escreve.

Abaixo, o poema que fiz pra antologia. Ele não integra o meu livro de estreia na poesia, Um para dentro todo exterior, que lançarei na FLIP, dia 26 de julho (quinta-feira). Criado especificamente para este projeto, resolvi deixá-lo apenas no seu lugar de origem.

Diga não à ignorância! Diga sim ao amor, à informação & ao respeito!

Beijo todos!
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(do livro: Tente entender o que tento dizer. poesia + hiv / aids. organização: Ramon Nunes Mello. autor: Vários. autor do poema abaixo: Paulo Sabino. editora: Bazar do Tempo.)

 

 

SÍNDROME DA HUMANA DEFICIÊNCIA ADQUIRIDA

 

O que precisa ser combatido:
A mancha feia da ignorância
Tingindo a palavra intolerância:
Não existe nada pior em ação
— A grande síndrome da deficiência adquirida
É a desinformação —

O que precisa ser banido:
O efeito gerado e causado
Pelo preconceito
Que existe e insiste
Em mostrar a cara dura
Contra o amor:
A verdadeira cura
Para todo e qualquer mal-estar
— A grande síndrome da deficiência adquirida
É o ódio doado na sala de estar —